<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172</id><updated>2012-02-16T14:09:21.217-08:00</updated><category term='Robeto Dinamite'/><category term='Romario como técnico do clube'/><category term='Rua'/><category term='Radio Manchete AM'/><category term='Amizade'/><category term='Programa Esportivo'/><category term='Poesia'/><category term='Lixo'/><category term='futebol'/><category term='Livreiro de Rua'/><category term='Violência'/><category term='torcedor vascaíno'/><category term='América Futebol Clube'/><category term='violencia'/><category term='Literatura Brasileira'/><category term='Eleições Vascaínas'/><category term='Contos'/><category term='Ouvinte de Rádio'/><category term='Loucura'/><category term='Eurico Miranda'/><category term='Roberto Dinamite'/><category term='torcedor vascaino'/><category term='fabula politica'/><category term='Romário'/><category term='Mulheres'/><category term='Escritor'/><category term='Ficção Animal'/><category term='Sonhos'/><category term='Tijuca'/><category term='Copacabana'/><category term='Fábula Politica'/><category term='escultura do poeta'/><category term='Crônicas Cruzmaltinas'/><category term='Aniversário do Neto'/><category term='Cachorros'/><category term='Eleições'/><category term='Reminicências'/><category term='Cronicas Cruzmaltinas'/><category term='Memórias'/><category term='autoritarismo no futebol'/><category term='Solidão'/><category term='Sobre Avô e N eto'/><category term='Vasco'/><category term='Carlos Drummond de Andrade'/><category term='Barulho urbano'/><category term='Cinelândia'/><category term='Comlurb'/><category term='Vasco da Gama'/><category term='Celso Githay'/><category term='Crônicas da Cidades'/><category term='Dirigente vascaíno'/><category term='Poluição Sonora'/><category term='Netos'/><category term='Livreiro Virtual'/><category term='Barulho'/><category term='Cinemas do Rio de Janeiro'/><category term='Comentário'/><category term='Parada de Vacas'/><category term='Contos Brasileiros'/><category term='Botafogo'/><category term='Blogueiro'/><category term='Lapa'/><category term='Vida em familia'/><title type='text'>Esquinas do Tempo</title><subtitle type='html'>"Não tenho caminho novo. o que eu tenho é o jeito novo de caminhar". Thiago de Melo

Aqui,é um ponto de encontro com a arte, literatura,  livros e sonhos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-3080828107969491039</id><published>2008-10-31T10:11:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T13:14:49.884-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Netos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reminicências'/><title type='text'>Hoje é Dia de  Ricardo Coração de Menino, um Leãozinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAEMXP0Yi5I/AAAAAAAAAUg/ZM9U8kE2Kqw/s1600-h/crehore1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAEMXP0Yi5I/AAAAAAAAAUg/ZM9U8kE2Kqw/s320/crehore1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188441839230290834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Escrever hoje neste espaço, me dá uma alegria redobrada, não só por exercer o meu oficio de blogueiro e de livreiro, como o de registrar o aniversário de meu neto Ricardo; que para os pais é Ricardinho, para os avós paternos, é Ricardão. O que me interessa mesmo é que ele seja gauche na vida, como escreveu Carlos Drummond de Andrade em Alguma Poesia (1930), especialmente em Poema de Sete Faces.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Curto de montão os meus netos, muitos dizem que chego a babar por estar junto com estes dois garotos, incrívelmente levados. Uma ligeira vantagem de ser mais levado, certamente, é conferida para Ramom, mas Ricardo busca também esta identificação por ser também muito levado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Não deixo de registrar que os dois em nível de comportamento, são bem diferentes, as semelhanças aparecem quando um imita o outro, nesta simbiose, há sem dúvida, atritos na ordem de tapas, socos e mordidas, é um salve-se quem puder. Percebe-se a idéia de posse de qualquer objeto que esteja ao alcance dos olhos e das mãos, de modo que , já é entendida na mais tenra infância através da aplicação no uso do pronome que identifica posse... é Meu para lá e pra cá, passa a ser o diferencial no cotidiano infantil, estabelecendo demarcações do espaço lúdico, de quem tem o objeto sob seu controle, exerce de alguma forma o poder de vetar ou não a participação do outro, no partilhar a brincadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Escrevi pouco para Ricardo, Ramom por ser o primeiro foi contemplado com mais textos, para ele criei várias histórias e o inseri de alguma forma como um dos meus personagens, foi também por reinar durante dois anos de modo absoluto, no entanto,. a presença do irmão abalou os alicerces do reinado de Ramom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Hoje é festa, e o dono da festa é Ricardo por demonstrar contentamento pelo simpático  personagem Shrek, o tema foi presenteado por sua madrinha e tia, decorando a festa. Vai ser a primeira festa em que Ramom não será o protagonista, a do primeiro ano de Ricardo, me parece que não ficou muito claro para Ramom, agora mais velho, vou observar como se comporta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Ano passado choveu bastante, poucas pessoas puderam comparecer. No momento em que escrevo, o tempo está nublado. Minha madrinha acabou de avisar que não vem, passou há poucos meses por uma delicada cirurgia, é natural e compreensivo que não pudesse comparecer. Tenho sentido muito o que aconteceu com minha madrinha, tenho uma ligação muito estreita com ela, sustentada por carinho, amizade e amor. Das irmãs de minha mãe, é a ultima guerreira, as outras duas mais novas partiram uma atrás da outra num curto espaço de tempo. Minha avó teve 5 filhas e dois homens. Tenho de levantar deste trono e ir à luta, ajudar a montar a festa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Para Ricardo o vô e vó desejam felicidades eternas, saúde e muito dinheiro no bolso em um futuro que seja radiante e pleno de realizações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Gumbe - Nasceu no ano de 1959, em Dembos, Angola. Vive em Portugal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-3080828107969491039?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/3080828107969491039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=3080828107969491039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3080828107969491039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3080828107969491039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/escrever-hoje-neste-espao-me-d-uma.html' title='Hoje é Dia de  Ricardo Coração de Menino, um Leãozinho'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAEMXP0Yi5I/AAAAAAAAAUg/ZM9U8kE2Kqw/s72-c/crehore1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1554044603546409467</id><published>2008-09-15T05:56:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T08:00:09.166-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro de Rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livreiro Virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Voltei a ser livreiro, virtual e real</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SODsBt7j2rI/AAAAAAAAAig/JMjlExLyxiY/s1600-h/061_3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SODsBt7j2rI/AAAAAAAAAig/JMjlExLyxiY/s320/061_3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251456679767431858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estava sentindo saudades desse meu cantinho, de entrar em contato comigo mesmo, de me olhar no espelho. Fiquem tranqüilos, não é esta à hora de retocar a maquiagem, ou verificar, se a minha barriga, está mais saliente. Já não tenho muita surpresa com que vejo diante de mim. A imagem que tenho me convence de que sou eu mesmo, sob os efeitos do tempo em seus registros de mudança. Sou o que está ali, com os efeitos colaterais da idade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sou, vamos dizer o primeiro leitor do que escrevo, no mais, acrescento, os desavisados leitores que aparecem nesse espaço, que com o recurso de uma máquina de calcular, consigo, estimar em mais dois leitores. Aqui, algumas vezes toma as feições de um espelho. Do outro lado do espelho – aliás, título de um romance de Sidney Sheldon, autor bem procurado pelo público feminino - fico rascunhando, escrevendo o que der na telha. Passo algumas horas diante do espelho, mas confesso, não se tratar de nenhum sintoma de narcisismo. Fico apenas o tempo necessário para escrever, reescrever o que pretendo narrar para você, meu caro leitor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ausente por estar vivenciando uma nova fase profissional, e para quem não sabe voltei a trabalhar com livros, desta vez, com livros usados. Custei a tomar esta decisão, assim que tomei, foi para ficar. Agora trabalho na rua, “daqui não saio, daqui ninguém me tira “, e na internet., ou seja, casa e rua. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tenho produzido melhor pela internet, minha oferta de livros é bem maior e alcanço mais gente, atinjo o nosso país de ponta a ponta. A clientela da rua, é mais dispersa são passantes em sua maioria em direção a casa e ao trabalho, sempre com pressa, poucos, são os que param para apreciar os livros expostos. Quando leitores, o consumo de romance, é o de maior incidência. Pretendo aos poucos dar um novo desenho ao espaço e na parte que me cabe neste minifúndio, dar um perfil na área de ciências humanas, fazendo diversificações para atender o público passante. Procuro sempre diversificar o máximo com oferta de livros na faixa de preços de 5 reais; tenho na verdade um mínimo espaço cedido pelo livreiro Alberto Pereira, o Filósofo, em troca tomo conta, ou seja vendo os livros dele e os meus, de modo que, Alberto esteja liberado para fazer as coisas que necessita. Assim vou me virando como posso, no momento “pago” para trabalhar, resultado das despesas que são concretizadas ao ir trabalhar na rua.. A compensação, está nos contatos, na captação de livros, no encontro com pessoas amigas, colegas e professores do IFCS e novos amigos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Na última 5ª feira, recebi um convite para ser colunista do site Supervasco., embora seja um colaborador, contribuindo com comentários e ter sido publicado algumas vezes, agora virou convite oficial Como a maioria sabe, sou vascaíno, aliás, declaração anunciada em meu perfil de blogueiro, não é novidade, novidade é para mim, é encarar uma coluna semanal, ainda não enviei nada, espero produzir algum texto nos próximos dias. Não deixei de avisar que estava envolvido com a venda pela internet e o trabalho de rua, no momento em que tivesse liberado, iria dar o pontapé inicial e começar a produzir textos, crônicas sobre o Vasco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tentei, digo tentei, por não me posicionar de modo definitivo como livreiro virtual de um novo site de venda de livros, vinil e cd. Para isto, estou em fase de experiência, se os resultados forem positivos, abrirei um novo canal de vendas, desta vez, nomeei de Esquinas do Tempo .O espaço&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é para realizar vendas de outros produtos culturais, no caso, iniciamos, eu e Marilene inserindo cds. Interrompemos por ficarmos rondando com a dúvida, se realizarmos vendas, não seríamos surpreendidos com supostos “arranhões” alegados pelos possíveis compradores, o produto dá margem a estas suposições. Preferimos no momento, suspender , não colocando cds,.lps ou mesmo livros, estes são menos afetados, pois, detectaríamos de imediato, qualquer sinal de modificação de seus aspectos formais, assinalando manchas, oxidação, manuseio e os desgastes naturais produzidos pelo tempo. Bom, fico por aqui, o texto, foi se alongando e tornando cansativo, volto o mais rápido possível. Até breve!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1554044603546409467?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1554044603546409467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1554044603546409467' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1554044603546409467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1554044603546409467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/09/normal-0-21-false-false-false.html' title='Voltei a ser livreiro, virtual e real'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/SODsBt7j2rI/AAAAAAAAAig/JMjlExLyxiY/s72-c/061_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2192244288636678458</id><published>2008-07-02T21:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T01:51:38.681-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Dinamite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Vascaínas'/><title type='text'>Dinamite: A bola está sob os seus pés. Exploda! Mudança já!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SGwZN10BxeI/AAAAAAAAAYY/Q-1UkDf8gV4/s1600-h/br-vasco.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SGwZN10BxeI/AAAAAAAAAYY/Q-1UkDf8gV4/s320/br-vasco.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218573793789855202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não li a mensagem do dirigente,  a mim fosse remetida, o destino, seria sem dúvida a lata de lixo da história. Sua conduta para com os vascaínos sempre foi de desprezo, os que atuavam no campo da oposição eram tratados por chibatadas verbais, aplicava penalidades sem dó. Não se deve portanto, neste momento,  encaminhar nenhuma proposta de entendimento, com os  vencidos, colaboração ou qualquer outra forma. Dinamite você como  político profissional deve por obrigação consultar a base, não é assim que vocês dizem, seria  bom saber se ainda são receptivos a sua esdrúxula idéia de preservar a título, quem sabe no futuro, um culto a imagem. do jogador ou do dirigente. Posso adiantar, os vascaínos  repeliriam, se com inseticida, não sei. O dirigente causou muitos estragos para a imagem do Vasco, criou uma áurea negativa, uma urucubaca, um estigma ao torcedor vascaíno e ao clube, tanto que o aumento de novos torcedores, mirins ou não, deve ser ínfimo. Acho mesmo, se você veio como imaginamos e desejamos, para encarnar os novos tempos, ou se quiser fazer,  faça, se muito, fotos para serem estampadas no  Museu. O momento é de dinamitar o que representa esta estátua, não faça nenhum arranjo de composição a pretexto de enaltecer a figura do jogador que simbolizou quer queira ou não um ciclo, que foi  rejeitado pelos vascaínos, os tantos que  o aprovaram nas urnas, você como o candidato desta mudança,  implica de imediato afastar a possibilidade de decepção. Caso contrário pelo que li hoje pela manhã no jornal O Dia, em matéria "Reforço, agora, está difícil",  vocês sabiam se não totalmente, pelo menos em parte  da penúria financeira do clube.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Neste primeiro momento estou contaminado como vascaíno pela vitória da oposição, que aproveito para parabenizar pela conquista. Há tempos que fiz uma opção pelo não engajamento ao movimento de oposição, participei em tempos passados de algumas reuniões em clubes portugueses na Tijuca, para mim bastou; ultimamente preferi correr em faixa própria, escrever neste espaço, o que me permitiria com mais liberdade me posicionar  com maior autonomia, de modo critico, ora, fazendo restrições ao encaminhamento conciliador,  e submisso da conduta de Dinamite ao dirigente, que me parecia de endeusamento e de gratidão eterna. Projetava uma imagem distante e cerimoniosa, o tratamento dispensado me parecia com o intuito de não causar nenhum transtorno ao dirigente.&lt;br /&gt;No meu entendimento, Dinamite assume em todos os aspectos uma postura conservadora, de mudar para continuar tudo igual.Cuidado!  seu adversário é extremamente agressivo, até o último instante, fez demonstrações sem nenhum pudor; atos que nem gostaria de pensar podem surgir Um novo conceito de mudança tem de fazer parte de seu projeto de administração. Não se deve pensar em conciliação com quem em nenhum momento pensou em conciliação, nem reviu sua postura, pois seu delírio pelo poder, não permitiria tal façanha. Tudo era feito pelo dirigente e por sua camarilha era para ampliar os podres poderes de sua forma de administrar e se perpetuar no clube. O que o homem lutou de modo aguerrido para não largar o osso, não foi brincadeira, tentou e tentou até as últimas conseqüências e atrelado em todas as esferas jurídicas, permanecer,  tentou mas não levou.&lt;br /&gt;Dizem que a justiça dos homens tarda, mas não falha, no entanto, se falhasse a divina com certeza, daria um jeito, claro que a nosso favor, daqueles que por diversas formas clamaram por melhores dias e que a esperança fosse o caminho e que a qualquer hora chegaria ao fim  esta administração, que estava além da conta, extremamente saturada, nem ele conseguiu levar até o fim.  Liberdade, ainda que tardia, chegou para ficar, para abalar e destruir os ranços de uma administração obscura e viciada na mesmice. Não posso deixar de falar sobre o meu clube sem mencionar a gestão do dirigente, ou a sua "simpática" figura.&lt;br /&gt;Um dos grandes equívocos do dirigente foi "aposentar" a camisa 11, em homenagem "eterna" com vínculos de gratidão ao homenageado, esta postura me levou por várias vezes desaprovar tal intento; para piorar concretizou o seu sonho maior de bajulação ao erigir uma estátua a um jogador que por não ter sangue cruzmaltino, não mereceria homenagem desta grandeza. Recebeu uma bela resposta, que acredito que até hoje, aguarda um comunicado do jogador para a despedida. Convenhamos àquela situação em que vivenciou passou para a imprensa a imagem patética do dirigente que muito decepcionado, frustrado apelava para o retorno do "amigo" para a última homenagem, que nem bola passava para o dirigente que sabia mais de qualuqer um  sobre o Vasco, sabe tanto que nem percebeu o que o jogador aprontou com ele, ou ele aprontou com o jogador, quem vai saber? O resultado final, deu no que deu. Para mim foi hilária e  que foi reforçada pelas previsões ridículas apontadas.&lt;br /&gt;O dirigente no alto de sua sabedoria , nem consultou a torcida, fazia e desfazia com bem entendia, tudo em prol dos "interesses" do Vasco.. O dirigente apenas ouvia a si próprio, quando muito, sua família e os conselheiros que sustentavam esta política, que pelo visto ultimamente em nada beneficiou o Vasco.&lt;br /&gt;Como deputado, ainda bem que não foi reeleito, nunca, pelo menos eu, não consegui traduzir quais e que  benefícios, e melhorias trouxe para o clube na tão propalada defesa dos interesses do Vasco, que até outro dia parecia lutar com unhas e dentes para preservar o modelo aplicado ao Vasco, retrógrado, diga-se de passagem.  Bastava olhar para os lados, que poderia conclamar os vascaínos que estariam, acredito dispostos a cooperar com o dirigente, em prol da grandeza, da imagem de um clube vitorioso, ligado historicamente a vários segmentos sociais, aliás, o seu olhar, a sua cegueira, apenas enxergava o próprio umbigo.&lt;br /&gt;Gente deste tipo, Caro Roberto Dinamite, nosso honrado presidente, deve se manter à distância, quanto mais longe melhor. Não tem de conciliar com este passado de quem trouxe tanto dissabores. Aquele passado do dirigente, com o apoio de Calçada, teve momentos de glória, mesmo que eu seja critico em relação ao dirigente, reconheço sua contribuição; hoje, encerra apenas uma referência histórica, objeto de pesquisadores dispostos a entenderem o que se passou no Vasco, que muitos vascaínos,  parecem nem querer lembrar. Não importa, ele faz parte da história do clube, com acertos e desacertos. Você verá mais adiante com quem e com quantos contará para ajudar nesta tarefa, que deve ser árdua, mas que deve tomar o rumo de desvendar algo se obscuro houver, mostrar a face de São Januário, devemos como  vascaínos ter ciência, qual é a verdadeira  situação do clube. A transparência deve ser escancarada, mostrar claramente , os interesses defendidos pelo dirigente em nome do Vasco.&lt;br /&gt;Quero lembrar ao meu ídolo, que a sua luta foi pelo poder, por mudança de uma gestão autoritária, retrógrada, extremamente conservadora e controlada a mão de ferro, por uma em que circula novos ares, modernidade, com base na comunhão de vascaínos, estruturada na concepção democrática de poder. Deve se contar, claro, com os vascaínos remanescentes da gestão do dirigente, mas requer cuidados especiais para perceber se alguns  foram contaminados pelo vírus. Você como político e o grupo  que o sustenta não são ingênuos, não sou favorável uma caça às bruxas, mas se elas existem todo cuidado é pouco. Aproveita use as vassouras para fazer uma assepsia, uma faxina geral. Embora, faça parte de seu discurso conciliador, ser presidente de um clube, não implica em ser bajulador eterno do dirigente, enaltecendo os feitos do passado, sua gratidão que parece ser eterna, o que lhe permitiria mais adiante um convite para o seu "dirigente", assim como quem não quer nada, contar com a prestimosa ajuda, continuando assim, penso, se assim me permite, que a mudança, tão anunciada mudança será abortada em nome da "união" dos vascínos de todas as matizes. Não quero ensinar padre a rezar missa, lembre-se de que alguns vascaínos foram os seus adversários, de modo que, tem muito pouco a acrescentar em sua gestão.&lt;br /&gt;Há pedras no meio do caminho, o técnico atual, representa pelas características sempre anunciadas e enaltecidas como um fraterno e leal amigo do dirigente. Segundo a imprensa, embora, esteja no seu direitos de reivindicar o que lhe cabe neste latifúndio, o técnico, como das outras vezes, anunciadas, trabalharia de graça para o dirigente, não deixou transparecer nenhuma reivindicação trabalhista e agora segundo a imprensa, se dispensado, aliás, acho que deve ser, pois representa a face da antiga direção.&lt;br /&gt;Gosto de Antonio Lopes, no entanto tenho restrições, sei que é um técnico vitorioso, mas infelizmente o vínculo com a administração retrógrada, seria sem dúvida a encarnação do dirigente. Se for o caso, Lopes seja contemplado com o que reivindica, para não gerar no futuro uma reclamação trabalhista, basta as que ocorrem em várias instâncias&lt;br /&gt;Como exercício da democracia, a opinião é livre, como forma de expressar, penso que os entulhos autoritários incrustados no interior de São Januário devem ser retirados, nem devem ser protelados. Enfim, a vitória final chegou, que São Januário receba novos ares, se contar com ajuda de Moraes para saber e identificar qual será a dose de oxigênio administrada, acho que vale a pena. Reclamou que precisa respirar novos ares, e o de São Januário, estava poluído, viciado, contaminando o ambiente. As pessoas tinham uma imagem carrancuda, reproduziam inconscientemente o poderoso da Colina que gostava de anunciar esta singularidade.&lt;br /&gt;O certo é que o Vasco respira e o que o vento que chega até aqui, assopra no sentido de que, agora poderemos ser campeões. A primeira vitória foi conquistada, a próxima, será a faixa de algum campeonato, a bola está sob os seus pés. Aliás,  de um artilheiro, Dinamite conhece tudo dentro das quatros linhas, o cheiro de vitória nos campeonatos vai começar... Hoje a festa é nossa, da imensa torcida, e da oposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2192244288636678458?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2192244288636678458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2192244288636678458' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2192244288636678458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2192244288636678458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/07/dinamite-bola-est-sob-os-seus-ps.html' title='Dinamite: A bola está sob os seus pés. Exploda! Mudança já!'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SGwZN10BxeI/AAAAAAAAAYY/Q-1UkDf8gV4/s72-c/br-vasco.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-640198317807958048</id><published>2008-05-04T02:59:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T12:07:21.025-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comlurb'/><title type='text'>Um lixinho aqui, outro ali e a cidade vai ficando um lixo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SB2JHpE9rsI/AAAAAAAAAXA/yI2aM9osFzI/s1600-h/berni.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SB2JHpE9rsI/AAAAAAAAAXA/yI2aM9osFzI/s320/berni.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196460309434183362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bicho&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Vi ontem um bicho&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Na imundicie do pátio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Catando comida entre os detritos&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Quando achava alguma coisa,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Não examinava nem cheirava&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Engolia com voracidade.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;O bicho não era um cão,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Não era um gato&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Não era um rato&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;O bicho, meu Deus, era um homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manuel Bandeira(1886-1968), escrito em 27 de dezembro de 1947, incluído em Estrela da vida inteira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Agora quando começo a escrever escuto alguém varrendo a calçada, aqui em Copacabana, escuto ou presencio alguém varrendo a rua, seja um porteiro ou um varredor da Comlurb. Por mais que estes trabalhadores, conhecidos como garis, façam a sua parte, a população que transita pelo bairro, sejam moradores ou não, muitos deles colaboram firmemente sujando as ruas. Por mais que a calçada ou a rua esteja um “brinco”, em poucos minutos, ficará suja novamente. O ato limpar e sujar são verbos ou ações que são conjugados diuturnamente. Além das ruas que a população gosta de deixar o lixo, há outros espaços que são contemplados pela população deixando todos os tipos de lixo, são: os terrenos baldios, os rios, lagos, lagoas, praças, praias e mar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Há ainda folhas, galhos, entulhos e terra. Convivemos com muita sujeira em qualquer lugar em que se vá, são detritos espalhados por todos os cantos. Reconheço que hoje houve uma melhora na coleta do lixo, há mais gente envolvida na coleta seletiva, com a forte presença de catadores em um trabalho de reciclagem, há um grande aproveitamento do lixo com separação em orgânico e inorgânico. Sem duvida que a cidade foi transformada em uma grande lixeira, há &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;porcalhões oriundos de diversas condições sociais. Contêineres nas praias são solenemente ignorados pelos banhistas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Tenho visto pessoas de diversas idades jogando, espalhando o seu lixo pela rua, fingem que nem é com eles, são capazes de ignorar a lixeira e o gari, creio que muitos acham mesmo de enorme inutilidade as lixeiras, que enfeiam tanto as ruas que jogam o lixo muitas vezes do lado de fora dos cestos. Quando presencio cenas desta natureza, fico irritado, perplexo, mas fico calado, não quero gerar nenhum conflito, hoje em dia com tanta violência rondando o nosso cotidiano que é melhor preservar a sua vida, por qualquer coisa um sujeito mata o outro sem pestanejar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Muitas vezes vi alguém jogando latinhas pela janela de algum veiculo, percebo que o sujeito quer se livrar deste incomodo e atira o lixo mirando na rua. Acho que ficam orgulhosos deste gesto. Lembro que quando viajava pelo metrô nos anos 90, o comportamento dos usuários deste tipo de transporte considerado como o mais limpo do mundo, era uma verdade, com a ampliação das estações, com o transito maior de passageiros nos vagões, a sujeira tomou maior volume, tanto que recolhem toneladas de lixo no final do mês, mesmo assim, é bem limpo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Acredito que a diminuição do lixo jogado na rua, um espaço publico por excelência, estaria ligada a mudança de hábitos, cuja participação da sociedade, motivada por uma conscientização coletiva, seria o caminho, que pode ser alcançado através de divulgação maciça na mídia. Nos registros de minhas lembranças, recordo do personagem Sugismundo de cunho educativo que circulava pela tv na década de 70, que sustentava a idéia de “povo desenvolvido é povo limpo” produziu algum efeito, mas de curta duração, no entanto, vejo dificuldades para qualquer perspectiva de mudança, pois é um habito arraigado nas pessoas de difícil remoção. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Convém lembrar que o comércio informal com suas bancadas espalhadas, os ambulantes, geram muito lixo, poucos conseguem recolher os lixos produzidos por suas atividades, lembro que os trabalhadores informais privatizam o espaço público de modo desordenado e autoritário, dificultando e estreitando em cada vez mais o espaço destinado a pedestres. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Em minha rua durante a noite, noto a intolerância de motoristas em seus carros buzinando loucamente, irritados, gritam e xingam o pessoal que trabalha no&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;caminhão de limpeza que para fazer a coleta domiciliar inevitavelmente impedem a passagem de outros veículos. Motoristas alucinados fazem questão de não reconhecer o trabalho dos outros, buzinam insistentemente para pedir passagem, não avaliam que ao fazer este barulho, perturbam os demais moradores em suas residências, acham que podem importunar os outros, mas que não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aceitam sob hipótese alguma serem atrapalhados, ainda mais por um caminhão da limpeza urbana.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;A sujeira deixada pelo cachorro, não me foge a idéia que flagro neste momento de que parte desta população que joga lixo no chão, que suja a cidade, expõe uma questão importante que é a ausência da educação, embutido muitas vezes em preconceito social, da consciência do espaço público. De nada adianta colocar avisos, isto não provoca vergonha para quem suja, pelo contrario faz com que ele reclame da atitude do outro, da sujeira da cidade, do entupimento, das ruas alagadas. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;O bairro de Copacabana as ruas continuam sujas, com a prestimosa colaboração dos panfleteiros que mesmo proibidos, continuam a distribuir seus panfletos, alias no sábado vi na esquina da Rua Santa Clara, um grupo de moças e rapazes distribuindo panfletos, todos identificados com as lojas próximas; vi um senhor amassar um papel e jogar no chão ao receber de uma das moças, no entanto, para a minha admiração a moça abaixou-se e recolheu o papel. A cada dia a população que transita pelo bairro, sem esquecer os moradores de rua, produz mais lixo, que por sua vez, pode entupir bueiros, provocar enchentes. O lixo é um problema que gera agressão ambiental, se olharmos para as praias, rios e lagoas. Acho que a prefeitura através da Comlurb tem feito um bom trabalho, mas que fica tremendamente prejudicado por vários fatores que basicamente norteiam o comportamento das pessoas que ainda se mostram refratarias a colaborar na limpeza dos espaços públicos, uma delas é a preguiça de procurar uma lixeira.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Para mim está claro, além do hábito, está à noção, de que alguém vai limpar, é produzido muitas vezes no interior da casa ao deixar para os pais limparem ou a empregada. Se na escola suja, tem a faxineira que faz; se na rua suja, o lixeiro está aí para isso. Vai haver sempre alguém em condição social inferior para fazer a limpeza.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;Um estudo do psicólogo social Fernando Braga da Costa, que defendeu o mestrado na USP em 2002: Gari – Um estudo de psicologia sobre invisibilidade pública, publicado em livro pela Globo com o título: Homens Invisíveis – Relatos de uma humilhação social. A experiência e os relatos de Fernando, no papel de gari, trabalhando no campus da USP, é muito interessante, tive conhecimento de parte de sua tese, há muito tempo e circulava pela internet, veio à tona, no final dos anos 90. Ao começar a escrever este post, lembrei também da  poesia O Bicho publicada em dezembro de 1947, incluída na obra poética completa de Manuel Bandeira, A Estrela da Vida Inteira, editado pela Nova Fronteira.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antonio Berni&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;- &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Nasceu em Rosário, Argentina, em 1905 e faleceu em outubro de 1981&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-640198317807958048?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/640198317807958048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=640198317807958048' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/640198317807958048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/640198317807958048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/05/um-lixinho-aqui-outro-ali-e-cidade-vai.html' title='Um lixinho aqui, outro ali e a cidade vai ficando um lixo.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SB2JHpE9rsI/AAAAAAAAAXA/yI2aM9osFzI/s72-c/berni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-471712820165963011</id><published>2008-04-27T07:55:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T04:07:10.202-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucura'/><title type='text'>O Louco da Colina - Final</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SBRb1JE9rmI/AAAAAAAAAWM/wAOAStvAM6k/s1600-h/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SBRb1JE9rmI/AAAAAAAAAWM/wAOAStvAM6k/s320/sapos-del-ecuador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193877238792957538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Depois de muito tempo, passado anos e anos, o paciente Sapão como também ficou conhecido no hospício o Louco da Colina, ganhou contra a sua vontade através de numerosos abaixo-assinados de pacientes de todos os pavilhões pedidos à direção do hospício para que o mandasse de volta para casa.Que nunca mais para ali voltasse. Conseguiram após muita luta, pois resistia com unhas e dentes, em muito qualquer tentativa de transferência. Ninguém mais suportava a presença dele no hospício, era muito danosa ao ambiente hospitalar. A leitura de um manifesto contra a sua permanência no local, desencadeou protestos em tudo que era lugar, incendiando os ânimos. Havia cerca de 1950 internos protestando contra o Louco da Colina. Formou-se uma imensa torcida contra o Sapão. Hei Sapão, a tua hora vai chegar! Foi uma loucura geral no sanatório. Não havia mais clima para a sua permanência, devido aos mandos e desmandos, achando que tudo que estava a sua volta, era dele. Ninguém poderia contrariar que partia para cima, passar perto da árvore que ele ficava agachado e alisando por horas, era um problema cada vez maior. Sua primeira reação era lançar um olhar de fúria e com a boca espumando agredia com tapas e socos os internos. Ficava muito irado. Resistia a qualquer ordem superior, ignorava solenemente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;No final da tarde &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Dr. Simão pressionado pelos internos, foi procurar a ficha do paciente e não encontrou no arquivo, havia sumido. Procuraram por todos os lugares, sobrou apenas um papel encontrado na lixeira da enfermaria do segundo andar, que lhe possibilitou garantir a alta do paciente. O interno do Pavilhão Nove ao ganhar liberdade, foi um alivio para todos no hospício Uma comissão de internos de imediato preparou uma noitada de samba. Tilde Peito de Melão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pulou de alegria e a cerca, com mais oito internas. Vovó Sinhá uma das mais antigas da Ala das Mulheres, não estava disposta a ir, não gostava de samba, curtia muito funk. Todos a partir daquele dia viveram uma vida normal no hospício.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-471712820165963011?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/471712820165963011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=471712820165963011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/471712820165963011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/471712820165963011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-louco-da-colina-final.html' title='O Louco da Colina - Final'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SBRb1JE9rmI/AAAAAAAAAWM/wAOAStvAM6k/s72-c/sapos-del-ecuador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2209557014185846133</id><published>2008-04-26T09:15:00.000-07:00</published><updated>2008-04-26T05:25:24.248-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas da Cidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barulho urbano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cachorros'/><title type='text'>Silêncio, os cachorros estão latindo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_dkczhTMTI/AAAAAAAAASM/Y_mjVkkRbKg/s1600-h/Image00012427.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_dkczhTMTI/AAAAAAAAASM/Y_mjVkkRbKg/s320/Image00012427.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185723941969408306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Não estamos no mês de agosto, mas com toda a certeza, o cachorrinho da vizinha é louco, late o tempo todo e a qualquer hora do dia. Como tenho escrito ultimamente durante a madrugada para fugir um pouco do barulho de Copacabana, sou testemunha nestas horas da presença dos neuróticos cachorros da vizinhança, que latem sem parar. Há latidos e uivos diversos produzidos por diferentes raças de cachorros, mas com certeza é um animal de pequeno porte. Não tenho conseguido identificar pelos latidos, qual seria a raça do cachorro que acabam com um momento silencioso da noite. Claro que os animais não são os únicos que fazem barulho, há outros sons urbanos, que são irritantes. Aliás, os latidos estão incorporados ao cotidiano da vida urbana, como é o caso do bairro onde moro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Fomos donos (eu, a companheira e o filho) de um cachorro vira-latas que viveu por dezessete anos, durante toda a sua existência procuramos minimizar bastante os seus latidos, claro que alguns fogem do controle, é instinto do animal se comunicar de algum jeito, daí os latidos que podem significar várias coisas. Cabe ao dono educar o animal. É possível com o passar dos anos o meu grau de neurose tenha aumentado em muito, entendo, que não seria capaz de conviver com um animal latindo o tempo todo ao meu lado, sem passar por uma reação, afinal não estou isolado, vivo em prédio e em uma área urbana. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Gosto de animais, depois que Kim morreu; decidimos, eu e a companheira, não teríamos mais nenhum cachorro, digo cachorro, por ser esta a nossa preferência, em vez de gatos, ou passarinhos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Fico espantado e muito irritado com a capacidade das pessoas de não se tocarem que o animal que tem sobre os seus cuidados perturba, senão a vizinhança, pelo menos um dos seus vizinhos. Muitas pessoas não entendem que o direito delas termina onde começa o do outro. Acho que estão cegamente convencidos de que os latidos do totó, senão incomoda a elas, aos outros muito menos. Admito que as vizinhas dentro de um modelo individualista de pensar as relações sociais poderiam me recomendar que os incomodados que se mudem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Entendo que a população canina de Copacabana é numerosa, outro dia, de bobeira na janela, observei que é constante o movimento de cachorros com os seus donos pelas calçadas de ambos os lados. Quando caminho pelo calçadão observo, a presença de caninos. Não há um grande intervalo sem passar algum cachorro, sem ouvir latidos e brigas entre eles. A orla de Copacabana é uma festa para os bichos e seus donos. Em períodos momesco há o surgimento do Blocão, um bloco de carnaval animado para os donos e seus respectivos animais. Há sempre atividades no bairro envolvendo a turma de quatro patas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Quando tivemos o Kim sempre quando o levávamos para passear, pegávamos o jornal para ser utilizado no momento necessário. Em Botafogo foi o bairro que moramos quando Kim era um filhote, o uso do jornal pelas ruas do bairro gerava elogios dos passantes. Ouvi algumas vezes elogios de pessoas de dentro dos carros. Isto era no final dos anos 70 e começo dos 80. Respeitamos sempre o espaço alheio, principalmente a calçada, pois, conduzíamos um animal; depois vieram campanhas educativas, que contaminou um pouco os donos de animais, passaram a usar sacos e jornais. Vejo que há muitas pessoas que deixam os seus animais fazerem suas necessidades pelas calçadas, nem ligam para o próximo, acham que sempre terá alguém para limpar o que sujou e que a condição social de quem limpará é inferior à deles. Já vi olhares de censura para este tipo de pessoa que estão acima de qualquer mortal, mas que continuam desrespeitando o próximo, não se tocam, são refratários. Nem falo dos que andam sem coleiras e guias, como o caso de pit-bull, rottweiler e fila. Os jovens senhores donos destes cachorros ignoram qualquer regra, qualquer lei, alguns são tão ferozes quanto os seus animais. Sou um dos que desde pequeno não tinha medo de cachorro, mas de uns tempos para cá, fico apreensivo em esbarrar com estes agressivos animais, o noticiário a respeito reforça em mim, uma preocupação que, aliás, ninguém deve perder de vista.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Interrompi a publicação da finalização de um dos meus contos para abordar um dos assuntos que chama a minha atenção enquanto morador de um bairro com grande contingente de moradores produzindo os mais variados ruídos. Fica difícil proclamar qualquer garantia de sossego, fica inviável, usufruir momentos de silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos Alvarez - Pintor Galego&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2209557014185846133?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2209557014185846133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2209557014185846133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2209557014185846133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2209557014185846133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/silncio-os-cachorros-esto-latindo.html' title='Silêncio, os cachorros estão latindo.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_dkczhTMTI/AAAAAAAAASM/Y_mjVkkRbKg/s72-c/Image00012427.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-5917486304348679175</id><published>2008-04-25T07:21:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T03:55:07.756-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucura'/><title type='text'>O Louco da Colina - Parte 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SBCYV5E9rlI/AAAAAAAAAWE/C58YesqCLxM/s1600-h/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SBCYV5E9rlI/AAAAAAAAAWE/C58YesqCLxM/s320/sapos-del-ecuador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192817872224497234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Você é doido demais! Louco varrido. Preciso ir, estão me esperando lá fora. Vai rolar muita festa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Não vá embora, dou tudo isto aqui para você. Prometo fincar aquele tronco para sempre. Olha como está bonito. “Ai que vontade de te ver, te abraçar e te beijar, te amassar e te beijar.” Você é a minha razão de viver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Este lugar não é a sua propriedade, você tem muitas outras propriedades, esta não é sua. Você veio a fim de conversar com o diretor e passar um período neste aprazível lugar. Me solta, me deixa. Estou livre. Encerrei, não dá mais. Minha vida agora é em outro planeta e você sabe muito bem onde que é, somos de lá. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Tá doido diabo, fala baixo, quer estragar tudo. Você está redondamente enganado, isto aqui é meu. É meu! É meu! É meu! Quem manda aqui sou eu e ninguém mais. Esbravejava cada vez mais alto. Parou de gritar por uns instantes para cheirar o sovaco. Cada louco com a sua mania e a minha é gostar de você, de cheirar e lamber sovaco, chutar cachorro morto e fazer previsões furadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Professor escuta. Chega mais perto, daqui dá para ver e escutar. É o Louco da Colina, está perto daquele homem nú, acocorado, que lê a bíblia, ao lado de Tião Medonho. - Professor, ainda não viu? Olhando mais a direita, vê a Matilde Peito de Melão namorando embaixo da escada, passa daquele maluco metido a besta falando para as paredes, um que está em pé no pátio com as mãos na cintura, passou a imitar a Carmem Miranda, não é o que está atrás dele, este o Dedé Rola Pequena que está sempre com uma gravata de garçom no pescoço, com uma cigarrilha apagada no canto da boca, é o mesmo que namorava a pouco, embaixo da escada. Assim que ele vê a Tilde, vão para embaixo da escada. Fazem amor até de madrugada, depois cada vai para um canto dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Já vi, é um homem fantasiado com uma roupa verde, muito gordo, com uma cartola na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sim, é este mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Quando passei por ele, xingava muito, bufava, soltando fumaça pelas ventas, está muito agitado, grita e baba muito, alguém o contrariou. Vi que ele conversava com um homem baixinho e careca, trajando camisa preta e vermelha. Só vi o cara dando uma corrida parecia com um foguete à impressão é de que estava atrasado, mas saiu tão rápido, achei que ia partir para outro planeta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Dois dias depois. Era noite, alguns dormiam ao relento, outros em camas beliches. Pinduca era um dos loucos mais respeitados no manicômio, fora recolhido na rua, andava perambulando. Foi músico, perdeu família, emprego, viciado &lt;st1:personname productid="em drogas. Andava" st="on"&gt;em  drogas. Andava&lt;/st1:personname&gt; todo rasgado, como se fosse um hippie. Depois que veio para cá, passa &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o dia tocando violão, fica tomando sol, a tarde gostar de pregar no meio da praça sobre a reforma psiquiátrica &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e a noite fica em cima do telhado, uivando para a lua. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Era bem tarde da noite, com poucas luzes acesas, dali percebeu uma movimentação estranha, era um homem vestido de verde fazendo o maior qüiproquó no salão, dava tapas e cascudos, mordia a orelha de quem o perturbasse. Expulsou todos que estavam ali. Eu sou o dono do mundo, deste lugar, tudo que está aqui é meu, empurrou violentamente contra a parede e  desfechando seguidos pontapés nas canelas do Dmitrievitch, mais conhecido como Dmitri ou Gringo da ala E, tudo porque  havia acabado de contrariar o homem vestido de sapo. Dmitri ficava sempre vestido com roupa de guerrilheiro, embaixo do braço, um album de fotografias dos amigos desaparecidos,foi um militante político muito combativo do Movimento Revolucionário, muito querido no hospício, era um revolucionário com a mania de ser Che Guevara. Lutava pela libertação dos povos latinos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pela manhã, Doutor Simão mal chegou à Casa Verde, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;foi interrompido no corredor para uma conversa com Dona Neide, narrando o que aconteceu na noite anterior com o paciente da ala E do Pavilhão Nove, o tumulto que fez, quis bater em todo mundo, gritava que isto aqui é dele e de mais ninguém. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É um louco furioso, disse examinando o prontuário com um ar de preocupação, precisa de um neuroléptico sedativo. Doutor Simão o remédio está em falta, chega no ultimo dia útil do mês que vem. Vamos colocar na cela de castigo. – Dona Neide, por favor, chame o enfermeiro Leandrão. - Não posso doutor, faltou ao trabalho. Deixou recado dizendo que ganha muito pouco e vai para outro hospital particular ganhar muito mais.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-5917486304348679175?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/5917486304348679175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=5917486304348679175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5917486304348679175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5917486304348679175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-louco-da-colina-parte-4.html' title='O Louco da Colina - Parte 4'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SBCYV5E9rlI/AAAAAAAAAWE/C58YesqCLxM/s72-c/sapos-del-ecuador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-3178259721771513232</id><published>2008-04-23T06:04:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T02:48:26.231-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucura'/><title type='text'>O Louco do Colina  -  Parte Três</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SA71JZE9rkI/AAAAAAAAAV8/H9SZj1Ql97U/s1600-h/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SA71JZE9rkI/AAAAAAAAAV8/H9SZj1Ql97U/s320/sapos-del-ecuador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192356962104094274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;- Que foi maluco?&lt;br /&gt;- Sou louco por você! Sou louco por você. O que você faz aqui? Até que enfim encontrei com você.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Minha vontade, meu desejo é de te beijar agora, puxar estes poucos cabelos, te fazer cafuné.&lt;br /&gt;- Qual é parceiro, está me estranhando? Ainda mais vestido deste jeito.&lt;br /&gt;- Fiquei muito feliz de encontrar com você.&lt;br /&gt;- Sumiu por quê? Por que sumiu? Onde você estava que não respondia.Mandei recados, telefonei, mandei e-mails, fui à praia e nada de achar você.&lt;br /&gt;- Você é aquele que estou pensando? Perguntou muito desconfiado&lt;br /&gt;- Pois é, começaram a espalhar que fiquei com um parafuso a menos por afirmar que havia uma torcida que não era deste planeta. Na verdade não estou internado, as mil loucuras que fiz, não são suficientes para ficar internado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se você é você mesmo, tô na bronca contigo. Vacilou e pronto!Deixou furo comigo. Perdeu!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Já era. Vá reclamar com o Bispo Sardinha.&lt;br /&gt;- O que você faz aqui neste lugar, onde só da louco.&lt;br /&gt;- Vim buscar um amigo meu louco por mulher, cismou que quer ir ao show da Garota Melancia. Vamos depois dar um giro pelos bares da vida.&lt;br /&gt;- Vai ser uma loucura, a mulher bate um bolão. Aquilo é demais.&lt;br /&gt;- Não quero saber de show de melancia, de morango, de jaca, de qualquer outra fruta. Você ainda não me falou o motivo de seu desaparecimento. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O que fez você mudar de idéia?&lt;br /&gt;- Paizinho, deixa antes dar um beliscão neste nariz de Pinóquio Para você entender, você teria de ser de outro planeta.&lt;br /&gt;- Mas já disse a você que sou de outro planeta, esqueceu? Que sou lunático, fanático por você. Lembra de uma vez que você jurou que era americano, nem acreditei nesta lorota, sei que você morava neste país tropical e bonito por natureza, na época, se não falha a memória &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tinha uma nega chamada Tereza, andava de fusca do amigo Jorge, pra cima e pra baixo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Foi uma tarde maravilhosa em que recordamos nossas promessas. Só eu e você. Você e eu, sentados à beira do caminho tomando guaraná. Bons tempos.&lt;br /&gt;- Agora você me botou numa furada. Ao dizer que vai, mas não vai. Tá vendo aquela árvore ali atrás, perto do banco. Você está ali. Repito. Você está ali. Seu espírito, seu corpo. Você será eterno.&lt;br /&gt;- Eu não estou lá. Nem vem que não tem. Quer me deixar louco. Estou aqui, bem perto de você, com esta camisa preta e vermelha. Interrompeu a conversa para beijar a camisa. Vamos sair da passagem, estamos atrapalhando as pessoas que querem ir ao banheiro.&lt;br /&gt;- Que se dane os outros.&lt;br /&gt;- Pára! Quero que me olhe, olho no olho, sem pestanejar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Você sabe e o mundo também que eu sou de veneta. Faço sempre o que der na telha.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Planejava o meu futuro e sem você, o meu presente, só fica no passado. Olha mais uma vez para aquela árvore, como você está bonito. Agora também com esta camisa, fica um encanto.&lt;br /&gt;- Você é louco de pedra mesmo, para dizer que eu estou lá.  Quando cheguei vi um enorme sapo ajoelhado beijando uma árvore, era você? Na verdade aquilo é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um pé de quê?&lt;br /&gt;- De Jequitibá. Ali ninguém mexe se mexer vai se ver comigo. Não há louco que se atreva. Tudo que você representa está naquela árvore, quem seria o louco de derrubar uma árvore. Tranquei a árvore, passei uma corrente com um cadeado a sete chaves, como sou louco e não bobo, engoli.&lt;br /&gt;“Ah! Eu to maluco! Ah! Eu to maluco!” Daqui não saio, daqui ninguém me tira.&lt;br /&gt;- Cara! Você é muito louco mesmo. Piradão! A árvore pertence à Colônia, foi plantada segundo uma amiga professora de História desde 1898, passou por alguns lugares e depois foi lá para &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aquele bairro da zona norte.&lt;br /&gt;- Faço tudo por você! Imito passarinho se quiser. Dou cascudos e chutes no traseiro do primeiro animal que eu encontrar pela frente. Converso com cachorro pit bull, mordo a orelha dele e se duvidar faço dele um cachorro quente. Continuo fantasiado de sapo para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;brincar com as criancinhas. Chamo urubu de meu louro, mordo minha orelha e o dedão do pé; tiro bala da boca de criancinhas,me transformo em &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;profeta, começo a dizer coisas até que Deus duvida.&lt;br /&gt;- Mas aí parceiro, que roupa mais estranha.&lt;br /&gt;- Pedi emprestado ao Beto Chulipa a fantasia para não ser confundido com um sósia que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;enche o meu saco toda vez.que me encontra. Como gostei muito daqui, quero comprar estas terras, quero morar aqui com a família.Vou tirar muitas fotos daquela árvore. Olha bem a copa.&lt;br /&gt;- Mas está a venda? Como vai comprar?&lt;br /&gt;- Nem sei, nem quero saber. Quero comprar as terras deste antigo engenho, fazer vários campos, cada um mais moderno que o outro. Fiz contato com varias empresas estrangeiras, todas se mostraram interessadas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-3178259721771513232?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/3178259721771513232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=3178259721771513232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3178259721771513232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3178259721771513232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-louco-do-colina-parte-3.html' title='O Louco do Colina  -  Parte Três'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SA71JZE9rkI/AAAAAAAAAV8/H9SZj1Ql97U/s72-c/sapos-del-ecuador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4867244898603532084</id><published>2008-04-22T05:02:00.001-07:00</published><updated>2008-04-23T00:24:30.621-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucura'/><title type='text'>O Louco da Colina - Parte Dois</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SA3UMpE9rjI/AAAAAAAAAV0/_F2ty9osy1I/s1600-h/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SA3UMpE9rjI/AAAAAAAAAV0/_F2ty9osy1I/s320/sapos-del-ecuador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192039259078241842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;É um homem vestido de sapo, tentou falar o que estava em um caixote segurando uma boneca de pano. Cala boca maluco! È o Louco da Colina. Ouvi por muito tempo falar de sua fama de mau.Tão mal que nem pica-pau. Meu tio que foi garçom no boteco de seu Juaquim contava as maiores loucuras dele, cada uma de arrepiar, todas sinistras. Vamos nos esconder. É perigoso ficar por perto. Já tremendo da cabeça aos pés, foi à sugestão do mais medroso da turma que andava pra cima e pra baixo vestido de Gato de Botas. Calma pessoal, gritava enlouquecido o interno do Pavilhão 9, que ao saltar de cipó por pouco não pisava nos calos de Zé do Boi, que estava ali, por ter acabado com o seu serviço na cozinha. Cuidava da gororoba da turma. O apelido ganhou por conta das histórias incríveis que contava de seu tempo de vaqueiro, em que pegava touro à unha. Todos pediam bis, para contar mais histórias mesmo que ninguém acreditasse, todos riam e aplaudiam.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;O estranho visitante,  muito confundido pela maioria dos internos com um sapo, continuava com a caminhada, até chegada à sala do Doutor Simão, restavam uns cem metros. Como perdeu a calma por ainda não ter chegado ao local, passou a caminhar de modo apressado e bufando. Um engraçadinho escondido passou a orquestrar as primeiras vaias e xingamentos. Parou e começou a esbravejar contra o desconhecido, soltou cobras e lagartos, para seguir em frente, aliviado.  Não sou de engolir sapos, nem gosto de comer pererecas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Um enfermeiro barbudo, com mais cinco, atrás de uma porta aguardavam o novo paciente, para vestir uma camisa-de-força, tamanho GG tudo feito para que se sentisse confortável dentro da nova vestimenta. Quando viu passar o estranho visitante, reconheceu de imediato, foi o mesmo que ao ser chamado com urgência resistiu bastante ao internamento. Nem com o Sossega Leão, o deixou mais calmo. Vai ser um caos maior neste hospício quando num ataque de loucura, gritar que é Deus. Como é cobra criada, comentou baixinho para não ser ouvido. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Antes de chegar ao gabinete e ao dobrar a esquina viu uma árvore e saiu em desembalada carreira em sua direção, de um bote só, tratou de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ficar agarrado ao &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tronco, que não havia jeito de soltar. Puxaram de um lado pro outro, e nada. Nem jogando água fria resolve. Solta a árvore! Solta! Larga! Do jeito  que está, só dinamitando Psiu! Rápido! Fala com o Poeta,  o assistente do Dr. Simão para pegar com urgência, lá na Casa Verde, no  quartinho dos fundos, na prateleira de cima, um pacote dentro de uma caixa preta. O Doutor Simão vai aguardar mais alguns minutos para conversar, disse a secretária Neide.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Não houve jeito. Ficou tão ligado ao tronco que passou horas alisando de cima para baixo, depois de muito babado passou a beijar de estalar o tronco.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Seu olhar hipnotizado ao ver o seu objeto de adoração, foi testemunhado pelos internos e pelos funcionários da Colônia. Coitado! Comentou o funcionário Seixas que soube uma vez por seu amigo, que ele se esforçava para ser um sujeito normal e fazer tudo igual. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Ajoelhado diante da árvore fez juras de amizade e amor eterno. O que tanto conversava ao pé da árvore, era o que queria saber um paciente que estava prestes a receber alta, pois ficaria em casa para tratamento. Precisa muita cara de pau, para se submeter a isto.  É ele mesmo? Não conseguiram mesmo controlar a sua maluquez. Um senhor que cansado de tanta confusão, antes de voltar para a cama, comentou com o vizinho, nunca com a idade que tenho, vi com estes olhos que a terra há de comer, um homem ser tão aficionado por um tronco de árvore. É uma vergonha, vi lambendo, cheirando e alisando freneticamente o tronco. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Com o tempo ainda conseguiu da direção permissão para colocar uma grade de proteção, para que ninguém se aproximasse. Contratou um monte de segurança. Seu comportamento, muitos afirmaram que mudou para pior depois que viu o tronco da árvore.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Compadre, falou para o vizinho, que grande escândalo aprontou o homem &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;fantasiado de sapo fez ao encontrar com o gordinho,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;baixinho e careca, aquele interno da ala 11 que chegou a poucos minutos e bate um bolão em nossas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;peladas de sábado. Ele não é interno compadre, ele é visitante, como joga muita bola, Tobias, este sim, que é interno da ala 11. Como não consegue ficar longe da bola, convidamos para jogar em nosso time. Ganhamos todas. Com ele, não há quem possa, mesmo com os fios brancos de seu cabelo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Quem me bateu foi um cara do pavilhão 9,  da galeria dos alucinados, um jovem de nome  Alex Lunático ou Girafão como muitos gostam de chamar. Sabe quem é? Sei sim, é aquele que vive tropeçando nas próprias pernas ao correr na hora da ginástica. Pois é, disse que estava pendurado na grade, presenciou uma cena inusitada. O homem vestido de sapo ficou enlouquecido quando foi ao banheiro, esbarrou na porta com uma pessoa que parecia ser seu conhecido, trajando uma camisa com as cores em preto e vermelho. Quando encontrei com Girafão no corredor ainda ria muito daquele encontro. Não pude evitar ri também que nem louco, aliás, louco já sou.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Como fazia naquele tempo toda espécie de loucura lá na rua, a minha familia, não aguentando mais, resolveu me deixar aqui, acabaram que se esqueceram de mim. Ninguém me visitava, sai uma vez no Natal, fui encontrar com uma filha. Não tive coragem de falar com ela, nem cumprimentar, coisa que mais queria. Fiquei contente compadre Virgulino, só em ver os meus netos, eram dois meninos. Cada um mais bonito do que o outro. Umas lágrimas escorreram de meus olhos, não tinha lenço, acabei enxugando na camisa. Fiquei parado do outro lado da calçada, peguei um pedaço de papel, era um bilhete, que guardo sempre comigo. Olha como está rasgado e amarelado, dá para ler o nome dos netos. Vê se consegue? Consigo sim, compadre. Diz aqui no bilhete que são dois meninos levados da breca. Escuta compadre o escândalo que o homem vestido de verde, como se fosse um sapo, faz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filho, você aqui! Procurei você por todos os lugares. Caiu em seguida em um pranto incontrolável, balbuciava: Seu amigo da onça, quer dizer amigo, meu irmão, camarada, fiz tudo para você, ainda faço tudo por você, que ingratidão comigo, nunca, nunquinha, pensaria que fizesse isto com o seu amigo, sou o seu verdadeiro pai, um pai patrão, é verdade, mas acima de tudo um bom pai. Foi uma crocodilagem sem tamanho. Interrompia o diálogo para chorar pelo leite derramado. A que ponto cheguei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não posso aceitar que tudo tenha sido feito em vão. Tudo que andam falando é uma mentira deslavada. Uma cascata.Você não disse o que andam falando por aí. Mesmo que repitam por diversas vezes, nunca será verdade.&lt;br /&gt;- Tá louco quem é você?&lt;br /&gt;Não conseguiu responder, soluçava muito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4867244898603532084?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4867244898603532084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4867244898603532084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4867244898603532084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4867244898603532084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-louco-da-colina-parte-dois.html' title='O Louco da Colina - Parte Dois'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SA3UMpE9rjI/AAAAAAAAAV0/_F2ty9osy1I/s72-c/sapos-del-ecuador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-3567616466825148387</id><published>2008-04-21T07:39:00.000-07:00</published><updated>2008-11-20T16:29:33.778-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucura'/><title type='text'>O Louco da Colina - Primeira Parte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAyrfPpyIeI/AAAAAAAAAVs/Lgli0aGNjoA/s1600-h/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAyrfPpyIeI/AAAAAAAAAVs/Lgli0aGNjoA/s320/sapos-del-ecuador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191713023717417442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;A Colônia recebeu com alegria incontrolável a notícia da chegada de um novo hóspede. Mais um! Mais um! Era o coro ouvido à distância. Foi uma loucura geral. Foi uma correria. Muitos chegaram a bater cabeça com cabeça. Uma pequena briga agitou o ambiente, mas foi logo apartada, era uma disputa pelo melhor lugar, nada que não pudesse ser resolvido com uma conversinha ao pé do ouvido com os donos do pedaço.Todos queriam ver aquele louco com fama de louco.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Eram dez horas da manhã, quando chegou. Assim que abriu a porta do carro, foi logo chutando um abelhudo que tirava fotos para uma revista. Deu um drible em um repórter e uma cusparada.Um velho papagaio de pirata passou a sua frente para pedir vários autógrafos, não deu nenhum, recebeu apenas sopapos e cascudos. Muitos que o conheciam sabiam que estava sempre dominado por violenta emoção, mas fingiam que nada acontecia, e quem era bobo de contrariar, virava logo um inimigo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;As noticias que circulavam antes deste providencial internamento, era que foi visto, berrando bem alto anunciando: Sou o dono do mundo e da bola,  tudo isto aqui, é meu e de mais ninguém. Passou em seguida a insultar a todos, cuspir e dar sonoras gargalhadas pendurado no lustre do salão principal. Uma minoria que não era levada a sério, mesmo assim, afirmava que flagraram dando voltas e mais voltas em torno de si, na tentativa de morder uma das orelhas. O boato tomava conta do ambiente. Os pequenos grupos que ficavam do lado de fora na calçada conversando perto de um poste perceberam que um sujeito após vários murros começou a subir pelas paredes de tão enfurecido que estava. Não deu outra, era ele mesmo. Coisa de maluco era o comentário geral.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Tudo começou quando um operário numa bela manhã de agosto encontrou enterrado em um buraco com certa profundidade, coberto por muita grama; lá se vai alguns anos, um enorme objeto, na verdade, era uma caixa feita de madeira de dar em doido que se assemelhava em muito vagamente a uma urna. A noticia da descoberta, mal foi noticiada, para em seguida ser logo desmentida. Nada foi encontrado, assim foi declarado em nota oficial, era um simples osso enterrado por um vira-lata que morava nas redondezas e que foi confundido pelo ignorante trabalhador, com sendo uma urna. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;O que se conta é que foi uma piração total, assim que recebeu a noticia do achado, com a boca espumando, olhos arregalados foi logo dizendo que era dele. Avançou sobre o objeto, arrancando dos braços do assustado homem. Tratou logo de dar um sumiço na caixa. Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. De lá pra cá, passava o dia, vendo fantasmas, ouvindo vozes do além e imagens masculinas. Eis que de repente por uma delas, ficou muito fissurado, a ponto de exercer uma idolatria fora do comum. Por aquela, vamos dizer paixão, faria qualquer loucura.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Na hora de ir para casa escutou ao passar pela portaria, um senhor que trabalhava como porteiro comentar sobre a descoberta do colega, levou logo um pontapé no traseiro; a moça do cafezinho, que conversava com o seu Manuel, o porteiro, teve a bandeja derrubada por tapas em suas mãos, apenas por  comentar entre eles que o objeto achado era muito bonito e deveria valer muito. Não suportou ouvir os comentários, mandou os dois para o olho da rua. Se tivessem alguma coisa a receber, coisa que duvidava que fossem reclamar pelos direitos na justiça. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Começava assim mais um dia de fúria, que a cada dia era mais freqüente. Ficava fora de si. Até que, não se sabe bem o motivo, apareceu de supetão, naquela velha instituição psiquiátrica da zona oeste. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;A desculpa esfarrapada dada aos filhos, é que iria fazer uma visita ao museu;aos amigos que ali estavam internados contou uma lorota ao propor a compra daquelas terras para fazer campos e mais campos para jogar pelada com a família.Comentário geral em uma rodinha, com certeza, só pode ser louco. A família muito preocupada discutia entre si, uns achavam que eram os sonhos e pesadelos que tinha desde a infância. Era na verdade um menino rico e mimado, outros achavam que eram delírios. Era um comportamento estranho e preocupante. Por mais que estivessem feito previsões, deu no que deu. Muitas eram as manifestações egocêntricas, assim, encasquetou que tudo que via pela frente, era dele e ninguém tascava. Tudo e todos giravam em torno dele.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;A direção o aguardava. Depois de dar os primeiros passos, bastou um interno fazer caretas para  logo partir para cima do homem, um senhor com anos de internamento. Daqui, pendurado desta grade me parece que é um enorme sapo e com nariz de Pinóquio que está se aproximando, berrou apavorado o sujeito que levava a fama de biruta que trabalhava na lavanderia. Também vejo um sapo, gritou o que estava em cima da árvore, chupando manga. Vejo um grande sapo, disse o anão encostado ao muro. Um sapo gordo usando cartola e carregando umas tralhas debaixo do braço. Se ficar internado aqui, será um louco de carteirinha.  Vai ser doido de pedra. Um louco de curiosidade deu um salto e acabou vendo do que se tratava, mas saiu em louca disparada, rindo que nem louco, sumiu, após dar uma cambalhota, não espalhando o que tinha visto.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não acredito no que estou vendo! Quando me contaram não acreditei. Belisca, belisca, me belisca que vou dar um troço, disse a secretária Neide, este hospício vai virar um inferno. É o mais louco dos loucos. Pelo amor de Deus, vamos mandar ele de volta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por qualquer coisa, fica furioso. Tudo tem de ser respondido do jeito que quer ouvir, caso contrário sai distribuindo catiripapos nas pessoas, sobra até para quem estiver passando na hora. Um interno de bigodinho bem aparado, engravatado, segurando “Mein Kampf”, escondido atrás da porta, ficou louco de alegria em saber de quem se tratava. Achou que demorou muito &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="font-weight: bold;" productid="em aparecer. Estava" st="on"&gt;em aparecer. Estava&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; faltando ele, o nosso líder, nosso messias aqui neste hospício. Hei, hei, será o nosso Rei. Heil! Heil! ! Sieg, Heil! Heil! Heil Führer! Führer mein Führer! Anauê! Entoava as velhas saudações dos tempos em que era chamado de galinha verde. Será o nosso profeta. Fez as saudações costumeiras ao homem que passava, que respondeu de imediato esticando os braços e com um largo sorriso de aprovação. Passo depois para lhe dar um beijo, gritou para o homem do bigodinho e seguiu em frente em direção do gabinete do diretor.(Continua)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-3567616466825148387?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/3567616466825148387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=3567616466825148387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3567616466825148387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3567616466825148387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-louco-da-colina-primeira-parte.html' title='O Louco da Colina - Primeira Parte'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAyrfPpyIeI/AAAAAAAAAVs/Lgli0aGNjoA/s72-c/sapos-del-ecuador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-7744241253874926818</id><published>2008-04-17T10:37:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T07:51:46.251-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dirigente vascaíno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas Cruzmaltinas'/><title type='text'>Vasco da Gama, um dirigente e sua pena.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAdTMBaIH4I/AAAAAAAAAVk/4VxLXmPhnlE/s1600-h/vasco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAdTMBaIH4I/AAAAAAAAAVk/4VxLXmPhnlE/s320/vasco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190208561569341314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;A noticia que li de manhã sobre o dirigente vascaíno que não conseguiu obter o habeas-corpus, provocou em mim um ataque de riso, dada a obrigação da pena que o dirigente terá de cumprir. Uma delas, é a conversão em serviços comunitários, o lugar não poderia ser mais apropriado. Acredito que tenha  sido escolhido de modo aleatório, desconheço os critérios. Ao recair em um hospital psiquiátrico,  seja ele, Pinel ou a Colônia Juliano Moreira, acho que vai abrir enormes possibilidades do dirigente conhecer e conviver com aquela dura realidade de internamento de doentes mentais. Vai poder observar os pacientes em projetos de arte que fazem como uma das atividades destes centros de saúde. Vai conhecer muita coisa em sua passagem transitória pela Colônia,  que ali, esteve internado o compositor Ernesto Nazareth, até a sua morte em 1934.&lt;br /&gt;Vai lidar através desta prestação de trabalho de interesse comunitário, com um mundo que obviamente não é o seu, o dirigente pode estranhar, resistir, relutar bastante para não ser confundido com um deles. O que poderia perfeitamente acontecer se algum torcedor adversário desavisado achar que só pode ter ficado louco e ter ido para lá se tratar. Mas não é nada disso, cumpre apenas uma pena.  Como é um serviço, datado em um período, acredito que não terá dificuldades em se adaptar, pois o que irá fazer será compatível com o seu perfil. Nada mais justo que não se interesse por varrer ou limpar sanitários, não que ele não seja capaz, pois parece ser um homem capaz de fazer coisas até que o diabo duvida. Serviços desta natureza, fazer assepsia em pacientes que necessitam de cuidados, poderiam o deixar louco de raiva, mesmo que alguns digam que de médico e louco, cada um tem um pouco, episódios deste tipo não seria o suficiente para que fosse confundido com um interno.&lt;br /&gt;Vai pegar a oportunidade e dizer ao mundo que até nisto se sujeita, ao cumprir as penalidades impostas pela justiça, tudo com o propósito para preservar e garantir a defesa do clube que tanta ama. Para ele não importa que os outros acham, mesmo que sua postura seja através de tresloucados gestos, que sua aparente loucura dê vazão e seja exercida ao barrar as pretensões de uns insanos que não param de pensar em convocar novas eleições e vasculhar a vida intima de Sâo Januário. Tudo é feito no sentido de blindar o Vasco.&lt;br /&gt;Como é para cumprir uma penalidade em serviços e não uma internação.  Pois o contrário, seria uma cena que poderia verdadeiramente macular a imagem do clube. Aliás, graças a justa justiça que estamos longe de ver o dirigente atrás de uma grade, ou internado, logo ele, um guardião da moral e dos bons costumes, iria abalar os alicerces do clube da Colina. Seria o caos para o tão propalado modelo de administração que por suas carcaterísticas singulares implantadas que jamais um vascaíno verá igual&lt;br /&gt;Passada esta minha fase inicial, fiquei acometido de preocupação com o dirigente, por exercer o seu cargo com tanto zelo para o qual foi confiado em missão e que em troca oferece tanta dedicação ao clube. Fiquei muito espantado, pois nem remunerado é, com isto não pudesse arrumar alguns trocados suficientes para pagar a multa.&lt;br /&gt;Amigos meus disseram, que era  uma preocupação boba a minha, pelo que liam nos jornais, o dirigente parece ser muito rico. Falaram e nem acreditei que tem um gasto exorbitante com o vicio, mesmo assim ponderei, tudo bem o dinheiro é dele, faz uso como bem entender. O pagamento à justiça pelo que foi estipulado, é um valor irrisório, em nada vai afetar o consumo de charutos, poderá continuar dando baforadas e fazendo previsões dos grandes acontecimentos em que o Vasco vai participar.&lt;br /&gt;Pela lógica o clube dispõe de mais dinheiro do que o dirigente, logo, seria muito legal, se o clube pudesse neste momento como prova de reconhecimento do que anda fazendo e desfazendo  no clube, dar uma mãozinha para o dirigente, pois tudo o que fez naquele dia e até hoje, foi para preservar o nome do Vasco; prerrogativa  que lhe confere pela missão de ser o único, o mais capaz, de comandar o clube, como demonstra nos anunciados oficiais do clube.&lt;br /&gt;Por estar imanado deste sentimento, desta missão, pode a qualquer momento, visando os interesses maiores do clube, não aceitar que maculem a instituição Vasco da Gama, mesmo que ele seja protagonista da noticia na condição de réu nesta penalidade. Está convencido de que deve continuar em perseguir  os interesses em defesa do Vasco, está acima de tudo, é o que propaga.&lt;br /&gt;No Vasco presidido pelo dirigente não cabe contestações, as permitidas e válidas são as proferidas pelo próprio. Negar por pura pirraça, não levar adiante uma solução imediata com o Fluminense na transação com Leandro Amaral, faz parte da expressão de seu comportamento, Intransigente na defesa dos interesses do clube, faz loucuras em seu nome em qualquer esfera, como a que foi feita na ocasião e lhe gerou esta penalidade dentre as tantas incluídas em sua carreira de dirigente.&lt;br /&gt;Hoje mesmo que queira reparar no dano que causou em seu projeto que parece ter visto morrer  na praia com a desistência de Romário em não se despedir apenas com a camisa do Vasco.  Aliás, não se conforma com a decisão repentina do jogador, em fazer diferente do combinado.  Mesmo que alegue que ainda há tempo, não adianta insistir, não vai haver a mesma eficácia se fosse realizada na ocasião própria para a despedida. Muito amigo do jogador, jura que não ficou abalada a longa e fraterna amizade entre eles, mas arrumou uma desculpa esfarrapada para  não comparecer a um evento recente. Vamos aguardar os acontecimentos, muita água pode rolar em baixo da ponte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-7744241253874926818?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/7744241253874926818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=7744241253874926818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7744241253874926818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7744241253874926818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/vasco-da-gama-um-dirigente-e-sua-pena.html' title='Vasco da Gama, um dirigente e sua pena.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/SAdTMBaIH4I/AAAAAAAAAVk/4VxLXmPhnlE/s72-c/vasco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1688708151406037366</id><published>2008-04-16T08:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T07:01:11.983-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidão'/><title type='text'>O Caminho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_3NAf0Yi0I/AAAAAAAAATs/K-7NgPJn2rY/s1600-h/carnavalafricainbeal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_3NAf0Yi0I/AAAAAAAAATs/K-7NgPJn2rY/s320/carnavalafricainbeal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187527754225584962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Pode ser este o caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Só é este o caminho, para o encontro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;marcado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Levo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Na bagagem sonhos desfeitos, rabiscos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;com manchas de ilusão, retirados de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;um retrato em preto e branco desbotado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;colado nas bordas com a poeira do tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Em meus bolsos vazios carrego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;o silêncio das horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;A quietude solene do momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;A chuva passeia por minha face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;são apenas encontros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Calado converso comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Procuro me distrair&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;com as folhas e flores caidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Ando no compasso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;da espera infinita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;cansativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Deixo as&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;esperanças abandonadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;ao relento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;nas paisagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;mortas da estrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Não! Não esqueci o sorriso, aliás,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;nem trouxe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Sigo por curvas sinuosas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;a caminhada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;que me distancia da vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;de Heloísa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Resolvi  depois de muito hesitar, já com os olhos marejados, deixar a casa de Heloísa. Sem me despedir dela, me despedia de um tempo. Em sua cama, deitada, esbanjava a natural beleza de sua idade. Heloísa continua sendo a mulher bonita que conheci em uma das caminhadas de uma manhã de setembro que fazia no calçadão. Uma troca de olhares, o inicio da conversa, no começo, era uma infindável conversa. Telefonemas durante o dia e a noite. Um jantar regado ao vinho tinto em uma cantina no bairro de Ipanema, não dos melhores vinhos, mas o nosso vinho. Não partilhávamos da idéia de quanto mais caro melhor, escolhíamos por qualquer outra razão. Não lembro como nos apresentamos, sei e lembro, que acreditei que era com uma deusa com quem eu conversava. Passou o encantamento. Sim, era a musa de minhas inspirações poéticas. Fui um vate apaixonado. Poesias muitas foram feitas ao sabor da paixão, nos embalos dos desenhos de nossos corpos agitados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Uma troca de cumplicidades, de desejos, de vontades, da companhia, de uma amizade. Naquele dia, resolvemos ficar juntos. Ficamos morando em Copacabana, lá para o final do Posto 6, no apartamento que ganhou do pai. Filhos, pelo menos um, foi planejado e que apareceu em mês de maio, era um garoto, tão bonito quanto a mãe. Havia alguns traços que muitos dos amigos, diziam ser meu. O filho foi trabalhar em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Do nosso tempo, resta apenas os que ficaram guardados na memória, costurados pelas lembranças. Ontem para mim , continuava sendo o hoje e o amanhã.  Heloísa, despida, deitada, com o suave aroma exalando e tomando conta do ambiente. O tempo não foi cruel com Heloísa, o tempo registrava em seu corpo o passar das horas. Por minutos parei diante de Heloísa, com os olhos busquei o passado, meu presente. Estou só, em minha companhia. A nossa animada conversa, desapareceu com a passagem do tempo, criando uma paisagem silenciosa, com intervalos para os olhares fixos. Mudos, não conseguimos mais dizer um ao outro. O silencio dizia mais coisas do que mil palavras cruzadas entre nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;O pequeno apartamento me deixava sufocado, sem voz. Claro que sabia que não era o apartamento, um conjugado,  era a nossa relação que demonstrava o momento de esgotamento. No primeiro domingo daquele mês, procurei conversar com Heloisa, no primeiro momento, recusava a conversa, o assunto, não lhe interessava. Do quarto onde estávamos caminhou para a sala, postou-se no sofá diante da televisão, aumentou o som, mais do que o normal.  Heloisa encontrava com a vida, com a novela, chegava a falar sozinha ao comentar o noticiário. Vivia assim, com os prazeres do cotidiano. Lia um livro. O último que lia, vi quando deixou em cima do sofá, era Meus Queridos Estranhos, de Lívia Garcia-Roza. Dava telefonemas, para a mãe ou as primas. A conversa com a mãe, sermpre era a mesma, não variava. Era um tom monossilábico, repetivo com poucos minutos, que uma ou outra tomava a iniciativa de desligar o telefone. Esta rotina estava incorporada aos seus afazeres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Voltei para o quarto apaguei a luz e deitei. Quando levantei para ir ao banheiro, percebi que a luz da sala estava acesa. Perguntei se não vinha dormir, não respondeu. A fala que se ouvia era do filme que assistia. Não lembro quando foi a nossa última conversa, nem sei se eu perguntasse, ela lembraria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Florence Béal-Nénakwé - Pintora Camaronesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1688708151406037366?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1688708151406037366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1688708151406037366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1688708151406037366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1688708151406037366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-caminho.html' title='O Caminho'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_3NAf0Yi0I/AAAAAAAAATs/K-7NgPJn2rY/s72-c/carnavalafricainbeal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8019111165723998839</id><published>2008-04-09T07:40:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T11:56:41.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Sapo vai a uma pelada.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_uz5zhTMaI/AAAAAAAAATM/8TcITHv2x-Y/s1600-h/9601.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_uz5zhTMaI/AAAAAAAAATM/8TcITHv2x-Y/s320/9601.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186937201511051682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Andava sumido, ninguém achava e as informações sobre o seu paradeiro, eram todas trocadas, ou mudadas ao sabor do vento... Uns diziam que ele estava em um dos aposentos do Palacete, outros mais afoitos espalhavam que foi para o mato caçar borboletas e mariposas. Um cabrito aposentado que estava à toa na vida, sentado no meio fio, apontou berrando: Foi para aquele lado, dobrou a esquina. Um esquilo que se gloriava de saber de tudo na comunidade e da vida do palacete, garantiu que o Sapo estava vendo uma pelada no aterro.&lt;br /&gt;Uma pelada no aterro!&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Deus do céu! O Sapo não tem jeito, comentou a Lia Saúva, falando ao celular enquanto caminhava com uma amiga. Minha amiga soube através de Lu Marmota, amiga de muitos anos, que tem um caso de muito tempo com um assessor do alto escalão do governo,  confidenciou no meio daquelas horas, sem saber muito bem do que diz, você me entende, falou bem baixinho em seu ouvido que o Sapo sem dar bola pra ninguém foi ver uma pelada. Imagine! Fiquei horrorizada. Um absurdo! Resmungou a Lia Saúva pegando o filho pelo braço, Uma vergonha!&lt;br /&gt;Sapo é casado com a Loura Perereca, de papel passado, deveria se dar ao respeito. Um alto dirigente da comunidade, não deve e não pode ficar exposto deste jeito. Onde se viu? Continuava falando,  daqui a pouco, na certa vai ficar envolvido pelos escândalos sexuais, igualzinhos aqueles da nação amiga, onde até uma estagiária fez aquilo, que não ouso dizer o nome, com o mandante daquela nação, que só pode ser de selvagens.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  Praticam o sexo selvagem! Que Deus me proteja destas coisas. Vai ser o caos se acontecer em nossa comunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;O celular do Sapo estava desligado, tentava pela vigésima vez falar com o companheiro. Desistiu, mas conseguiu falar com Bode Ludovico, fazendo o interromper uma reunião muito importante que estava realizando em volta de uma mesa de botão. Como era para a comadre, atendeu. Pererequinha, não fica preocupada minha linda, você sabe que o nosso companheiro, em determinadas horas, precisa de uma folga. Foi com muita luta que conseguiu uma folga, depois de cancelar vários compromissos internacionais.&lt;br /&gt;A Voz da Floresta ansiosa por notícias continua fazendo das suas contra o nosso mandato, nunca aceitaram que o povo assumisse o poder. Não aceitam que a comunidade esteja crescendo a todo vapor,  abrindo mais o comércio com as nações amigas. Pererequinha como você sabe, vendemos tudo, só não vendemos a mãe.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Estamos com falta de transportes,   continuou a contar, os feitos do governo, as carroças estão lotadas, devido a tanta encomenda, que chegamos ao ponto de entregar todas de bandeja.&lt;br /&gt;Lindinha, você sabe mais do que ninguém que o nosso Sapo, é um trabalhador, um operário mesmo, muito dedicado ao comando da nação, ao seu povo, aos amigos dos amigos, que  querem como você sabe que dispute o terceiro mandato.Não tem pra ninguém.&lt;br /&gt;Vamos deixar o bando de tucanos dando bicadas a torto e a direito, quer dizer sempre bicando com a direita, criando fantasmas de golpe. Sei que você está pensando agora, que os amigos falam uma coisa aqui, outra ali, que acaba irritando o nosso comandante que para dar uma basta nesta situação ameaçou romper com o partido. Vai ter para o nosso desgosto que romper com a massa de animais famintos por mais uma eleição e uma boquinha. Pelo andar dar carruagem, o trajeto pode ser mudado.&lt;br /&gt;Sem muito interesse pelo papo do Bode, pois estava preocupada com o paradeiro do Sapo, seu companheiro. Pediu para a secretária telefonar para os irmãos e nenhum deles sabia, onde estava o Sapo. O mais novo chegou a insinuar que ele foi com urgência fazer uma viagem internacional, visitar a ilhota, desejava saber mais sobre a sucessão, como o irmão do homem do charuto, estava se comportando.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Queria pegar a receita para ficar tantos anos no poder como o Comandante, se tivesse de fumar charuto, fumaria sem nenhum problema.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;br /&gt;Horas e mais horas sem dar notícias, no entanto,  por volta de dez da noite, toca à campainha, o Sapo havia esquecido a chave. Cumprimenta a rã que lhe abre a porta. Assim que  chegou, interrompeu a conversa e desligou o telefone. Sem graça, mas fazendo graça. &lt;br /&gt;Isto são horas? Insistiu na pergunta, por mais duas vezes, sua companheira de muitos anos. Suado muito suado, com o suor escorrendo, beijou a Perereca na testa. Sapo doido para tomar uma sauna, entrou se despindo, ia espalhando as meias, o calção, a cueca, jogando o tênis debaixo da cama, a camiseta em cima do sofá, o boné em uma cadeira, e a Perereca ia atrás recolhendo as roupas e reclamando. Onde você estava que não consegui achar, disse encarando para o companheiro,  telefonei para os amigos e os amigos dos seus amigos, seus secretários e nada, ninguém sabia.&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Pererequinha, você está tão linda, falou o Sapo de modo carinhoso, colocando a cabeça para o lado de fora do chuveiro. Não me chame de Pererequinha, nem de Tchutchuquinha, quero saber onde estava. Onde estava já disse. Estava lá, assistindo o desenrolar de uma partida. Fingindo de surdo, não respondia as outras perguntas. No fim, depois de um tempo e de uma tosse, contou, um pouco sem graça.&lt;br /&gt;Quer saber, fui ver uma pelada no aterro, que acabei sendo convidado para entrar. A pelada estava rolando, um jogo bem disputado, como houve um acordo de ultima hora para haver prorrogação, acabei para atender os pedidos insistentes do povo que assistia e dos antigos companheiros do sindicato que não tive outra escolha senão aceitar a prorrogação, mas sugeri que poderia haver substituição, bastava olhar para as cadeiras. Sou favorável, está em minha formação democrática a dança das cadeiras. Lembra Pererequinha. quando conversávamos de bobeira, comendo moscas e olhando para a lua, em frente ao sindicato? Não vou responder. Quero saber com quem estava? Estava onde o povo está. Vim do povo e ao povo voltarei de braços dados. O povo na arquibancada, assobiava, gritava delirante, o time saiu com vitória, com o placar de três a zero, os gols foram feitos por mim, mesmo que o ultimo como alegou um tucano engravatado que nem pagou ingresso, sem ser convidado para partida, achou que eu entrava em total impedimento, no final das contas, acontece, fazer o quê?&lt;br /&gt;Com tudo isto, o meu povo, aplaudiu freneticamente, que acabaram por pendurar em uma frondosa árvore uma faixa, em letras garrafais, avisando: em time que está ganhando não se mexe. Enrolou na conversa com a Pererequinha, não contou que a sua amiga estava presente ao jogo.&lt;br /&gt;Em uma cadeira muito especial, como espectadora, a Mula Manca acenou sorridente e mandou beijinhos para o companheiro, aguardou o final da pelada, para comentar com um papagaio que estava ao lado, puxa eles quiseram mesmo a prorrogação.&lt;/span&gt;   &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Boris Vallejo &lt;/span&gt;- &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Nasceu em Lima, em 8 de janeiro de 1941. Muito interessante é a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imaginistix.com/"&gt;página do artista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 11.2pt 0.0001pt -54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 11.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imaginistix.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8019111165723998839?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8019111165723998839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8019111165723998839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8019111165723998839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8019111165723998839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-sapo-vai-uma-pelada.html' title='O Sapo vai a uma pelada.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_uz5zhTMaI/AAAAAAAAATM/8TcITHv2x-Y/s72-c/9601.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1033328212842204628</id><published>2008-04-07T14:08:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T11:14:43.982-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><title type='text'>O Jantar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_npUjhTMYI/AAAAAAAAAS0/ICbgai2CkgQ/s1600-h/1691509339_32cc16536b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_npUjhTMYI/AAAAAAAAAS0/ICbgai2CkgQ/s320/1691509339_32cc16536b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186432985235403138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Domingo, hora do jantar. Neste dia, foi mais tarde do que de costume. Às nove horas. Pensava em almoço, mas os filhos, davam preferência pela parte da noite, foi o que falaram ao telefone com a mãe. Um ia sair com os filhos e a mulher, o outro, ia almoçar com uma colega de trabalho. O namorado ainda não havia telefonado para combinar o jantar. Na semana passada, ao me dar um presentinho, disse que viria, mas telefonaria antes, até agora, nada de   telefonema. Márcia inquieta olha para o relógio vê as mesmas horas por seguidas vezes. Parecia que os ponteiros deixaram de funcionar, estavam com defeito, assim pensou, que chegou a trocar as pilhas, por mais novas. Ficou convencida, não adiantou muito, as horas e os minutos, marcavam em seu ritmo, a hora certa.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Havia combinado com os filhos este jantar, não tinha nada de especial, em vez de galinha assada, que estava acostumada a comer aos domingos com a familia, desta vez foi feito um peixe assado, era um  Dourado, colocado em uma travessa nova que comprou na sexta-feira.&lt;br /&gt;A única que tinha, Ermelinda, havia quebrado no dia anterior. Afoita ao tocar o celular, esbarrou na travessa antiga, que se espatifou ao chão, fazendo barulho e assustando Márcia, que no sofá assisitia ao noticiáro da manhã. Era a segunda faxina que fazia na casa. Da primeira vez, Márcia por ter de sair para levar uma irmã ao médico, deixou a chave com o porteiro João, avisando que a faxineira, chegaria a tal hora e pegaria a chave com ele.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;A presença de Márcia na cozinha assustou Ermelinda que falava ao telefone, gélida pela situação desligou às pressas, não sem antes mandar beijinhos. Ciao! Ti voglio tanto bene, sei la mia vita! Baci, amore mio. Ti auguro un giorno felice. Está namorando algum italiano, Ermelinda? perguntou espantada, Márcia, nem sabia que Ermelinda falava italiano e que tinha um namorado estrangeiro. Ermelinda era filha da faxineira de sua mãe que mora na Tijuca. Márcia ouvira falar de Ermelinda, não conhecia pessoalmente, da vez que foi apanhar Dona Maria em casa, em um bairro de Caxias, neste dia chovia muito. Pensou enquanto dirigia que poderia conhecer a filha que Dona Maria falava e elogiava tanto. Mantinha uma curiosidade, gostaria de saber como era a filha de Dona Maria. Ao dobrar à esquerda na esquina  do bar, mais cinco casas, à direita, morava Maria, com um neto, filho do primeiro casamento do filho, e a filha Ermelinda. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;Dona Maria aguardava a visita na janela. Abriu à porta, recebeu com beijos e abraços a filha de Dona Dulce, sua patroa. Mal chegou disse que ia passar um café e servir, bolo de milho e biscoitinhos de nata, que fazia melhor do que ninguém, deste modo fez as apresentações do que de melhor fazia. Muitos acham que é a faxina, mas não é, disse orgulhosa arrumando os biscoitos. Estes biscoitinhos Dona Márcia, faço apenas aqui em casa, o neto gosta muito. Ermelinda, diz a torto e a direito que adora. Lino, é uma criança dificil de comer, dona Márcia, gosta dos biscoitos e não come a comida, só quer miojo. Lá vou eu pro fogão fazer o tal de miojo, pior que é apenas de um sabor. Come, mas não come tudo, sempre deixa um resto. Tá na escola este ano, olha como está crescido, disse a avó passando a mão na cabeça do neto.Ermelinda, é uma menina estudiosa, precisa ver dona Márcia, mostrando o retrato em uma moldura, nunca repetiu nenhuma série, este ano vai terminar o segundo grau. Uma bela morena comentou Márcia,  fixando o olhar na foto, para ganhar de Dona Maria um sorriso encabulado de agradecimento. Ermelinda não estava em casa, tinha ido em Barão de Pilar, na casa de um primo, que passava por uma crise no casamento.&lt;br /&gt;Vamos Maria, estamos atrasadas, preciso chegar antes das dez horas, vamos comendo biscoitos e conversando, foi o que fizeram, para estar dez minutos antes das dez na casa da mãe.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Passado o final do ano, atendendo a um pedido de Dona Maria que estava passando por dificuldades pois o dinheiro da pensão e o da faxina que recebia, não dava para muita coisa, Márcia, arrumou para Ermelinda faxina em sua casa. Dona Maria agradeceu, pois estava preocupada com a filha se conseguiria dinheiro para pagar a conta do celular. Que tanto fala Ermelinda, olho prum lado e pro outro, tá Ermelinda, grudada no celular falando baixinho, com quem, não sei. Não me conta nada, acha que não tenho direito de saber com quem fala ou namora. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Ao levar o neto para a escola na parte da tarde, ao voltar, viu que havia correspondência. Pegou o envelope endereçado à Ermelinda, depressa guardou no meio do sutiã, escondido, era a garantia de que a filha não perceberia. Quando fosse tomar banho, abriria e saberia o que tinha de saber. Olhou, olhou, mas não entendeu nada. Vou acordar cedo e vou para casa de dona Márcia, pedir para me explicar,o motivo da conta de Ermelinda está tão alta. Dona Márcia conhece tudo, é uma professora, lê bastante, vai me ajudar. Não entendo, nem tenho celular. Não gosto, não consigo andar e falar ao mesmo tempo, coisa, bem deixa prá lá.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;Toca à campainha bem cedo, na segunda-feira, Márcia atende, era Dona Maria, um pouco apreensiva querendo mostrar a conta de celular da filha. Tremia, pediu desculpas para Márcia, que não era certo o que estava fazendo, mas como mãe, preocupada com a filha,  trouxe sem ela saber, a conta que mais uma vez, demonstrava um valor alto. Aí, como estou nervosa, dona Márcia, tirando da bolsa um envelope aberto, para entregar. Márcia passou os olhos e viu a repetição por várias vezes de um número de um celular bem conhecido. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Não quero ver, disse Márcia para Maria, que espantada recebeu sem entender. O que foi dona Márcia? A senhora está pálida. Nada Maria, quer dizer, achei o número de telefone de Hamilton. Tenho certeza que é o dele. Não pode ser dona Márcia, a minha menina nem conhece o seu Hamilton. Nem ele conhece Ermelinda. A senhora viu errado. Era o italiano,  bem que naquele dia, ficou sem graça, com a cara assustada. Que intimidade! Dona Maria vou dispensar Ermelinda da faxina, ter uma conversa séria com os dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Os filhos estavam atrasados, não telefonaram, o telefone de Hamilton, estava fora de área, Insisti mais duas vezes e nada. A janta, o peixe tinha sido jogado no lixo, os filhos não apareceram, o namorado, nem telefonou.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Ermelinda, queria conhecer a casa do namorado, o mesmo namorado de dona Márcia. Sabia quem era ele, descobriu. Queria ver a reação dele ao ver ali, na casa, fazendo faxina, ao lado da antiga namorada, mas não foi possível das duas vezes em que foi fazer faxina, Hamilton, não havia chegado. Um dia Márcia soube por alguém, que Hamilton e Ermelinda estavam morando juntos, em um pequeno apartamento na rua do Catete, Ela era bem mais jovem do que ele, empolgado, muito empolgado começou a ficar com uma mulher mais jovem, uma bela morena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/literatura+colonial"&gt;Eleuterio Sanches &lt;/a&gt;- Eleuterio Rodrigues de Sá e Sanches. Pintor, nascido em Luanda (Angola), mantém uma interessante &lt;a href="http://www.fortunecity.com/meltingpot/kings/28/main.html"&gt;página&lt;/a&gt; na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/literatura+colonial"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1033328212842204628?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1033328212842204628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1033328212842204628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1033328212842204628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1033328212842204628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-jantar.html' title='O Jantar'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_npUjhTMYI/AAAAAAAAAS0/ICbgai2CkgQ/s72-c/1691509339_32cc16536b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-6592877484834429992</id><published>2008-04-05T07:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T03:55:40.820-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Passatempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R660B90gI6I/AAAAAAAAAP4/dtfNJGUsiqY/s1600-h/tchale2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R660B90gI6I/AAAAAAAAAP4/dtfNJGUsiqY/s320/tchale2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165263768508179362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Vou escrevinhando a vida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Na doce claridade das manhãs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Diante do espelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Envelheço&lt;/span&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Embalado pelo tempo&lt;br /&gt;Recorto e&lt;br /&gt;Colo as lembranças&lt;br /&gt;Tingidas na infância&lt;br /&gt;Como passatempo.&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O vento levou meus sonhos&lt;br /&gt;Para aonde, não sei.&lt;br /&gt;Na esperança&lt;br /&gt;Saio em busca deles&lt;br /&gt;Retorno carregando&lt;br /&gt;O mesmo vazio de sempre.&lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tchalé Figueira - Pintor Mindelense&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-6592877484834429992?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/6592877484834429992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=6592877484834429992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/6592877484834429992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/6592877484834429992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/passatempo.html' title='Passatempo'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R660B90gI6I/AAAAAAAAAP4/dtfNJGUsiqY/s72-c/tchale2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4984695806756655504</id><published>2008-04-04T11:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T08:10:20.788-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Sapo e as eleições.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R618mt0gIyI/AAAAAAAAAO4/wLtsfQKbvLU/s1600-h/mendive_untitled_i_web.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R618mt0gIyI/AAAAAAAAAO4/wLtsfQKbvLU/s320/mendive_untitled_i_web.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164921352240505634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;A reunião foi marcada para às 5 horas da matina.Foram convocados em caráter de emergência os melhores amigos do Sapo: dois asnos brincalhões, cinco camelos sonolentos, três antas que acabavam de chegar da farra, duas bestas militantes e graduadas em ciências politicas, um jumento  recém promovido, dois porcos, um cavalo na condição de ouvinte e representante do sindicato; uma foca fã do Sapo, que fofocava e bebericava nos bares da vida antes de fazerem piquetes na porta da Besouro e da Corcel. Seis camundongos sindicalistas que lideravam as greves nos bancos das praças. A Mula Manca, que gozava de certa intimidade com Sapo,  quatro jumentos observadores, duas rãs e três pererecas para secretariar a reunião. Um grupo de pulguinhas vestidas em trajes de palhaças para alegrar o ambiente, dançando freneticamente. Todos marcharam rumo ao local do encontro, a velha sede do partido.&lt;br /&gt;Antes do grande lider dos povos da terra começar a falar, toca o celular, era a Pererequinha Loura da Silva reclamando que ele não deu nenhum beijinho. Aí Nhonhoco já estou com saudades daqueles beijinhos que você dava em mim, da cabeça aos pés. Que é isso? Não é de hora de initimidades. Pára minha queridaTchuquinha estou para começar uma reunião do partido, para decidir muitos assuntos pendentes. Psiu! Pára, vamos parar! Não é hora de pensar em outras coisas, além das próximas eleições. Querida prometo que quando voltar vou cobrir de beijos e flores, disse olhando de esguelha para uma rebolativa lebre que servia café. Não estou pra ningúem, nem para o Bucho, mesmo que ele diga que quer falar com Deus. Para o camarada Huguinho diga para mandar um e-mail.&lt;br /&gt;Companheiros, é chegada a horam disse estendendo a mão para um e para outro dirigente do partido e distribuindo tapinhas que não dói nas costas nos demais correlegionários. Nosso governo vai de vento em popa, mostrando a manchete da Voz da Floresta. A nação progride aos olhos vistos. Tá na cara! Só não ver quem não quer ou quem já morreu.  Gostaria de lembrar que é mentira desta oposição de que beneficiamos os engravatados, os colarinhos brancos, a elite econômica e financista. Destes que gostam de ficar olhando pro céu sentados nos bancos das praças de nossa comunidade. Nosso governo é popular e democrático, voltado para os interesses das classes D, E, F,G, Combatemos a corrupção e os mosquitos.&lt;br /&gt;Aqui em nossa comunidade não tem mosquito.Todos foram dizimados com o nosso programa de saneamento. Em terra de Sapo, mosquito não dá rasante, foi a lição que aprendi de meu avô. Comigo não tem mosquito! Fizemos um grande acordo para espantar um grupo minoritário radical de muriçocas, mutucas e aedes, que queriam bagunçar o meu coreto. Com medo se mandaram para o outro lado do Rio. Cheguei ameaçar que se voltassem iríamos protestar de boca fechada em uma grande passeata. Farei uso de minhas prerrogativas e usarei de um megafone para avisar em alto e bom som, caso teimam em ficar por estas bandas, usaremos sem pestanejar bombas e mais bombas de flit. Não será por falta de aviso. As arapongas me contaram que não ficou um mosquito, uma mosca para contar história. Um governo enérgico como o nosso, que não brinca em serviço. A culpa está do outro lado da margem do Rio, que sem outra coisa para fazer, nada faz.&lt;br /&gt;O alcaide fica em seu trono celite por horas e horas enviando e-mails para os eleitores. Todos que recebem as mensagens, não levam a sério o que o Doutor Coelho escreve por linhas tortas. Milhões de mensagem vão direto para as lixeiras dos eleitores. No final do dia, de tanto trabalhar em prol da população, depois de olhar por horas o teto, o Dr Coelho, chama a sua amiga Ursa para brincar de roda e jogar amarelinha. Assim, passa o dia, muito feliz, achando mesmo que a sua gestão é a melhor do que qualquer uma. Nega a três por dois que não há epidemia de dengoso na comunidade, que era a mais pura invencionice de quem nada faz pelo povo sofrido e trabalhador.&lt;br /&gt;O relógio batia 11 horas. A rã lembrou ao Sapo que deveria tratar do assunto sucessão que foi o motivo desta reunião de emergência. Enquanto, queimava a mufa, pensava no que falar, se sobre a rodovia ou se a ponte que caiu,na dúvida, chamou o próximo orador, o veterano sindicalista que o substituiu. Assim que cantou o seu nome, recebeu vaia do começo ao fim, pois era identificado com uma das correntes ligadas a um famoso carreirista e militante da Chapa Quente.&lt;br /&gt;Como gozava da mais alta estima e consideração que  chamou o Sapo pelo apelido de infância; após segurar  o microfone, muito emocionado,lembrando dos tempos em que não voltam mais, agradeceu ao companheiro e advertiu de imediato no calor da hora:  "Oposição pode tirar o cavalinho da chuva", repetiu mais de uma vez em cima de um palanque improvisado por caixotes e caixas de papelão, diante dos diversos animais presentes. Com uma piscadela para a Mula Manca, deu por encerrada a falação. Os gansos que faziam a segurança do Sapo se posicionaram vigilantes contra a aproximação de estranhos.&lt;br /&gt;Um, dois, três queremos o Sapo outra vez, era o que se lia em várias faixas penduradas nas árvores. As sisudas abelhas operárias panfletavam o ambiente. Continuaremos a governar esta comunidade, pois não tem pra ninguém. Tucanos, Crocodilos, Bezerros, Girafas, Lacraias e Raposas, continuarão a fazer oposição e a brincar de faz de conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Mendive : Artista Cubano&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4984695806756655504?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4984695806756655504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4984695806756655504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4984695806756655504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4984695806756655504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/o-sapo-e-as-eleies.html' title='O Sapo e as eleições.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R618mt0gIyI/AAAAAAAAAO4/wLtsfQKbvLU/s72-c/mendive_untitled_i_web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-946967725698063795</id><published>2008-04-03T09:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T06:00:24.296-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Lena e as amigas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66nRN0gI5I/AAAAAAAAAPw/1glQS1gb5t0/s1600-h/naguib2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66nRN0gI5I/AAAAAAAAAPw/1glQS1gb5t0/s320/naguib2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165249736850023314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da Lagoa, Maria Luiza aguardava a visita combinada com Lena para passar o dia em sua companhia. As duas estavam solteríssimas, os filhos de Maria Luíza, estavam crescidos e morando fora; os dois de Lena, estavam em sua companhia. Há muito tempo que havia programado esta visita, das outras vezes em que havia  combinado, nada dava certo, ora um filho que estava doente, ora um que não havia chegado em casa; nem avisada de quando retornaria à casa, estava há dias pelo mundo, na casa segundo ele, de amigos que ela não conhecia. Preocupada, cancelava todos os compromissos. Lena vivia para os filhos. Lucas, disse que ia comprar leite, um maço de cigarros e não voltou mais,  abandonou com os filhos e seguiu os encantos de uma jovem, era o que foi comentado na ocasião. Desta vez, de pés juntos, jurou ao telefone que estaria no dia e hora combinados para ir ao encontro da amiga. Precisava desprairar, sair um pouco, necessitava de outros ares, era só preocupação com os filhos,  falta de dinheiro, ex-sogra dando ordens, metendo o nariz onde não era chamada. Reclamações a todo instantes da mãe bem idosa com dores nas juntas, e falar da vizinha que faz barulho; além das próprias dores que sentia, de frio nos pés de seu pai, que também reclamava. Sem dinheiro para comprar, como professora aposentada, o que ganhava estava todo comprometido com as dívidas e a sobrevivência, ao dia a dia, com os remédios dos velhos, que aumentavam sempre. Ficava muito irritada. Gostaria de rever a amiga que sermpre confiou e trocava confidências, uma amizade surgida no ginásio do clube em que treinavam basquete. Dos namoricos e de um casamento que surgiu com a apresentação por parte de Lili Formigona técnica da equipe de basquete, de Lucas, seu primeiro e unico namorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;Ao se dirigir para o ponto de ônibus, surge diante dela, a mais fofoqueira, das fofoqueiras, Há dias quanto mais se reza, mais sombração aparece. Não é que eu estava ali, arrumei uma desculpa para me livrar da companhia, não adiantou, não foi possível me desvencilhar. Não se tocava, era uma destas grudentas. Fui logo avisando de que não queria saber da vida de seu ex-companheiro, era o que todos sabiam. Lucas andava sumido, nem visitava os filhos. Da ultima vez que teve noticias, embora, negasse que queria saber, foi quando a tagarela da vizinha deu com a lingua nos dentes e contou que viu o seu ex em companhia de uma uma mulher, toda elegante, em uma fila de banco para recebimento de pensão. Lucas também muito bem vestido, enquanto aguardava do lado de fora, dando baforadas em um charuto, e olhando a paisagem urbana. Distraia não só com os movimentos dos carros, mas com quem passava pela calçada.  Andava de um lado ao outro um pouco impaciente.  Se você quer saber Lena, quando Lucas me viu passar, foi engraçado, chegou a fazer gracinhas, não tirou os olhos, com certeza estavam fixados em alguma parte de meu corpo. Acho que não sabia quem eu era. Amiga, olha!  Vocês não estavam mais juntos. Estou falando por falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;Por ser sua amiga, não dei bola. Em nome da verdade, ele não estava com esta bola toda, como contou aquela vizinha que mora na esquina. Nem acreditei no que contou, considerei com ela, se havia confundido, disse que não, que conhecia muito bem a figura. Eu mesma vi, com pouco cabelo, uma calvíce acentuada, mantinha uma barba bem aparada, diferente dos tempos de juventude. Observei também uma ligeira protuberância em sua barriga. Lembra de uma vez que eu lhe contar uma coisa e acabei não contando. É que foi espalhado na ocasião de que ela, a vizinha faladeira, tinha um caso com Lucas; foi o que jurou  a tia de uma amiga da manicure que trabalhava no salão da Madá, aquela conhecida sacoleira que dá em cima de qualquer um. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;Não quero ser chata, nem fofoqueira, Lena. Madá ficou com Lucas por uns seis meses. Uma abelhuda, destas amigas e clientes que freqüenta o salão, que por ser muito amiga de Madá, uma das amigas íntimas garantiu que foi ele, quem ajudou a montar o salão. Dizem que ficou encalacrado, nesta situação, ela ainda deu uma rasteira e uma banana para ele. Beth sabia tudo sobre a vida de Lucas. Lena você sabe que tenho apenas a fama, mas como me conhece, sabe que não sou fofoqueira. Lena apenas escutava, de olho no relógio,  no fundo não interessava em nada que lhe contava. Vamos tomar um chá? Estou cansada de ficar em pé, disse caminhando para uma casa de lanches. Pediu desculpas, ficaria para a próxima oportunidade, respondeu com pressa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;Foi se o tempo em que seu coração cedeu aos encantos de um companheiro, não queria realmente saber de mais nada, mas volta e meia, aparecia uma destas amigas, para lembrar Vamos sentar naquele canto? Insistiu, Beth. Querida tenho um compromisso com minha comadre e a amiga de longa data. Sempre prometo uma visita e estou sempre adiando. Lena preciso lhe contar, estou saindo com Lucas, você sabe, sou sua amiga,  nunca dei em cima dele, pelo contrário, ele quem insistiu muito. Tchau Beth, divirta-se, nem quero saber. Pegou o primeiro ônibus e foi ao encontro de uma verdadeira amiga. Destas que são difíceis de serem encontradas, mas que existem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Naguib Elias Abdula - Artista Moçambicano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-946967725698063795?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/946967725698063795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=946967725698063795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/946967725698063795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/946967725698063795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/04/lena-e-as-amigas.html' title='Lena e as amigas'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66nRN0gI5I/AAAAAAAAAPw/1glQS1gb5t0/s72-c/naguib2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8369979973820384275</id><published>2008-03-31T08:45:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T05:35:14.888-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcedor vascaíno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições Vascaínas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Robeto Dinamite'/><title type='text'>Roberto Dinamite : um candidato que decepciona.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_DYwjhTMRI/AAAAAAAAARw/sOy_hpMHmxc/s1600-h/vasco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_DYwjhTMRI/AAAAAAAAARw/sOy_hpMHmxc/s320/vasco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183881499783672082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Em diversos comentários, apontei que Dinamite não seria o candidato ideal para presidente do nosso querido Vasco da Gama. Um grande jogador, para mim, um craque, um dos grandes artilheiros do nosso futebol e do nosso clube Sempre concordo com qualquer atribuição de melhor jogador, o nosso maior ídolo, para me afastar quando entro na seara de seu papel como candidato de oposição para concorrer com o dirigente. Acho que ele pode aspirar à condição de presidente do clube, a concorrer a qualquer cargo eletivo, no entanto, não me inspira confiança, pois daqui o vejo como um candidato claudicante, logo, de imediato suas atitudes são transformadas em mais uma decepção. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Para nós que desejamos mudanças algumas delas provavelmente radicais; a imagem que projeta para o público, como ausência em uma manifestação, confirma para mim, que não dividiria o mesmo espaço com o dirigente, o que quer evitar, pois estaria sujeito a passar vexame e ser enxotado pelo autoritário dirigente. Atos desta natureza o transformam logo em um sujeito que teme qualquer confronto. Foge da luta para se esconder em alguma desculpa se esfarrapada, não sei. Dinamite quer ficar bem com Deus e com o diabo. Quer preservar a imagem de ídolo. Quer os votos dos vascaínos em uma próxima eleição do legislativo. No fundo sente dificuldades em trajar uma vestimenta de “opositor”, não tem cacoete. É produto gerado nas entranhas do movimento de oposição vascaína. Até a vitória final.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8369979973820384275?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8369979973820384275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8369979973820384275' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8369979973820384275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8369979973820384275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/03/roberto-dinamite-um-candidato-que.html' title='Roberto Dinamite : um candidato que decepciona.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R_DYwjhTMRI/AAAAAAAAARw/sOy_hpMHmxc/s72-c/vasco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-5116089992647440074</id><published>2008-03-29T09:04:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T11:09:25.447-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Dinamite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>O Vasco, um dirigente, uma nova eleição  e dois jogadores.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R-4uUjhTMPI/AAAAAAAAARg/kPBqa5Km8Uw/s1600-h/P_VascoBR.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R-4uUjhTMPI/AAAAAAAAARg/kPBqa5Km8Uw/s320/P_VascoBR.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183131151817191666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não estou indo para o trabalho, mas eles também não estão me pagando". "E a amizade continua..." É o que se pode compreender, ou pelo menos é o que se pode olhar para o cenário de onde foi instalada a crise de relacionamento do jogador Romário com o dirigente cruzmaltino. Claro que muitas coisas não são visíveis, são mais complexas, há algo no ar além dos aviões de carreira. "Foram divergências de opiniões", explica de um lado e assim cada um pode entender como quiser. O mais interessante do meu ponto de vista foi a "rasteira", ou a bola entre as pernas, dadas no dirigente que do alto de seu discurso autoritário afiançava e pregava aos quatro ventos de que o jogador retornaria ao clube e nele encerraria a carreira em grande festividade. Acredito que tenha sido pela intromissão do dirigente no elenco, de modo autoritário, impondo a escalação de um jogador que motivou o nosso craque a ficar ausente e afastado do clube e não pela falta de compromissos do clube na falta de pagamento como declara o jogador na entrevista. Isto além de ter sido uma das minhas indagações, não produziria pelo status econômico do jogador,  um efeito tão devastador ao clube. Mesmo que seja por milhares de trocados a receber. Uma amizade como foi desfrutada e propalada entre eles, com encômios de um pro outro,  o dinheiro seria de somenos importância.&lt;br /&gt;Lendo a entrevista feita por Marluci Martins, publicada pelo jornal O Dia, observamos em uma das passagens, quando perguntado sobre a possibilidade de algum acordo com o Vasco, afirmou: " Não. Não volto mais para o Vasco." Para mais adiante ser perguntado: "Você está convicto de que parou de jogar?" "Estou", "Não jogo mais"; para na pergunta seguinte, ser indagado "Nem você esperava isso agora, não é?" Com uma resposta bem elucidativa, o jogador declara: "Cada um tem o que merece. De repente, era isso que eu merecia". Parece ter sido o residuo deixado desta relação, que foi encerrada de modo abrupto. Que os dirigentes negam com veemência que existiu, mas não conseguem esconder que ficaram confusos com o comportamento do craque. O contrato do jogador encerra no próximo dia 30 do mês de março, até o momento em que escrevo, não deu as caras.&lt;br /&gt;Como o jogador é extremamente egocentrico, não consegue imaginar o mundo de forma diferente, assim, para cada veículo de informação presta uma declaração, diz uma coisa em um, para negar em outro e assim vai levando a vida. Com declarações deste tipo, provavelmente instalou o desespero no dirigente cruzmaltino, a possibilidade de encerrar a carreira no rival seria o fim do mundo para quem de maneira servil, submissa e obsessiva, alimentou a idéia de que o jogador  lhe deve favores e desta forma como compensação, é no clube que encerraria a carreira. Pouco  importa com que pensa os outros,  jogadores e torcedores, está se lixando para quem quer que seja, sua postura como  dirigente que  nutre uma idolatria pelo jogador,  era e é de afiançar qualquer vontade e estrepulias do jogador, daria pelo mal comportamento como "pai" e não como dirigente, puxões de orelhas e alguns cascudos, dispensaria o uso de palmatórias. Acho que o jogador deve ter os privilégios, fez por merecer, mas não os exageros permitidos que podem gerar desconforto entre o elenco. Um é tratado no colo diante do espelho e sob os cuidados "paternos" , o outro à chibatadas. Dois craques com tratamentos bem diferentes. Um endeusado o outro defenestrado. Tudo pela permanência e  eternização no poder.&lt;br /&gt;O dirigente imaginou que a troca de favores se daria desta maneira. Fez vários mimos, até o elegeu como técnico, erigiu uma estátua e tombou a camisa 11, é dele e ninguém tasca. Passou por mim a  música que tocava nos tempos de minha juventude, composta por um vascaíno : "Eu te darei o céu meu bem e o meu amor também". Assim de promessa em promessa selou com garantias o compromisso de realizar o último jogo da carreira do jogador, sua despedida dos gramados em um jogo festivo no clube que de algum modo o projetou.&lt;br /&gt;A proposta do Vasco não seduziu de todo o egocêntrico jogador, que quer mais, além dos holofotes. O  rival acenou com boas possibilidades para o projeto pessoal do jogador, luzes e palco, mais as regalias de sempre e outras coisas que o Vasco foi incapaz de oferecer. Naquele momento foi tudo o que ele desejava, às portas do rival estavam escancaradas para os seus projetos e realizações profissionais, após o término da carreira de jogador. Com um bom trânsito no rival, além da simpatia como torcedor urubulino e sócio proprietário, produziriam os efeitos de marketing que necessitava e que não encontrava respaldo no clube cruzmaltino. O jogador acenou com grandes possibilidades para realização desta badalada despedida no badalado clube da zona sul da cidade. É o casamento ideal, muitos acreditam que foram feitos um para o outro. Pelas caracteristicas da mídia, o espaço cedido ao evento para o rival; seria imagino bem maior, ganharia força, mais projeção e badalação.  Ainda podemos ler ou ouvir declarações: "Não parei. Estou desempregado e esperando receber propostas". O que será que o dirigente cruzmaltino ainda pode acenar com  propostas para o jogador, se as oferecidas não lhe agradaram? Não sei responder. Um dos vices do clube comunicou que o jogador "ficou um mês de licença e ainda não nos comunicou sobre o seu futuro".&lt;br /&gt;Um futuro negro com toda certeza não vai ter."Com a diretoria não ficou nenhum problema", "não restaram mágoas". Eles não poderia dizer de outra forma, pois do contrário teriam de confirmar que "você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão" e o dirigente teria de chorar diante de nós, como um sujeito traído e abandonado, pior, ter de reconhecer a existência de um rival cheio de galanteios , de fino trato, disposto a oferecer muito além da imaginação. E  foi por esta desagradável situação que o dirigente cruzmaltino ficou diante do rival, passou a ser preterido, sujeito aos ditames do "Baixinho". Agora você é quem manda, reconhessem, assim os dirigentes ficam de prontidão para aguardar as novas ordens para realização do antigo sonho,  mas para o momento está mais para pesadelo do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;O jogador sabe que ao se posicionar favorável com a proposta do rival, e atraído por ela , pode sem sombra de dúvidas ter deixado "espumando", magoado, irritado, decepcionado com o seu parceiro, seu "amigo", seu "filho", grande aliado e gozador dos maiores privilégios dentro do clube. Era uma das poucas coisas "boas" que o dirigente poderia espelhar como símbolo de sua gestão, daria projeção que necessita, mas por transitar na mesma faixa de egocentrismo do jogador, repartiria um pouco das glórias alcançadas pelo jogador, daí a insistência para a realização deste evento. O Vasco até então, tinha Romário como  uma arma poderosa para o dirigente enfrentar eventuais inimigos opositores de sua permanência no poder. Os holofotes volta e meia iluminavam o clube.&lt;br /&gt;Na falta da coisa melhor para dizer  o dirigente apelou para os poderes proféticos e desandou, entre uma censura e outra no elenco, previsões de acontecimentos, muitos dos vascaínos acham bobagens, fruto do desepero do dirigente; não acho, pode ser que ele esteja fazendo leituras de Nostradamus na calada da noite e não é de nosso conhecimento, assim dou sem saber, credibilidade em suas doutas e proféticas palavras. Se está baseado em alguma coisa, não sei, mas garantiu:"O Vasco perdeu o jogo que podia".&lt;br /&gt;Claro que houve falhas nestas profecias pois não foi capaz de detectar a ausência do jogador abandonando o cargo de técnico, mandando para as cucuias as solenidades previstas pelo dirigente. Até um novo advogado para tratar de assuntos de interesse do jogador foi contratado por Romário, entre uma audiência. e outra reclamou do departamento jurídico do clube, que segundo sua ótica não estava sendo eficaz.&lt;br /&gt;Se é muito azar, não sei, mas houve uma previsão, mais do que isto uma certeza, uma convicção por parte do dirigente. Para quem está do outro lado ansioso por novidades, causa arrepios, ao ouvir pela voz do dirigente: "Não tenho nenhum problema em relação às eleições. Elas podem ser realizadas. E até afirmo mais. Pode realizar novas eleições, e a chapa que eu indicar ganha as eleições também. Não tem nenhum tipo de problema para o Conselho. Tenho que preservar o nome do Vasco. Os recursos têm que ser apresentados em todas as instâncias”, declarou ao repórter Rodrigo Campos, da Manchete Esportiva 1ª Edição, da Rádio Manchete.&lt;br /&gt;O que vem a ser exatamente: "Tenho de preservar o nome do Vasco"? O dirigente sempre se arvorou montado em um discurso moralista como o único e zeloso guardião do clube, disposto a empunhar bandeiras da ordem, de higienização e de profilaxias para afastar intrusos, "estrangeiros" como Dinamite. Por esta via, que é a manutenção, prorrogação de mandato, preparo do herdeiro politico,  oriundo da familia do dirigente com o intuito de preservar a hegemonia politca que vigora no clube da Colina. Reveste o discurso, sua retórica com a concepção beligerante com o sentido de dinamitar o jogador e craque Roberto Dinamite, nosso eterno ídolo, o  depreciando, desvalorizando feitos realizados pelo jogador. O homem não quer largar o osso com se diz, reconheço que não é burro, é uma velha raposa e muito astucioso. Sempre propalou que nunca encontrou alguém que estivesse a sua altura para substituí-lo, acredita cegamente em ser o único com capacidade para administrar o clube. Lembro que se encontrasse alguém passaria de bom grado a administração do clube. Dentro de parâmetros bem subjetivos o espaço privilegiado  com esta singularidade só poderia ser localizada no interior de sua família. Reconheço que o filho pode ser diferente do pai, no entanto, como o dirigente não permite espaços para inovações, a tendência seria de reproduzir em todos os aspectos o modo de exercer a administração feita pela figura paterna. Não haveria rupturas, o clube não correria riscos. Sempre reforça entre os seus pares a idéia de perigo, de caos em contrapartida com o sucesso, a eficácia, os títulos de outrora, o lado bom do Vasco, resultados de sua administração.&lt;br /&gt;Bem, como sou um pouco cético, Dinamite, meu caro, você pode ganhar e não levar, o recado do dirigente foi dado. Abra  bem os seus olhos. Olho vivo! Saudações vascaínas, até a vitória final.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-5116089992647440074?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/5116089992647440074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=5116089992647440074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5116089992647440074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5116089992647440074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/03/o-vasco-um-dirigente-e-dois-jogadores.html' title='O Vasco, um dirigente, uma nova eleição  e dois jogadores.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R-4uUjhTMPI/AAAAAAAAARg/kPBqa5Km8Uw/s72-c/P_VascoBR.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-7048527171506039541</id><published>2008-03-26T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T02:10:53.456-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa Esportivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radio Manchete AM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ouvinte de Rádio'/><title type='text'>Manchete Esportiva, um pequeno comentário.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9KKOILJreI/AAAAAAAAAQw/oSsaghiH-aQ/s1600-h/botero.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9KKOILJreI/AAAAAAAAAQw/oSsaghiH-aQ/s320/botero.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175350897119178210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Na sexta-feira passada e na segunda desta semana, fiquei ligado ao noticiário esportivo das rádios, em particular da Manchete AM 760 KHZ. Pelo horário do programa Manchete Esportiva, passei a ser um ouvinte, sem nenhuma fidelidade ao programa. Sou um ouvinte de rádio am. Quando voltei a ser um ouvinte de futebol e dos programas esportivos. Lembro da emissora dos tempos do grupo Bloch, passou por diversas mãos, dentre elas, a do jornalista Jair Marquesini, o grupo Dial com  vários sócios, dentre eles, se não falha a memória, Marlene Mattos. Foi o momento para o meu espanto e acredito para os demais torcedores de nossa cidade, criaram uma equipe esportiva que só cobria o Flamengo, de imediato mudei de estação, acreditei que não iria muito longe. Coisa de louco, como, assim entendo na minha condição de ouvinte, uma rádio pelos comunicadores que contrataram, dar exclusividade apenas a um clube de futebol, mesmo que o clube seja dono de uma das maiores torcidas, para excluir os outros torcedores; não tem cabimento, por se tratar de uma rádio comercial, mesmo que gere um bom faturamento. Se fosse uma rádio segmentada, vá lá, para atingir o universo urubulino,  que assim seja, como parece surgir rádios com a feição dos clubes. Bom, mas esta fase já passou, foi no começo de 2002, inclusive a fase em que abrigou o segmento  religioso. Agora, passam por outro momento, quem controla é o Grupo Nasseh de Comunicação (Miguel Nasseh)&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Ganhou vida ultimamente com o slogan "Rádio de Verdade", ou algo como "No meio é melhor". Acho que é implicancia ao escutar o apelo de que "no meio é melhor", mesmo considerando o dial 760.  Da equipe esportiva que montaram, conheci de outras emissoras: Carlos Borges, Waldir Luís, Ruy Guilherme,  João Guilherme pela tv, o comentarista do "Recado Certo" Ronaldo Castro que foi para a Rádio Bandeirantes. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Em matéria de comentaristas acho que são fracos, Waldir Luis a todo momento vacila; Ronaldo Castro muito arrogante, pernóstico, gostava de tirar um sarro dos colegas. Que Deus o conserve na Bandeirantes AM 1360.&lt;br /&gt;Gosto, acho sensato, com boas análises, o comentarista da CBN AM 860, Álvaro Oliveira Filho, acho engraçado e confuso, mas gosto de ouvir o vascaíno Jorge Nunes; muito bom e com altas doses de humor, ironia,  o comentarista Washington Rodrigues da Super Rádio Tupi AM 1280, apenas para citar estes.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O que me motivou a escrever este texto, foi ao ouvir o radialista João Guilherme comentar com os colegas que estava saturado de falar sobre o caso Leandro Amaral, por dois dias, foi quando ouvi, engrenou como se tivesse pedindo desculpas aos ouvintes retorrnar ao assunto Leandro Amaral. Cá com os meus botões que "jornalista" é este que quer se livrar o mais rápido possível de uma noticia. Pior que encontrava ressonância no repórter que servia de interlocutor para o "jornalista". &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;João Guilherme entende que falar sobre futebol compreende apenas ao que está restrito ao campo de futebol, a bola e os jogadores, quando muito, aos dirigentes e técnicos. Imagino que o jornalista para enriquecer o programa que apresenta, acha que temos de ouvir apenas:  "sempre respeitando os adversários". "procuro me movimentar bastante", "todos os atacantes que estão no clube são bons jogadores" e por aí vai...assim vai levando o programa e os ouvintes com as mesmas perguntas e respostas. Claro que temos jogadores e jornalistas que saem da mesmice, como o jogador Edmundo que nem sempre atende ao modelo tradicional de entrevistado, são capazes de se expressarem de outra maneira.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Acho esta postura muito limitada, uma vez que o assunto "Leandro Amaral" ainda vigora e circula em dois clubes de futebol, ou seja: Vasco e Fluminense, sem um desfecho final. O "jornalista" acha que por dever de oficio deve se restringir apenas ao superficial, a base de sua cobertura jornalística. De uma hora para outra por estar saturado do assunto, ele intervém na realidade, recortando  e embrulhando o que deve ser ouvido. Claro que por ser o veículo da notícia o rádio, o tratamento deve ser outro, mas desprezar a notícia que tem importância, ainda mais como foram geradas e quem é um dos protagonistas, continua meu caro, mesmo contra a sua vontade sendo Manchete.&lt;/span&gt;             &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Fernando Botero&lt;/span&gt;: Artista Colombiano - Nascido em Medellin, em 1932. Referência na interessante página Pô, Meu! de &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 102, 0);" href="http://www.blogger.com/www.nelsoncorrea.com"&gt;Nelson Correa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-7048527171506039541?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/7048527171506039541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=7048527171506039541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7048527171506039541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7048527171506039541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/03/um-programa-esportivo-um-pequeno.html' title='Manchete Esportiva, um pequeno comentário.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9KKOILJreI/AAAAAAAAAQw/oSsaghiH-aQ/s72-c/botero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1957971758779569043</id><published>2008-03-21T11:16:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T06:59:26.484-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><title type='text'>Chulipa, o Vira-Latas e a Passarinha dos Lindos Olhos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9wqVILJrhI/AAAAAAAAARI/OMMBOu-t3aQ/s1600-h/Svavar_136.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9wqVILJrhI/AAAAAAAAARI/OMMBOu-t3aQ/s320/Svavar_136.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178060214029102610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas, muitas conversas podem às vezes ser apenas um papo furado, ou para alguns o famoso lero-lero que resulta mesmo em nada, quando muito é para enganar o tolo com conversa fiada, com aquele sabor de encher lingüiça. Era a imagem de  Chulipa, o Vira-Latas boa praça que freqüentava as praças das redondezas. Todas não! Menos uma, aliás há muito que não dava o ar de sua graça e malandragem,na pracinha da paróquia,vizinha à comunidade do Rato Malhado. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O que vou contar para vocês,  aconteceu, em um certo dia do mês de março, numa tarde ensolarada,  depois de jogar conversa fora com o velho e querido amigo gambá Ventania. Chulipa começou a paquerar uma passarinha que freqüentava à praça com um grupo de amigas. Desde que separou de Julieta Cambaxirra por incompatibilidade de gênio, Chulipa estava livre para fazer o que bem entendesse. Sem emprego, foi dispensado como porteiro de  um clube de várzea onde jogava como lateral esquerdo, o primo Gavião.O dono do clube e da bola, era o engravatado Sapo Gordo, um cartola que mandava e desmandava no clube. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Ao cair da tarde, em uma sexta-feira, o time treinava sob forte chuva, acertavam cada vez mais uma enormidade de passes errados, o dirigente entusiasmado, também técnico, cismou de escalar o zagueiro Cabeça de Bagre no ataque, convencido de que deste jeito o time alcançaria as vitórias que necessitava para ganhar o campeonato.&lt;br /&gt;Cinco burros uniformizados que assistiam ao treino nas cadeiras sociais, relincharam e aplaudiram a inteligente decisão do dirigente. Chulipa avistou o dirigente, que acabara de matar com um tapa uma mosca que o incomodava, zumbindo em sua volta. Opa, vai ser hoje! Chulipa com ares de quem tomou uma decisão e como quem não quer nada, andando cabisbaixo, com o rabo entre as pernas, partiu  em direção do dirigente e foi pedir aumento de salário. O dirigente que fumava uma cigarrilha e que  não costumava falar com subalternos, nem ouviu, tão logo se aproximou, deu logo dois chutes no traseiro de Chulipa e o mandou para o olho da rua.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por uns tempos ficou morando na rua da amargura, sem número.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Chulipa era metido a conquistador e dançador. Freqüentador assíduo de gafieiras, ali em uma dança de salão conheceu Cambaxirra, em uma noite de verão, no dia seguinte foram morar juntos em uma cabeça-de-porco. Tiveram seis filhotes, sobrevivem cinco. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;O  mais velho ainda menor fugiu de madrugada, abandonando os pais e juntou-se ao bando de Formigão, líder de uma facção, admirado por muitos dos moradores da comunidade. Partiu para ganhar a vida, as manchetes da Voz da Floresta e o mundo. A filhota que Chulipa sempre quando chegava em casa, brincava cantando: "Oh coisinha tão bonitinha do pai", crescida gostava de se fantasiar de mariposa e ficar passeando nas imensas calçadas de pedras portuguesas. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Os outros quatros filhotes não conseguiram estudar nem trabalhar. O terceiro foi aquele que tinha mania de enfrentar filas em postos de saúde e  de trabalho, não conseguia ser atendido, muito menos uma vaga em um emprego. O quarto não saia do quarto, em silêncio, trancado, gostava de ler e recortar revistas, passava horas e mais horas desenhando vestidos. Não perdia desfiles pela tv, nem novelas, ficou gamado pelo Boi Bandido. Adorava a novela América. Empolgado juntava em um saco, patacas e tostões, para um dia, quem sabe, ir de mala e cuia, na companhia de um boi, morar fora da comunidade. Muito, muito distante daquele lugar. O quinto foi direto para os quintos dos infernos na semana passada, encontrou uma bala perdida em seu corpo, não resistiu e veio a falecer. A sexta, bem a sexta, só gosta de namorar, cachorros sarados, de preferência pit-bulls. Cruza mares, pernas e bares em busca de seu amor, de sua alma gêmea.Consulta horóscopos, búzios, cartomantes e alguns oráculos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Longe da Cambaxirra e dos filhos. Era um cachorro sem dono, sem companheira, sem filhos. Pensando no mundo cão, a idade chegando, o tempo passando. Chulipa começou a  querer conquistar de preferência, as mais novas do que ele. Assim que avistou uma franguinha no pedaço por onde passava, deu logo em cima. Num piscar de olhos, lá estava com a franguinha toda derretida para Chulipa. Entre beijos e beijos de tirar o fôlego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Já era a quinta volta em menos de dois minutos que passava diante do grupo, ficava rodeando, encantado mesmo com os olhos da  jovem passarinha, que chegou a cantar: "Que lindos olhos, que lindos olhos têm você! E ainda hoje, ainda hoje eu reparei! Se eu reparasse há tempo. Eu não amava, Eu não amava quem amei". A passarinha mais do que depressa, desceu do galho, deu dois suspiros, foi embora. Foi um agito no grupo, a pombinha estufou o peito irritada por ter que acompanhar a passarinha. Havia prometido de pés juntos para a mãe da Passarinha, que voltariam juntas para casa; não houve jeito, arrulhou baixinho protestando contra a saída repentina da amiga. Logo hoje! Que havia marcado um encontro com Carcará. Sorte dela por ter Carcará, atrasado ao encontro, senão, teria de ficar. Pombinha Branca vou para casa, não adianta impedir. Quero me livrar deste inconveniente, malandro, metido a conquistador. Cheio de blá blá, de ti ti ti. Não tem nem onde cair morto. Se não tem moto, triciclo, patins ou bicicleta, nem me interessa. Dou preferência para  quem tenha uma moto, para sair pelas estradas deste mundo que Deus me deu.Um pobretão! Estou fora! Não quero saber e tenho raiva de quem sabe.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Assim que olhou para a esquina, surgiu para o seu espanto, Pai Coruja muito irritado. Soube pelas fofoqueiras da comunidade que a sua Passarinha, filhota querida, muito aplicada nos estudos e nas aulas de dança flamingo, estava de conversa fiada com um desconhecido no banco da praça. Dona Abelhuda, uma das que garantiu de pés juntos, pelos olhos que a terra há de comer, que viu e não inventou que a Passarinha Sarinha, filha mais nova de Pai Coruja, que vivia com ele e não com a mãe, estava aos beijos e abraços e outras saliências com um desconhecido, ainda por cima, casado.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Onde nós estamos? Perguntou irritado Pai Coruja, Ué!!! Estamos na praça, meu querido pai. Pai tudo mentira! Pode perguntar para a Pombinha Branca. Você acredita mais nas fofoqueiras do que a sua filhinha do coração? Quando o senhor chegou, eu estava com algum cachorro, safado e sem-vergonha querendo me conquistar? Sou e continuo sendo a filhinha do papai.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Filhinha,  aquele que está encostado a um poste mais adiante, não parece com quem a Dona Abelhuda falou? Não deu tempo nem de responder. Pai Coruja pegou uma peixeira que estava escondida e foi atrás do desconhecido, que saiu em desembalada carreira, assustado. Daquele dia em diante nunca mais voltou a passear na praça e a procurar a linda passarinha dos lindos olhos. Se voltasse seria o alvo preferido do Pai Coruja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Svavar Guönason&lt;/span&gt; - &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Pintor expressionista islandês&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1957971758779569043?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1957971758779569043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1957971758779569043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1957971758779569043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1957971758779569043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/03/chulipa-o-vira-latas-e-passarinha-dos.html' title='Chulipa, o Vira-Latas e a Passarinha dos Lindos Olhos.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9wqVILJrhI/AAAAAAAAARI/OMMBOu-t3aQ/s72-c/Svavar_136.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2694647428874948591</id><published>2008-03-14T05:08:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T07:39:00.146-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre Avô e N eto'/><title type='text'>Lino e seu avô - Uma amizade sem fim.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9KP-4LJrfI/AAAAAAAAAQ4/tAbV-NIR6v4/s1600-h/MF_119_cmyk.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9KP-4LJrfI/AAAAAAAAAQ4/tAbV-NIR6v4/s320/MF_119_cmyk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175357232195939826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O Ratinho Lino  passeava pelos corredores da biblioteca, não tinha nenhuma preferência por autor ou título, mas ficou muito entusiasmado quando passou por uma estante em que tinha na capa de um livro uma imagem de um queijo. Deu uma parada, pegou um banco, a lanterna,  com algum sacrifício subiu e deste jeito pode se aproximar do enorme livro colorido. Tentou carregar, quase caiu junto com o livro. A biblioteca estava às escuras, havia faltado luz. A bibliotecária dona Margarida, tirava um cochilo. Não deu conta do ilustre visitante de todos os dias. Lino abriu o livro e viajou para muito longe, na volta disse para o amigo que aprendeu muito. Como viajou Lino? Se não saiu daqui, estava próximo, vi você sentado, naquela sala da biblioteca que poucos visitam.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Lino era freqüentador da biblioteca, tinha o hábito de ler desde pequeno, quando morava com a família em um sebo, que era localizado lá do outro lado do Jardim das Borboletas, ali durante à noite, depois que a livraria fechava e os dois gatos para alegria de Lino, iam dormir, começava então a fuçar os livros empoeirados das prateleiras. Lino era um ratinho educado pedia licença para as traças que acabavam de traçar um saboroso livro de culinária e iniciava a sua procura e passeio pelas prateleiras.&lt;br /&gt;Lino tinha muito cuidado ao cheirar os livros, foi a lição que aprendeu após ver ao conviver com o  avô. Vovô ia de um lado ao outro, impaciente, quando sentado em uma caixa de livros vazia,  notei que  a fome de livros que andava, era tanta,  que pegou o primeiro livro dentro de uma sacola deixada de lado, junto ao lixo, após três mordidelas em uma dobra de pé de página, dadas pelo avô, viu assustado seu amigo e companheiro cair durinho da silva ao seu lado, envenenado. Tentou chamar o avô, balançou o corpo, fez cócegas, levantou o pé, deu um beliscão e nada do avô responder. Aquele corpo estendido no chão da livraria, sairia dali apenas, quando Civetta, o dono da livraria na manhã seguinte chegasse para abrir a loja. Era um dia de feriado do mês de setembro, de um dia chuvoso e de muito frio.&lt;br /&gt;Que situação! Pensou ele com os seus botões. Vovô! Vovô! gritava bem alto para ele e para quem estivesse distante pudesse ouvir, que   chamava pelo avô. Corria de um lado pro outro em busca de uma ajuda. Bati com força na portinhola, mas os ratos do porão estavam trancados, entretidos com a música que ensaiavam, nem me ouviram. Os ratos de praia saíram cedo, levando pranchas, era uma turma que pensavam apenas neles.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;As lágrimas, uma por uma, escorreram por minha face, gostava muito dele, ensinava e contava histórias divertidas. Trazia quando saia,  enormes pedaços de queijos, barras de chocolates e pacotes de miojo. Eu era um ratinho que gostava de miojo com sabor de queijo, de quatro queijos e de pizza, no fundo no fundo, gostava mesmo era o de galinha. Dizia, ele e vovó que era surpresa. Hoje, tem surpresa? Era uma das minhas indagações. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Lino era o primeira neto, o número um. Uma amizade sem fim,  tecida e recheada de afeto e alegria por todos os lados. Com as muitas brincadeiras e sonhos, crescia e conhecia o mundo, antes mesmo das palavras.&lt;br /&gt;O primeiro livro que vovô deu de presente de aniversário foi o Gato e o Rato, achei muito legal, fiquei encantado com as ilustrações, agradeci muito ao vô, dei dois beijinhos nele e fui brincar. Brinquei muito, a livraria estava vazia, há muitas horas do dia que não entrava nenhum cliente, ficava sempre entregue às moscas.  Os dois gatos angorás, sairam cedo, foram ao veterinário tratar da asma de Januário, o gato mais velho, e o mais surdo deles. Ficava na maioria das vezes  sonolento, perdia horas e mais horas se lambendo. No entanto, bastava  alguém de minha familia  passar para mostrar as garras e sair em desembestada corrida atrás de seu alimento preferido. O mais novo, já idoso, andava espirrando muito, além dos problemas na vista direita e dos pêl&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;os caindo.Tinha a mania de subir em um balcão de livros, ficar deitado por ali, se espreguiçando. Vez por outra, abria para os poucos clientes da livraria, um largo sorriso de agradecimento pela visita.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;Vovô lia muito, em sua estante, vovô tinha uma estante de madeira escura e alta, com um amontoado de livros espalhados, tudo em perfeita desordem entre as prateleiras: Os Três Ratos Cegos e outras histórias, A Ratoeira, A Peste, O Grande Massacre dos Gatos, Os Ratos e O Gato Preto, são os livros que lembro agora. Em um canto com um marcador de papelão, o livro Seminário dos Ratos, um dos últimos que vovô lia antes de dormir; um pouco que escondido, uma grande pilha de revistas de Tom e Jerry, algumas poucas revistas do Mickey, um exemplar de Topo Gigio, um rato italiano, que vovô disse que apareceu na televisão que gostava de rezar, dançar e cantar  a música Meu Limão meu limoeiro, havia guardado para mim, tinha achado este exemplar no lixo.&lt;br /&gt;Eu ficava olhando para o meu avô em silêncio. De olho na televisão assistindo Os Backyardigans e nas travessuras do vovô. Vovô Ra Tom, acho que era mais levado do que eu, acho não, tenho certeza.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Um dia, não contei para nenhum dos meus amigos,  fiz tanta bagunça, mas tanta que meu avô ficou bastante aborrecido. Bom, não era para menos, neste dia, eu aprontei, vovô falou para mim: Lino, aí não pode brincar! Não liguei, ri dele, e  por teimosia, continuei com a brincadeira que me divertia muito. Até de empurrar e beliscar meu irmão, me divertia. Não queria que Riri meu irmão me atrapalhasse. Desafiei meu avô, fazendo careta, gritava: Ninguém me pega, ninguém me pega! Não queria escutar o que o  vovô dizia. Vovô saiu dali, foi para um outro local, para o quarto. Vi que vovô estava sério e triste, fui conversar com ele, fui atrás dele. Vô Tom! Vô Tom! Não quis me ouvir, não respondia.&lt;br /&gt;Voltei várias vezes e tudo se repetia, nem olhava para mim, nem respondia. Fiquei agora muito chateado, meu avô, o meu melhor amigo não queria falar comigo. Ofereci pedaços de queijo sem sal, de ricota, de requeijão e vovô sem pena de mim, mandava com as mãos, sem olhar para mim, para  que eu  voltasse para a cozinha. Não adiantava,  estava em instantes perto de meu avô, cutucando a sua barriga, passando a mão em seus pelos da face e nada. Mamãe quando soube deu maior bronca. Lino, vá pedir desculpas ao seu avô! Fingi que não escutava a minha mãe, fiquei calado e nem pedi desculpas. Papai também deu uma bronca, vovó soltava fumaça pelas ventas, ficava ao meu lado, nem sei porque, pois cá prá nós, o meu avô estava certo, fiz muita bagunça e não dava à mínima, deixava tudo espalhado, como faço lá em casa. Ali na livraria era a  casa de meus avós&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;. Sou um rato de livraria, sei que  na casa de meus avós tenho uma liberdade maior do que quando estou em minha  casa. Os avós são diferentes e muito dos pais da gente. Fazem tudo que eu quero, quer dizer, quase tudo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;Deitei ao seu lado, cheguei a me cobrir com um lençol azul e pedi para contar histórias de antigamente, tipo daquelas que contava na Quitanda e na Esquinas do Tempo, de falar sobre a Clube da Colina, nosso time do coração,  vovô continuou calado, sem olhar para mim, se alguma lágrima passeasse em meu rosto, nem saberia. Fiquei muito sentido e passei a entender mais o meu avô, depois de ter passado o silêncio, quando levantou. Na hora de voltar para casa, me pegou no colo, não deixei ninguém entrar no elevador, apenas eu e meu avô. Vovô viu que lágrimas escorriam pela minha face, ali estava as minhas desculpas para ele, entendeu, me deu um forte abraço, me cobriu de beijos e voltou a conversar baixinho comigo, uma conversa, só nossa.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; De confissões e segredos, muitas risadas e peraltices. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei de contar tanta coisa pro meu avô, que estava na escola, que ia aprender a ler e escrever. Que tinha muita vontade de escrever uma carta para ele, contando que conheci uma amiguinha na escola, que me emprestou um livro que não tinha lido. Era O Rato do Campo e o Rato da Cidade, ainda não devolvi o livro, mas assim que terminar vou devolver para Milica.&lt;br /&gt;O tempo passou, às vezes, até de pressa, num piscar de olhos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sei vovô que a sua vista estava cansada de tanto ler, mesmo assim, lia para mim. Hoje gosto tanto de livros, que penso quando crescer virar um livreiro, e agora quero mostrar para o senhor que tenho uma surpresa para lhe falar, quero ser escritor, assim deste jeito, traria o senhor de volta.&lt;br /&gt;Um amigo, vovô seja em que tempo for sempre precisamos deles, mesmo distantes,  como agora. Vovô Tom mesmo não estando mais aqui, gostaria de dar um abraço bem apertado igual aqueles quando fomos apresentados um ao outro. Muito Prazer, sou o seu neto, o prazer é igual, sou o seu avô, assim em silêncio, acho que pode me ouvir, pois quero lhe agradecer por ter me apresentado o mundo dos  livros, em seus diversos formatos e assuntos,  um mundo divertido, de mistérios e de amplos conhecimentos, que abriu portas e as janelas para que eu saísse em busca de outros mundos. Se algum dia pensou que o seu neto ia esquecer de você, enganou-se. Vovô, sabe um grande amigo nunca se esquece. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Manuel Figueira&lt;/span&gt; : Natural da Ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Imagem (Cauteleiro de Lisboa) (Vendedor ambulante de cautelas = bilhetes de loteria)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2694647428874948591?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2694647428874948591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2694647428874948591' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2694647428874948591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2694647428874948591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/03/lino-e-seu-av-uma-amizade-sem-fim.html' title='Lino e seu avô - Uma amizade sem fim.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R9KP-4LJrfI/AAAAAAAAAQ4/tAbV-NIR6v4/s72-c/MF_119_cmyk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-5992962092480940975</id><published>2008-03-08T09:16:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T04:21:12.869-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Sapo na Comunidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66e8d0gI3I/AAAAAAAAAPg/M-Fo-S1ECAQ/s1600-h/TT+-+Elephant+and+Bird.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66e8d0gI3I/AAAAAAAAAPg/M-Fo-S1ECAQ/s320/TT+-+Elephant+and+Bird.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165240584274715506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Sapo acordou disposto, deu dois beijinhos em sua Perereca, que pelo horário ainda dormia um sono pesado, sem se incomodar com o barulho que o Sapo faz ao acordar. Quem já ouviu fica espantado, como foi o caso de uma rã que prestava serviço de limpeza no quarto do casal. Dizem que quando acorda, sem medo de estar feliz, corre para diante do espelho e fazer a pergunta que não quer calar: Espelho, espelho meu, neste momento sempre engasga, mas insiste com a pergunta: Se há no reino alguém do povo mais feliz do que eu? Aguarda por dois minutos e fica sempre sem a resposta do espelho, contrariado, mas feliz,  dá inicio em seguida, uma série de longos espirros, vários saltos, esfrega seguidas vezes as mãos e passa a cantarolar: "O Sapo não lava o pé, não lava por que não quer" depois de tanto cantar e assobiar,  é acompanhado pelo segurança para uma ligeira corrida em volta do jardim do Palacete. Telefona do celular para Mula Manca, pergunta sobre o Ministério, ela responde: Está tudo nos conformes, só então,  em voz baixa, para não se ouvido, pergunta se ela ainda está com aquela energia toda, sem graça como sempre, diz sussurrando que ela está sempre elétrica. Sapo muito contente pela resposta que chega a dar um salto e pisar no pé do moleque franzino, filho de um dos seus irmãos batráquios, que vieram passar o fim de semana no Palacete e tomar banho no lago. Toda a familia unida em torno do lago, permanece feliz, que nem pinto no lixo..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O Sapo dispensou o café, atravessou o jardim pelo Ninho dos Pardais, uma passagem secreta. Ao caminhar encontra com o Bode Ludovico que lhe faz uma pergunta: Quanto é a metade de dois mais dois? Faz outra pergunta Bode, esta tá muito fácil que nem vou responder, Ludovico coça a barba, pigarreia e lança a pergunta seguinte. Sapo querido, você é meu irmão, só não responde se não quiser. "O rato roeu a roupa do rei de Roma e o rei de raiva roeu o rato". Quantos R têm nisto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Querido bode, disse afagando a barbicha do Bode, nem vou lhe responder, tenho mais o que fazer estou com a agenda cheia, estão programados diversos encontros e desencontros para o dia de hoje. Vou inaugurar várias bicas no Morro dos Cabritos. Quero estar onde o povo está. Continuarei a expandir os buracos negros e valas. Para os animais idosos, cansados de guerra, oferecerei vagas e mais vagas cativas para trabalharem. Todos terão oportunidades em meu governo popular. Lembro muito bem de meus tempos de jovem sindicalista, onde na porta do Boteco do Vavá, em mesa farta,  dito depois de várias goladas pelos camaradas dinossauros: "façam amor e não a guerra" que agora repito para os demais moradores desta comunidade que foram contempladas com o melhor plano de governo de todos os tempos. O tráfico na comunidade está liberado, o acesso as modernas carroças farão parte do nosso plano, qualquer morador poderá transitar pela comunidade sem medo de pagar mico, ou pedágio. Tudo será gratuito. Uma carroça da imprensa, estacionou junto ao meio-fio, na frente o Leão Marinho vinha acompanhado de dezenas de focas, prontas para fofocas, começaram a fotografar o evento. Olha o passarinho! Olha o passarinho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Comigo, não tem mosquito, eles sabem que em governo de Sapo não dão rasantes. As abelhas operárias, ofereceremos pétalas de rosa, terão sem sombra de dúvidas um doce lar, perfumado sem o odor de esgoto estagnado que toma os ares das comunidades. De hoje em diante, quero avisar a quem estiver interessado e aos navegantes, de que todas as balas perdidas serão achadas e distribuídas para divertimento dos menores, que muitas vezes, nem bala para comer tem. Avisem ao formigueiro que vem aí tamanduá. Vamos acabar com esta trilha de animais que sobem a ladeira noite e dia em busca de farinha branca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O caminho em que o Sapo ia passear e passar, não passaria boi, nem a boiada. Tudo foi interditado há mais de uma semana, em nome da segurança do Sapo, logo sendo o maior representante do povo da Floresta, todos animais se sentiriam com segurança para dar e vender. A pomba da paz permanecerá em seu pombal a serviço da comunidade, serão eternas vigilantes. O Sapo por instantes interrompe o discurso para olhar pelo buraco do muro, o que estava acontecendo do outro lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Do alto do morro, descendo a ladeira preso pela gola, Pituca, o gato de botas, meliante perigoso que estava em local desconhecido. Procurado por toda a cachorrada. Localizado após denúncia anônima. Pituca, antigo líder comunitário que deixou-se influenciar pela má companhia dos ratos e urubus, que de uns tempos para cá, passou a roubar ricos e pobres. Batalhador desde cedo, quando mal freqüentava a creche da comunidade para trabalhar e sustentar a grande familia de gatos famintos que moravam ao relento. Sem sardinha e leite, o desespero de Pituca era cada vez maior. Depois de crescido e pelas companhias, ao conhecer uma gataça em uma balada, sua vida mudou para melhor. Sua história foi contada para o Sapo por um desconhecido,  muito sensibilizado, com lágrimas a percorrer a face, sua pele calejada e enrrugada desde os tempos em que foi sindicalista. Num coaxar só, abafado pelos cascos dos cavalos na platéia, do alto de um caixote, aos quatro ventos, após ouvir um poema  recitado pela Borboletinha, acabou por terminar a visita, prometendo fazer mais pela comunidade, quando olhou para o alto, além do Ninho de Urubu, avistou um Ninho de Tucanos, do bico grande e boca aberta, doidos para tirarem proveito da solenidade. No entanto, do alto do lado esquerdo, em cima de uma laje, uma hiena ria muito da cena, chegava a dar cambalhotas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Imagem. E. Kimombo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-5992962092480940975?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/5992962092480940975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=5992962092480940975' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5992962092480940975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5992962092480940975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/03/o-sapo-na-comunidade.html' title='O Sapo na Comunidade'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66e8d0gI3I/AAAAAAAAAPg/M-Fo-S1ECAQ/s72-c/TT+-+Elephant+and+Bird.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-7851603801561197928</id><published>2008-03-03T10:12:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T12:23:04.124-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>Vida de Sapo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R8v37b5JjXI/AAAAAAAAAQg/xb288lUdhPc/s1600-h/Tinga_Tinga_new.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R8v37b5JjXI/AAAAAAAAAQg/xb288lUdhPc/s320/Tinga_Tinga_new.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173501197436947826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:100%;" &gt;Lula Lelé, um ex-sindicalista amigo do Sapo dos tempos em que brincavam muito de pular carniça, mais o filho caçula de Vavá, o Urubu, velho inspetor do grupo escolar localizado lá na periferia dos Jardins das Borboletas. Lula Lelé amigo do Sapo, gostava de contar para os coleguinhas que a primeira escola foi um Jardim de Infância em uma pequena casa localizada no alto do morro toda engraçada de cor amarela, feita com pedaços de madeira sem muita mesa ou cadeira, quadros-negros despencando, faltava sempre giz e luz. Os banheiros entupidos, bebedouros sem água mineral e cantina sem bala puxa-puxa, pipocas e algodão doce. Doces de bananas nanicas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;era o preferido de uma grande parte da galera, mas estavam reservadas para os filhotes dos Guaribas, moradores sem teto, que viviam em galhos na parte sul do Jardim das Borboletas e que passavam grande parte do dia sem nenhum alimento. Iam para a escola para comer e não para estudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Viviam felizes, o Sapo, Lula Lelé e Bicudo, o trio bagunceiro da escola. O sapo gostava de dar susto nos coleguinhas, escondendo-se atrás das portas e pulando no pescoço do primeiro que passasse pela porta da sala. Lula Lelé sempre arrumava um jeito para colocar um dos pés na frente das franguinhas para levarem um tombo; Bicudo gostava de jogar bolinha de papel na cabeça da tia Cotia do primeiro turno e no segundo, na Abelhinha, a tia que trabalhava na biblioteca. Bicudo ria de tremer o bico, desta maneira dava para ver os primeiros dentes de leite do filho caçula de Vavá.O mais levado deles, o que sempre levava advertências da  Tia  Mutuca  e cascudos da mãe, durante  a semana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Sapo sempre matava aula, quando a professora fazia a chamada, uma rã imitando a voz do Sapo, dava a presença para ele. Presente, fessora! Disfarçava a rã, que era na verdade a sua primeira namorada. Fazia tudo por ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando acontecia isto, a professora sabia que Sapo havia pulado a cerca e estaria jogando bola, vestido com a camisa listrada em preto e branco. Morria de amores pelo gavião, chegava a ser fiel. Ele organizava o time, dono da bola e atacante caneleiro, um dos artilheiros do campeonato ao lado do Animal, o artilheiro da Colina. Sapo jogava muita bola, era o jogador que qualquer time gostaria de ter no elenco. Sua presença em campo chamava a atenção de olheiros e dos técnicos adversários, inclusive pela voz rouca em que dizia: “Um por todos, todos por um”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dali do florido campinho do Jardim, deu um salto para os campos de várzea. Ganhou fama e estátua em homenagem prestada pelo Sapo Gordo. Batia um bolão Só esteve uma vez no banco de reservas, quando o técnico Leão, para impor disciplina no elenco, devido a grande agitação liderada pelo Sapo e seus cupinchas que reclamavam dos salários &lt;st1:personname productid="em atraso. Nesta" st="on"&gt;em  atraso. Nesta&lt;/st1:personname&gt; ocasião morava &lt;st1:personname productid="em Brejo Seco" st="on"&gt;em Brejo Seco&lt;/st1:personname&gt; e estava de olho na Perereca. Aos sábados e domingos ia namorar no portão da casa da Perereca, de tão apaixonado pela Perereca que chegava a babar e fazer serenata para a namorada antes de tocar o sino da igreja para anunciar que eram dez horas da noite. Dona Rã Silva, ranzinza como era e Sapão Silva do alto de sua autoridade paterna, apenas permitiam o namoro na porta de casa e até às dez horas da noite. De  longe  os  pais da noiva  ficavam corujando o casal. Quando um dos dois exageravam nas carícias  os pais  davam de espirrar e tossir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Leão Marinho velho escriba que naquela época era correspondente &lt;st1:personname productid="em Brejo Seco" st="on"&gt;em Brejo Seco&lt;/st1:personname&gt;, através de seu jornalismo investigativo, apurou que o Sapo ficou fulo da vida, que ameaçou a abandonar a carreira de jogador para ingressar no mundo da militância sindical. Houve desmentidos. Foi um bate boca muito grande. Dizem que um dia, de um mês qualquer depois de terminar a peleja, correriam direto &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para o Pé de Jaca para beber suco e muito caldo de cana, mais caldo do que suco. Em conversa de mesa de bar com Lula Lelé fez uma aposta com o parceiro cismou que queria ser presidente da comunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lula Lelé na verdade, gostava mais de ler do que o Sapo, que apenas juntava álbuns e figurinhas para jogar bafo-bafo. Na hora do recreio, que hora bem feliz, o mais velho da turma gostava de jogar amarelinha. Quando não via o inspetor, ou quando este estava cochilando, aproveitava para junto com Bicudo, pichar paredes e muros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O tempo foi passando, décadas e o namoro com a Perereca começou a ficar sério demais, que houve até casamento. Uma festa de arromba realizada assim, que o Sapo tomou posse no Sindicato dos Trabalhadores, como presidente da entidade. Anos depois, eleito presidente da comunidade. Rato Malhado, duas horas da tarde, a partir de hoje estarei junto ao Polvo, a Lula Lelé, Ostras e Baleias. Um insistente tucano de bico grande e torto de tanto usar cachimbo, sobrevoava no céu em altos vôos em direção à rampa, era seguido por urubus, gaviões de penacho, mutucas iradas. Uma marcha de pingüins seguia pela avenida principal da Comunidade do Rato Malhado levando cartazes em apoio ao Sapo.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;* &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Imagem em exposição&lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Edward Saidi Tingatinga -Artista Tanzaniano.Fundador da Escola de Arte Folclórica da Tanzânia. Morreu aos 35 anos. (1937-1972)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-7851603801561197928?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/7851603801561197928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=7851603801561197928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7851603801561197928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7851603801561197928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/02/vida-de-sapo.html' title='Vida de Sapo'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R8v37b5JjXI/AAAAAAAAAQg/xb288lUdhPc/s72-c/Tinga_Tinga_new.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8753933892145583188</id><published>2008-02-27T06:05:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T11:36:25.992-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cronicas Cruzmaltinas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>O Dono da Camisa 11 é o Vasco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R8SIuujOtQI/AAAAAAAAAQY/ACTopMAjatU/s1600-h/vasco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R8SIuujOtQI/AAAAAAAAAQY/ACTopMAjatU/s320/vasco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171408608479327490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt; A obsessiva, cega e submissa adoração do maior dirigente de todos os tempos, o que mais entende de Vasco do que qualquer  reles mortal, pelo jogador da camisa 11, o rubro-negro Romário que chega a subtrair do time do Vasco a camisa  que pertence ao clube, que compõe o elenco em sua ordem numérica. Chega ao ponto de expor o nosso clube ao ridiculo, no afã de agradar o jogador artilheiro, atropela a nossa história para tecer loas e produzir homenagens a um jogador que não está nem aí para o clube. Desta relação de "amizade" o dirigente saiu perdedor, seu projeto foi abortado. Romário está se lixando para o último jogo, caso contrário teria revisto sua postura e voltado. Aqui quero parabenizar o Romário, traiu o "amigo" dirigente, que apenas lamentou, não sem antes de mostrar ao mundo a sua cara de paspalho nesta vibrante historinha. Num ato típico de quem se acha e acredita ser dono do clube, manda e desmanda, para ele não há limites, insiste no propósito de imortalizar a camisa e manter erguida a estátua do rubro-negro na Colina histórica, o que não deixa de ser uma nódoa. Só no Vasco do dirigente que só enxerga ele e o jogador, é que presta homenagem a um jogador-torcedor de um clube rival. Romário deu grande contribuição ao clube, não resta dúvida, é um cracaço, também acho.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O dirigente pode mostrar afeição por quem ele quiser, pode cultuar a imagem deste amor idolatrado como achar que deve, mas sem os exageros de imortalizar a camisa 11 ou erigir uma estátua. O clube é um espaço para os vascaínos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;Qualquer insubordinação intelectual de algum torcedor ou membro da diretoria, fazendo declarações divergentes, está sujeito a ser defenestrado do clube, passa a condição de "persona non grata". A postura egocêntrica, com tinturas de um déspota, que repele  torcedores, assim como a mídia, tudo incomoda o dirigente, que ignora as regras de convivência. Seu exericicio autoritário no poder e sua conduta elitista, não permite qualquer questionamento. Seu discurso centralizador em entrevistas está sempre revestido com um mau humor crônico, além do alto teor belicoso, atirando petardos para qualquer lado, de preferência nos vascaínos, nos verdadeiros torcedores  vascaínos, dos que lutam por melhores dias em São Januário... A urucubaca que toma conta da Colina, nos impede de voltar a sorrir e a cantar as nossas vitórias, mesmo que haja "previsões" para vencedor em campeonatos futuros como apregoa o dirigente incorporado a sua condição de pitonisa. Como vivemos do presente...&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;não sei não.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt; Com aquiescência de um grupelho afinado com o modo de administrar o clube, a cada dia imprime tudo enfaixado sob as suas certezas e verdades, deste modo vai fazendo o que lhe dá na telha. Exarceba em seu egocentrismo, que sem olhar para o próprio umbigo, emite juizo sobre o dirigente do Botafogo. O mais risível, nas  situações em que se vê derrotado, ele arranja um jeito de estar por cima. Lança desafios, faz e acontece. Como confia na justiça, na morosidade das decisões deste poder, nos recursos em que pode apelar e usar em seu beneficio, esta engrenagem emperrada só lhe favorece. Tudo o que dirigente faz assume um caráter de continuidade, de garantia de seus direitos, de prosseguir na gestão do  clube e de preparar o herdeiro politico para assumir o comando do clube em um futuro não muito longínquo. Se faz isto, é porque tem respaldo do grupelho que o sustenta e despreza a opinião do torcedor, para eles, não tem a menor valia. Basta alimentar o grupo de manobra, muitas vezes travestidos como uma tropa de choque para manter à distância torcedores vascaínos que ousam manifestar opiniões contrárias ao discurso autoritário que toma conta do clube da Colina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;No meu modo de entender o clube está montado para manter a estrutura de poder na Colina, arcaica e conservadora que serve de resitência a participação na entrada de "estrangeiros", como Roberto Dinamite, aliás, o tenho como fã e ídolo. Como candidato a presidência pela oposição, acho que será um eterno candidato. Não soube nem aproveitar quando vivenciou uma crise com o dirigente. Saiu cabisbaixo, como se pedisse desculpa pelo transtorno causado. Roberto não demonstra uma ruptura com o dirigente, acho que prefere salvaguardar a imagem de mito, de grande jogador vascaíno, para todos os vascaínos. Parece um líder, uma oposição consentida que cumpre o seu script politico, em que tem de dar satisfações ao torcedor e ao eleitorado que acredita em suas propostas como de oposição. Temos de entender que o clube é tradicionalmente vinculado à colônia portuguesa, daí um reagrupamento permanente em defesa  do dirigente na continuidade de sua administração. Hoje, não é simplesmente tirar o dirigente e mandar para às cucuias, urge fazer uma varredura, uma limpeza do entulho autoritário que está incrustado em nosso clube. Não pensem os vascaínos que será fácil, a justiça abre brechas, tudo que estiver disponível ao alcance do dirigente, ele saberá usar e vai mobilizar um aparato jurídico para lhe prestar "solidariedade". Um amigo meu disse rindo para mim, que vai ser difícil o Abominável Homem da Colina largar o osso.&lt;br /&gt;O resultado de anos de clube do astuto dirigente que soube fazer do Vasco a sua cara, não será fácil de remover. Ali, está o corpo e a alma do dirigente.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A camisa 11 há poucos dias foi motivo de agradecimento ao Romário pelo jogador Diego Tardelli, jogador rubro-negro: "Sua camisa 11 me deu sorte", que por acaso, estava em uma mesma churrascaria em que encontrou com Diego Tardelli, este foi comemorar a conquista do campeonato. A vitória foi extensiva ao rubro-negro Romário. ele através da 11 participou do jogo e o vice de novo foi o dirigente.&lt;br /&gt;A camisa 11 e a estátua que representa o continuísmo, os grandes aliados simbólicos do dirigente, foram deixados de lado pelo grande jogador que derramou lágrimas na ocasião em que foi homenageado. "Foi o clube que comecei a minha carreira e onde vou encerrar minha carreira". Claro que ainda dá tempo, está sob efeito de contrato que vigora até o final do mês de março, pode por compromisso do "filho" ingrato para com o seu "pai", fazer a sua vontade e terminar a carreira no clube. Mas o mais interessante, seria o gol que Romário poderia fazer para a torcida é pedir ao dirigente que  caia na real e devolva a camisa 11 para o clube, ela pertence aos Vascaínos, neste caso com sã consciência, você não tem direito, cabe a quem corre nas veias o sangue cruzmaltino, como por exemplo: o craque e artilheiro Roberto Dinamite, ele sim, merecedor de uma estátua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8753933892145583188?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8753933892145583188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8753933892145583188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8753933892145583188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8753933892145583188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/02/o-dono-da-camisa-11-o-vasco.html' title='O Dono da Camisa 11 é o Vasco'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R8SIuujOtQI/AAAAAAAAAQY/ACTopMAjatU/s72-c/vasco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-7937110456445321247</id><published>2008-02-24T06:52:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T05:21:42.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábula Politica'/><title type='text'>O Sapo, o amigo do Polvo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66eWd0gI2I/AAAAAAAAAPY/oCkc9ODU8U0/s1600-h/Masila-Celebrating+New+Year.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66eWd0gI2I/AAAAAAAAAPY/oCkc9ODU8U0/s320/Masila-Celebrating+New+Year.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165239931439686498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O Sapo deu um salto bem rápido da cama, assim que escutou  um estranho barulho do lado de fora do Palacete. Era um burburinho, de idas e vindas constantes do outro lado da rua. Com pressa não ligou para a lagartixa que costumava fazer carinho nas horas de aflição, de tensão, deu apenas uma olhadela de soslaio no rabo da dita cuja,  mas foi em frente.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Não poderia parar, tinha de matar a curiosidade. Ainda era de madrugada,  nem o galo branco do vizinho, nem a vizinha com voz de matraca tinham acordado para começar a perturbar seus ouvidos. Abriu uma das janelas, ouviu um chirriar de um casal de grilos namorando agarradinho,  não deu importância, não ficou grilado com aquela cena de casal apaixonado. O que andava colocando minhocas em sua cachola era o movimento do outro lado da rua, o estranho som que ainda ouvia. Não era de festa, esta certeza ele tinha.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;De seu imenso quarto, bem devagar, caminhou até aos aposentos em que colocava todas as quinquilharias, bugigangas e tralhas recebidas dos turistas e políticos que visitavam o Palacete em busca de uma boquinha e outras facilidades. Ao procurar jogou uma por uma no chão, irritado com a bagunça deixada pelos filhotes,   até encontrar no fundo do baú, um par de binóculos que ganhou de Bacuri , um antigo cabo eleitoral dos tempos em que sonhava em ser apenas presidente do sindicato da categoria, lá pelas bandas do ABCD. Nem gostava de lembrar destes momentos pois, vivia num miserê danado, pedia fiado na vendinha do compadre Parangolé, em que mandava pendurar na conta, para pagar só Deus sabe quando. Vivivia para cima e para baixo em companhia do Polvo, panfletando nas portas das fábricas.  Foi-se o tempo em que era amigo do Polvo, era solidário a ele, mas de uns tempos para cá, ficou muito distante do companheiro e se bobear nem conhece mais. Uma conhecida dos dois, desde dos tempos em que foi eleita Miss Operária,  a Abelha Zazá, abelhuda como era, reparou que um dia destes, um tremendo sol, um sol forte, vinha o Sapo alegremente assobiando, quando na mesma direção, cambaleando, por ter exagerado no goró, o velho camarada Polvo passou pelo grande líder, abriu os braços com a intenção de abraçar o velho companheiro de batalha, eis que o Sapo fingiu que não viu, olhava insistentemente para o alto,  para aviões e urubus. E seguiu o seu caminho segundo Zazá, em direção à rampa.&lt;br /&gt;Os binóculos estavam bastante empoeirados, limpou as lentes com a ponta da camiseta que vestia e pendurou no pescoço. A limpeza ficava sempre aos  cuidados da Perereca que dispunha de uma penca de serviçais para todo tipo de serviço doméstico, mas naquele mês, todos entraram de férias coletivas. O jumento que ficou de plantão, pediu dispensa no dia de hoje para visitar a tia que estava acamada e vivia só em um barracão de zinco no alto do Morro do Pinto. Logo hoje e não há nenhum serviçal disponível, reclamou. Deste jeito não posso chamar isto aqui de paraíso, tanto que lutei contra moinhos e ninhos de tucano, contra  raposas felpudas e  amigos ursos, com cobras e lagartos. Foi para ter vida boa, sombra e água fresca. Agora me aparece um estranho barulho, um agito, tudo para me deixar encucado, de cabelos em pé, de saco cheio.&lt;br /&gt;Como a Perereca dormia a sono solto, que o Sapo desistiu de acordar a companheira, deu a volta por cima e deixou a companheira roncar e sonhar. Quando a Pererequinha estava em sua posição preferida, o Sapo dizia que sonhava com ele. Também não disse em que posição ela ficava.&lt;br /&gt;Olhando por uma fresta, mais para o lado direito, identificou que do outro lado da rua, ficava o Ninho do Urubu e mais a direita o Ninho do Bicudo, pouso obrigatório dos Tucanos. Ali, morava do alto daquela árvore, o perigo. Faltava um quarto de hora para amanhecer, colocou o binóculos e pode à distância enxergar com os olhos que a terra há de comer: dois papagaios, seis periquitinhos verdes. Prostrados em um sofá, lendo jornais, duas raposas, um filhote de urubu, trajando camiseta de um time de futebol, de três a quatro pardais em uma animada roda.&lt;br /&gt;Ao olhar aquela cena, começou a suar frio, a tremer uma das pernas. O desespero tomou conta do Sapo e nestas ocasiões começa a pular, a dar cambalhotas. Só fica mais tranqüilo depois de beijar a Perereca, que assustada com o agito do Sapo, fica ao lado dele. Perereriquinha pegou de imediato o celular e telefonou para o amigo Bode Ludovico. Na primeira tentativa deu ocupado. O Sapo aos gritos mandou chamar Mano Véio, a araponga de confiança do Sapo, deixou uma mensagem dizendo que saiu para fazer uns servicinhos e voltava logo.&lt;br /&gt;A Mula Manca ex-secretária do Partido dos Animais Enjaulados, compareceu logo após um longo sumiço, era acompanhada por Carneiro Manso, antigo líder do bloco da situação. Estavam prontos para combater os inimigos do governo popular e democrático do Sapo. Os inimigos dos Polvos querem derrubar o nosso governo para implantar um regime de Bicudos, de plumagem rica e variada. Cuidado com a imprensa golpista do Cavalo Marinho, alertou a fuinha que acabava de chegar para engrossar a fileira de resitência dentro do Palacete. Aquela turma sempre conspirando, inventando coisas para nos derrubar, disse uma Cabritinha sem berrar. O Polvo não é bobo, continuaremos aqui de novo. Era o que o Sapo queria ouvir, com todos os problemas, o Polvo nas pesquisas estava ao seu lado. Mas afinal de que lado está o Sapo, perguntou uma hiena, logo após soltar longa e gostosa gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Masila - Artista Queniano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-7937110456445321247?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/7937110456445321247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=7937110456445321247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7937110456445321247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7937110456445321247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/02/o-sapo-o-amigo-do-polvo.html' title='O Sapo, o amigo do Polvo.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R66eWd0gI2I/AAAAAAAAAPY/oCkc9ODU8U0/s72-c/Masila-Celebrating+New+Year.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4325737456743767034</id><published>2008-02-20T06:46:00.001-08:00</published><updated>2008-02-20T06:53:48.102-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cronicas Cruzmaltinas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>O Dono do Vasco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R7w9sOjOtPI/AAAAAAAAAQQ/9jog1KPG67c/s1600-h/P_VascoBR.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R7w9sOjOtPI/AAAAAAAAAQQ/9jog1KPG67c/s320/P_VascoBR.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169074302343886066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes de começar a escrever, li o lúcido texto do vascaíno Fernando publicado no Supervasco, claro que existem outros comentários do mesmo naipe. Nesta página sempre surgem observações interessantes a respeito do individuo entronizado no clube da Colina. È o vascaíno emitindo suas opiniões, em comentários a respeito do clube pela qual torcem, vibram e sofrem. Uma manifestação democrática, plural que parece incomodar o dirigente, daí segundo a imprensa, querer o dirigente no uso da justiça, cercear o direito de opinião dos torcedores do clube, retirando de circulação os sites e páginas que fazem alusão ao dirigente e ao Vasco, alguns destes com a postura de oposição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem de volta ao palco, em busca de holofotes com o intuito de eliminar qualquer especulação em torno de possíveis contratações, de reforço de elenco o maior dirigente de todos os tempos, o que mais entende de Vasco, mais uma vez no exercício de sua interinidade, como um sujeito presunçoso que é, passou a proferir para os vascaínos o velho discurso autoritário, arrogante e mofado. Nada de contratações. Dificilmente traz para os torcedores noticias alvissareiras. Sua postura não é de diálogo, sua característica predominante é de blindar o clube e a figura do dirigente, seja em qualquer situação, obviamente nas derrotas, nos insucessos. Quando entrevistado, geralmente sob efeito de monólogo sua versão vem sempre à tona acompanhada pela velha aversão ao torcedor e a mídia em geral. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sua retórica assume os ares do poder vigente em sua aplicação no cotidiano do clube., o resultado parece ser a convicção de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que para afastá-lo, ou desalojar do poder, as possibilidades são remotas. Acredita piamente na justiça, até por sua formação intelectual que o submete a este entendimento. Para ele a justiça tem sido justa, para nós, nem tanto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Montado em uma análise muito criteriosa, de anos de estrada, com todas as peculiaridades de sua observação a partir do próprio umbigo, antecipou para nós vascaínos, após a realização do “campeonato à parte”, disputa em que o Vasco insiste &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;em perder para o rival. Sempre desprezando indagações a respeito do time, considerando que a única versão é apenas a dele, a mais verdadeira e que não cabe nenhuma ponderação, ou reflexão sobre o desempenho do time, deduziu que o nosso time conquistará o campeonato carioca. Tomara que aconteça, ou acredite quem quiser.. Nós torcedores desejamos que o nosso clube seja vitorioso, que dispute todas as finais e seja vencedor. Que afaste a fase de urucubaca que toma conta dos ares da Colina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fazer qualquer comentário a respeito de nosso clube, não se pode perder de vista a proeminente figura do “dono” do clube, que segundo Romário na época de seu afastamento, em entrevista, o identificava como “dono”. Creio não ser um equívoco do craque em nomear o dirigente como “dono”. Figura por demais egocêntrica, dono de um discurso beligerante, de um discurso autorizado &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;em que vê inimigos por toda parte, tratou logo que chegou de dissipar qualquer possibilidade de reforçar o elenco, teceu comentários favoráveis ao Edmundo, tratou com desprezo a saída do preparador físico que pediu demissão .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É o dirigente quem manda e desmanda, não temos dúvidas.. Declarações posteriores do dirigente corroboram com a conduta, de desempenhar até mesmo a condição de técnico. Tudo dentro da normalidade de São Januário. Os resultados do Vasco podem ser creditados ao técnico-dirigente. A crise com Romário aponta nesta direção, que cada vez mais parece resistir à proposta de retorno ao clube, se não acontecer, o grande derrotado, será o dirigente. Pela postura do dirigente, estou achando muito estranho, Romário, falou o que falou, deixa nas entrelinhas que não pretende voltar ao clube, que o Flamengo ofereceu uma proposta mais concreta, é torcedor do Flamengo, no entanto, o dirigente que sabe tudo, fica submisso, aceita de bom grado o que o Romário diz. É incapaz de qualquer reação, ou melhor, parece encarnar a figura paterna idealizada por Romário, realizada ao passar as mãos nos poucos fios de cabelos que restam neste “filho” ingrato.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4325737456743767034?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4325737456743767034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4325737456743767034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4325737456743767034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4325737456743767034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/02/o-dono-do-vasco.html' title='O Dono do Vasco'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R7w9sOjOtPI/AAAAAAAAAQQ/9jog1KPG67c/s72-c/P_VascoBR.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-538262691281611774</id><published>2008-02-19T14:42:00.000-08:00</published><updated>2008-02-19T10:00:52.823-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>Os Bordejos do Sapo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R7Fvn-jOtNI/AAAAAAAAAQA/liyrmKQZCQQ/s1600-h/15538_after911.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R7Fvn-jOtNI/AAAAAAAAAQA/liyrmKQZCQQ/s320/15538_after911.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166032980167013586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Andava algum tempo sumido e as informações sobre o seu paradeiro, eram as mais desencontradas, ou quando muito iam ao sabor do vento. Só os mais íntimos, desconfiavam onde o Sapo  poderia estar. O certo é que  ninguém sabe, ninguém viu. Para a companheira  Perereca, ainda sonolenta, cochichou ao pé do ouvido esquerdo, de que iria apenas dar uns bordejos pelas cercanias do Palacete e sob efeito de múltiplos  disfarces iria escutar a voz rouca dos animais da comunidade. Na verdade queria por que queria saber como ia o seu ibope, se ainda estava prestigiado no coração selvagem dos animais. Tinha de preparar o terreno, visando o seu futuro, em mais um mandato popular, poderia contar pensou com os seus botões com a prestimosa ajuda do amigo Polvo e seus camaradas para afastar  algum tucano que pintasse na área com a intenção de disputar as eleições. Um dos tucanos, o Príncipe dos tucanos, diante de uma bola de cristal, anunciou para o mundo, que um deles pode voltar. Desta venceremos de goleada. O Sapo irritado, muito irritado com que ouviu, mandou um recado por e-mail para o tal Príncipe que poderia sem favor algum tirar o cavalinho da chuva e voar em outra freguesia. Agora que cheguei ao paraíso com os cartões de crédito, não há de ser um aventureiro qualquer que vai me tirar daqui, e daqui não saio e ninguém me tira. Se algum pato abrisse o bico, poderia quebrar o galho dele e oferecer um cargo de fiscal da natureza. Esta eleição está no papo.&lt;br /&gt;Em cada esquina que passava, escutava os melhores comentários sobre o seu governo popular e democrático. Apenas um, um único coro de gansos descontentes e nada se via além disso, um grupelho de desordeiros, protestando contra as mamatas do governo, contra o uso abusivo de cartões de crédito. Quando passou por eles, parou por instantes, balançou a pança de tanto rir, eram velhos conhecidos que gostavam de tomar sol no lago, de papo pro ar. Eu que ainda pensava em afogar o ganso, mas como democrata e popular tenho de afugentar estas idéias, o meu governo vai de vento em proa.&lt;br /&gt;As focas desesperadas ficaram concentradas diante do portão principal do Palacete em busca de fofocas para o programa da tarde na televisão,  enquanto aguardavam, travavam uma luta na disputa do melhor lugar e da noticia recém saída do forno, quentinha que o porta-voz costumava passar para os amigos e os amigos dos amigos. Queriam saber por onde andava o Sapo.&lt;br /&gt;Geléia era  a foca com mais tempo de serviço jornalistico. Estava para se aposentar, cheia de malandragem, conhecedora dos meandros do Palacete, obteve com o seu amigo as informações necessárias. Foram colegas no jornal e namorados na juventude, militantes do movimento secundarista. Ficaram juntos na mesma cela, na ocasião em que foram presos por atividades de protesto e xingamentos no meio da praça principal da comunidade. Um língua de tamanduá deu com a língua nos dentes e entregou os animais organizados. Vários entraram em cana, levaram bordoadas e chicotadas, além das mordidas no calcanhar. Uma imensa nuvem negra ficou instalada na comunidade do Rato Malhado e adjacências, de total escuridão. Os animais sumiam sem deixar rastros.&lt;br /&gt;O Sapo continuava o seu passeio, agora diário,  misturando-se as  grandes manadas para escutar melhor as diversas opiniões sobre o seu governo. Amanhã estaria de volta as ruas, de novo para ouvir a voz do povo da floresta. Os animais sorriam de gargalhar, todos em festa, mas sem direito ao uso dos cartões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem. Chéri Samba- Pintor Congolês. Nasceu em 1956 no Baixo Zaire.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-538262691281611774?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/538262691281611774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=538262691281611774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/538262691281611774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/538262691281611774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/02/os-bordejos-do-sapo.html' title='Os Bordejos do Sapo.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R7Fvn-jOtNI/AAAAAAAAAQA/liyrmKQZCQQ/s72-c/15538_after911.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2216414469938398216</id><published>2008-02-09T07:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T02:40:41.610-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>A Perereca vai às compras.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3ZV_MexNFI/AAAAAAAAAN0/YnNXQuC08vc/s1600-h/ukeiojpg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3ZV_MexNFI/AAAAAAAAAN0/YnNXQuC08vc/s320/ukeiojpg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149397768115139666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:times new roman;" &gt;A Perereca estava muito assanhada, uns diziam que ela ficou deslumbrada desde que chegou de mala e cuia ao Palacete, carregada nos braços no dia da posse do companheiro. Um belo dia, lá pelas 2 da tarde, o Sapo acordou muito contente, assobiando sem parar. De pé ante pé, bem devagar sacou da carteira um cartão de crédito. Antes de entregar o presente para a sua amada Perereca, beijou e babou o cartão seguidas vezes, até cansar, como demonstração de felicidade por ter cartão de crédito. De hoje em diante tudo vai ser diferente querida Pererequinha você poderá usar um cartão de crédito sem limites e poderá comprar o que der na telha. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:times new roman;" &gt;Aliás, apenas teria o céu como limite, segundo informações da assessoria de imprensa. Como por força da natureza ela não voava preferia então, gastar tudo na terra, no ar e no mar, ou na beira da lagoa, passeando de pedalinho com os netinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:times new roman;" &gt;Perereca vai às compras hoje pela manhã foi o aviso, deixado grudado na porta da geladeira pelo Sapo, para o chefe da segurança Der Hund, o Alemão. Um cão camarada e de confiança do Sapo, que se conheceram na porta do sindicato e que discutiam por horas e horas a fio como poderiam chegar ao paraíso; na época Alemão, depois de tantos bicos , arrumou uma bocada como vigia noturno do sindicato, tudo pelo prestigio do Sapo que era alto dirigente sindical.&lt;br /&gt;No aviso escrito por linhas tortas, alertava ao amigo para ficar de orelha em pé, de butuca ligada para aproximação de estranhos querendo olhar para a Perereca, nada de conversa, bota pra correr, pode ser um agente a serviço da imprensa oposicionista Voz da Floresta de propriedade do Leão Marinho.Tome providências! Mande o importuno para as cucuias, para os quintos do inferno, se é que me entende, deste jeito foi finalizado o aviso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:times new roman;" &gt;A Perereca estava com a vida que pediu a Deus, pela manhã malhava na melhor academia da comunidade, depois corria em volta da lagoa, com a amiga Capivara. As duas iam direto para a Cachoeira do Pajé, ficavam se esbaldando, nadando de lado, de costas e de frente. Davam saltos, piruetas, mergulhos, até caldo davam uma na outra.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:times new roman;" &gt; De onde estava, em cima da mesa, gritou para o pingüim trazer bebidas, para encher a bandeja com comida.Queria sair dali, empanturrada A capivara de regime preferiu uma comida mais light, apenas capim verde e bebida, muita bebida.O sol estava de lascar, assim, aproveitou e ficou bronzeada, tudo para deixar uma marquinha que o Sapo apreciava , lambia os beiços e ria quando via.&lt;br /&gt;Ficaram até o fim da tarde, quando saíram em disparada rumo ao shopping. Primeira loja que viu e entrou era uma joalheria. Viu, gostou, levou quase a loja toda, comprou jóias raras e finas,  balangandãs de prata para distribuir para os amigos de fé, irmãos e camaradas.Na segunda, viu e não entrou, foi na seguinte, experimentou duzentos vestidos, depois pagou à vista no cartão, sem desconto. A Capivara adorou uma sandália três dedos que estava na vitrina, deu de presente as que estavam em estoque, cerca de 20 pares, para a sua velha amiga. Encomendou 365 biquínis para usar durante o ano. Para os filhos das vizinhas da comunidade do Rato Malhado, sua antiga residência, levou os mais modernos que estavam expostos no interior da loja, sem graça perguntou, a gracinha do vendedor, se aceitava cartão. O camaleão que atendia, disse que aceitava. Pagou e mandou entregar na casa da mãe da Joana, uma de suas amigas do tempo em que era operária fabril.&lt;br /&gt;Por volta das 10 horas, em casa, depois de se lavar com sais importados trocou de roupa, vestiu um curto biquíni de bolinhas amarelinhas para mostrar para o Sapo, a famosa marquinha, que leva o Sapo à loucura. De tanto chamar, de se esgoelar, ficou sabendo após ler o bilhete grudado na porta do armário. Perereca querida: "São os ossos do oficio tenho de partir em viagem a terra do homem do charuto, irei passear na ilha, mas não diga que é turismo, arrume uma desculpa esfarrapada; comprarei charutos, caixas e mais caixas de rum e mojito, tudo pago com o nosso cartão" Beijo nesta Perereca que eu adoro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ukeio: Moçambique:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2216414469938398216?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2216414469938398216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2216414469938398216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2216414469938398216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2216414469938398216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/02/perereca-vai-s-compras.html' title='A Perereca vai às compras.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3ZV_MexNFI/AAAAAAAAAN0/YnNXQuC08vc/s72-c/ukeiojpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-199674240572440343</id><published>2008-01-26T05:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T03:37:51.108-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>As Obras do Coelho.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R2-yN8exM9I/AAAAAAAAAMw/6NwyvByPhQE/s1600-h/chichorro1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R2-yN8exM9I/AAAAAAAAAMw/6NwyvByPhQE/s320/chichorro1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147528851750990802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;“Onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu. O gato fugiu, o gato fugiu. O seu paradeiro está no estrangeiro. Onde está o dinheiro? Eu vou procurar. E hei de encontrar”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Será que está com os ratos? Olha, lembra como ficou besta aquela ratazana, depois que o rato seu companheiro enriqueceu de patacas, queijos e vitaminas, comentou a arara fofoqueira com a sua vizinha de galho. Sumiram e ninguém mais viu. Um Cavalo Marinho tarimbado repórter policial, depois de incansável busca nos arquivos do jornal, que não deu em nada, achou melhor &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;espalhar que foram para o Paraíso, carregando tudo que ganharam, desde patacas e dólares guardados na cueca aos tostões, fizeram a maior limpa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Amiga precisa ver como ficou aquele gato de botas, ficou muito endinheirado, com bolsas e sacolas cheias de tostões e patacas. Vivia encostado nos postes, cantando as gatinhas, mostrando as garras para quem passasse, não tinha patacas nem para aparar o bigode. Nem banho tomava. Sempre em companhia de uns gatos pingados, dois deles aposentados, os outros três ainda trabalhavam como gatos das centrais telefônicas. Morava pra lá do Buraco do Boi, em um cantinho cedido de favor pelo Angorá, antigo dirigente da associação de moradores; agora aparece sorrindo em companhia de um gatuno todo engravatado, distribui tostões para os jumentos desempregados, biscates para alguma franguinhas e trabalho temporário para os dromedários. Inaugurou templos para os pastores trabalharem. Fazia de tudo para obter mais votos. Nos becos e esquinas, bem-te-vis e corujas espalhavam que o gato está deste jeito por fazer muita trapaça, assim subiu rápido chegando ao telhado muito depressa. Era o pulo do gato, comentava ciscando na fila duas galinhas ao fazer hora para ir ao dentista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;A Madame Gata, agora com os pelos pintados anda de um lado para o outro, só de charrete de último tipo, conversível e ar condicionado. Na parte da manhã até as 5 horas faz compras em companhia de uma gata selvagem, uma antiga amiga de esquina. Durante a noite por volta das 18 horas assiste em companhia de um gatinho que achou na rua, a novela A Gata Comeu. Disse uma foca que esteve aqui para fofocar, que elas são amigas íntimas do Sapo e da Perereca. Nas sextas-feiras são convidadas para comer caviar no palácio, saem com os beiços lambuzados. .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Coelho um dos representantes do partido do povo animal no parlamento compareceu e comunicou ao líder genial dos povos, que acabara de espinafrar um tucano banguela, cheio de pose que fazia intrigas palacianas na comunidade dos cachorros sem dono. Não podemos permitir esta desordem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;O congresso não é a casa da mãe Joana, e não é mesmo, pois ela mora com a sua filha Joaninha, onde o vento faz a curva e esquina com o raio que o parta, sem número. Desde que Joana foi morar no Morro do Pinto, com Zangão, que está sumida. Um lugar cheio de mato, valas negras, sem água benta, e mineral. Na ultima bica que foi inaugurada pelo Coelho, apenas caia algumas gotas que não dava para encher nem uma bacia, quanto mais um tanque. Vida dura de Joana e sua filha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Coelho preocupado com a falta de água prometeu se valer do cargo para conseguir desviar litros e mais litros do Córrego Seco que passa algumas léguas de distância da estrada e que não serve para ninguém de tão poluído que está, todo coberto por uma espuma branca, além de muito mau cheiro. Lacraia assessor imediato de Coelho vai fazer o cadastramento de todos interessados em beber água. Distribuirá para seus eleitores e a comunidade, mangueiras, latas e bacias. Construiremos poços e poças que beneficiem a comunidade. A água será encanada diretamente da Lua. Não haverá necessidade de enfrentar fila para pegar água na bica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Meus eleitores pensam que é difícil de fazer estão enganados, o povo animal desta comunidade saberá reconhecer o esforço, se preciso até ligações clandestinas irei fazer. Vai jorrar água sem parar. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Daremos empregos para as lavadeiras, as libélulas militantes sindicalizadas. Diversos tatus-bolas, cobras - de- duas – cabeças, rola-bosta, lagartos serão beneficiados com a criação de um Piscinão de Lama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Com as obras que tenho feito em beneficio da comunidade, será necessária a minha reeleição, não poderemos deixar as milhares de obras inacabadas e as outras tantas que nem foram iniciadas. Contratarei tatuzões para escavarem os buracos negros desta cidade. Colocarei muito em breve luz no fim do túnel. Depois algum eleitor desavisado quer perguntar onde foi parar o dinheiro. Para estes não responderei, e sim aos meus fiéis eleitores, digo: Que não irei renunciar, salvo se alguém provar que houve desvio de verba. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Um jumento sem muito saber do que se tratava relinchava sem controle e batia os cascos sem parar. Parecia ser um solitário eleitor do Coelho, uma vez que era apenas ele, quem ouvia o coelho discursar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 102);font-size:100%;" &gt;Chichorro: Roberto Chichorro, nasceu em Lourenço Marques em Moçambique no ano de 1941. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-199674240572440343?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/199674240572440343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=199674240572440343' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/199674240572440343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/199674240572440343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/01/as-obras-do-coelho.html' title='As Obras do Coelho.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R2-yN8exM9I/AAAAAAAAAMw/6NwyvByPhQE/s72-c/chichorro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1704485299660400845</id><published>2008-01-12T08:11:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T04:08:18.554-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>Zebedeu, um cachorro vira-lata.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3kG8MexNGI/AAAAAAAAAN8/GIjIA1bKKOI/s1600-h/Ongere+-+Beautiful+Maasai+Girls.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3kG8MexNGI/AAAAAAAAAN8/GIjIA1bKKOI/s320/Ongere+-+Beautiful+Maasai+Girls.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150155280087069794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Zebedeu um cachorro vira-latas, biscateiro e morador de rua, há muito tempo que vivia com uma pulga atrás da orelha, que o deixava impaciente. Coçava aqui e ali, mas não adiantava, a danada da pulga continuava no mesmo lugar, em sua orelha esquerda, parecia que estava grudada. Zebedeu gostava de perambular pelas ruas em torno da praça onde morava, cumprimentava a todos, balançando o rabo e com um largo sorriso. Por pura implicância quando encontrava com Negro Angorá na esquina, além de mostrar os dentes, botava ele para correr. Negro Angorá muito irritado corria para cima do muro e lá miava bem alto, protestando contra a perseguição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Negro Angorá por ser um líder nato enfrentava mesmo com alguma desvantagem os desmandos de Zebedeu, se não totalmente de frente, pelo menos em cima do muro. Liberdade para os gatos! Era o aviso afixado no alto do poste. Quando Zebedeu pintava no pedaço a turma ficava em polvorosa, os gatos pingados e ao mesmo tempo os ratos, fugiam e se escondiam. Deixavam à poeira baixar e aos poucos voltavam um a um para os seus lugares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando acontecia este encontro era um tremendo bate boca, uma briga de cão e gato, que havia necessidade dos vizinhos separarem, de meterem a colher. Depois deste ligeiro entrevero, cada um tomou o rumo de casa. Negro Angorá preferiu ficar em cima do muro e Zebedeu voltou para a praça, perto de um banco e próximo da paróquia. Cumprimentou o pároco e o sineiro. Ficou um tempo pela calçada e não arrumou nada. Os humanos viviam em um misere danado sem tostões, nem patacas, estavam muitos deles na lona. Na volta conferiu o resultado do jogo no poste, de vez em quando fazia uma fezinha, perdia mais do que ganhava nas apostas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era uma vida de cão que levava, com muita pulga para lhe atazanar a vida. Comia um osso duro de roer, aliás, o seu único osso. Sempre de orelha em pé para o movimento ao redor da praça. O preço da liberdade é a eterna vigilância, assim ficava por horas e horas. De onde estava avistou Marquês um pombo muito empombado, que liderava uma tribo de rolinhas, pardais e cambaxirras nos arredores da praça. As rolinhas formavam um trio para cantar na praça e arrumar um troco. Os outros se viravam como podiam. Os seus antigos companheiros de jornadas arrumavam uns trocados. Os pardais arrecadavam mais com as multas, do que outros ganhos. Os demais membros do grupo vendiam bilhetes de loteria e mercadorias nas esquinas que conseguiam em viagens as outras terras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Marquês morava de favor na torre da igreja, desde que foi expulso do pombal foi viver na rua. Sua antiga companheira, uma pombinha branca e bem infeliz, mãe de seus filhos, achou que o momento era este, com os filhotes crescidos e o companheiro mais na rua do que em casa, decidiu que em uma primeira manifestação de rua pela paz, sairia e não voltaria mais. Voltou atrás quem teria de sair, era o Marquês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ora, Pombas! Estou cansada desta vida de abandonada a própria sorte. Voou e pensou e repensou que a vida deste modo seria realizada as duras penas. Não, não posso abandonar os filhotes, mesmo crescidos, afinal, mãe é mãe e pai na verdade existem muitos. Os filhos ficaram abandonados, a mãe que cuidasse e se virasse. Dele não veriam nenhum tostão quanto mais patacas e milhos. Morou sozinha por um bom tempo, até que conheceu em uma balada, um franguinho todo engravatado, que acabou se encantando e passaram a morar juntos em um galinheiro comunitário..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma vez Marquês ficou enrabichado por uma galinha d`angola toda vistosa que conheceu em um pagode no alto do Morro do Guariba na Estrada do Patola. Troca de olhares e de bicadas. Fizeram juras de amor. Um amor que para quem visse jurava que seria eterno. Muito apaixonado e empolgado prometeu mundos e fundos para a sua nova companheira. Se fosse preciso ele daria o céu e a terra para ela. Em pouco tempo foram morar juntos próximos da casa dos pais dela, perto do Morro Cara de Cão. Meses depois do casamento Marquês, começou a ficar encalacrado, a despesa aumentou, pois ainda tinha os filhotes do casamento anterior de sua nova companheira. Titi começou a perceber que tudo não passou de uma ilusão. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Marques seu novo companheiro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não tinha nem onde cair morto. Sem o leite e o milho dos filhotes as brigas e discussões por qualquer coisa, aumentavam tornando a vida do casal insuportável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia, na ocasião do primeiro encontro, contou uma vez para Zebedeu enquanto bebericava no Bar da Tia Coruja; durante a noite uma noite escura como breu, em que chovia muito houve um tremendo tiroteio entre duas facções rivais, pipocavam milhos e balas para tudo que era direção, que acabou atingindo uma cabritinha que tentava subir o morro, ao ir para casa. A maior confusão, havia quebrado as luminárias dos postes e o morro estava sem luz, inclusive no fim do túnel que ligava o morro ao esconderijo dos tatus e fuinhas, soldados de Teteu e Cascudo que nas horas vagam tocavam na bateria da escola de samba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na manhã seguinte a imprensa noticiara com maior destaque, em matéria assinada pelo temido repórter Leão Marinho que o grupo de Tetéu e Cascudo dispararam diversas balas e bombons contra o bando de invasores liderados por Pitu e Cabra Cega. O grupo de Tetéu reagiu de modo violento, atirando inicialmente contra o lugar que estava rolando a festa. Latidos de um grupo de cães policiais foram ouvidos. Ficaram assustados! No entanto, o tiroteio foi intensificado. Foi uma noite de terror. Morcegos desesperados não sabiam para que lado voar, estavam totalmente perdidos. Pelo rádio da polícia foi pedido auxilio de joaninhas. Formiguinhas subindo pelas paredes davam o sinal que a coisa ali estava ficando preta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Zebedeu continuava na praça e com a corda no pescoço, ganhava muito pouco. Sempre de butucas ligadas, começou a estranhar a presença de mais e mais estranhos querendo morar e trabalhar na praça. Conheceu por acasoTizu, um papagaio aposentado que vivia de pires na mão, sem lugar para morar, passava o dia inteiro taramelando: Me dá um vintém, Me dá um vintém, Me dá um vintém. Um porco que acabara de chegar, começou a ficar irritado com o papagaio. Queria a qualquer custo, expulsar o papagaio do banco da praça. Tizu não ligava, continuava pedindo, pois achava que a praça era de todos os animais. Zebedeu de longe, para não perder o hábito começou a latir, se não foi para espantar as pulgas, foi de boas vindas para os novos amigos pedintes. A praça em pouco tempo estava apinhada de animais e humanos. Salve-se quem puder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.africancontemporary.com/Elisha%20Ongere-pt.htm"&gt;Elisha Ongere&lt;/a&gt;: Pintor nascido no Quênia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1704485299660400845?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1704485299660400845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1704485299660400845' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1704485299660400845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1704485299660400845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/01/zebedeu-um-cachorro-vira-lata.html' title='Zebedeu, um cachorro vira-lata.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3kG8MexNGI/AAAAAAAAAN8/GIjIA1bKKOI/s72-c/Ongere+-+Beautiful+Maasai+Girls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2161791358423239069</id><published>2008-01-06T02:49:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T04:29:21.046-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cronicas Cruzmaltinas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>A  Possível Volta de Edmundo: Um Craque Vascaíno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R4CyycexNII/AAAAAAAAAOM/Ky59p9ee72o/s1600-h/vasco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R4CyycexNII/AAAAAAAAAOM/Ky59p9ee72o/s320/vasco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152314553420297346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pela manhã ao fazer minha costumeira viagem pela internet, passei por um site que faz parte de minha rotina de leitura, como é o caso desta boa &lt;a href="http://www.supervasco.com/"&gt;página&lt;/a&gt; sobre as noticias de meu clube. É verdadeiramente uma fonte de referencias para internautas vascaínos, que podem como eu, fazer comentários ou manifestar sua opinião de maneira democrática a respeito das noticias que envolve o nosso clube. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Detectei após a leitura em um dos tópicos de discussão que se intitula “Vascaínos dão conselhos maldosos”, publicada em 04 de janeiro, com declarações com incitamentos por parte de alguns torcedores vascaínos  para que o zagueiro Eduardo em um possível embate com o jogador Leandro Amaral, entre com vontade e de forma violenta, alguns mais exaltados, sugerem quebrar a perna, ou mesmo enfiar a porrada pelo simples fato de ter vacilado com o clube e a torcida, se desligando do Vasco para jogar no Fluminense. Sentem-se vingados da traição que carimbam ao jogador pura e simplesmente, com uma punição exemplar. Deixo claro que observei outros vascaínos alertando que a forma violenta indicada para abordagem de Eduardo, não ser a ideal e não é mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não pretendo voltar ao assunto Leandro Amaral, mas acrescento, tampouco, vejo nele o único culpado por ter chegado a esta situação. Nesta partição de responsabilidades, atribuo o maior crédito ao maior dirigente de todos os tempos, quiçá do mundo, o que mais entende de Vasco. Sua conduta historicamente nunca foi de entrar em sintonia com as aspirações da torcida, sempre prevaleceu sua vontade e seu discurso truculento como forma de diálogo. O tratamento dispensado ao jogador deve ter sido tão bom que ele por descuido chegou ao ponto de não citar nominalmente o Vasco em suas entrevistas, prefere ignorar, para mim demonstra uma situação de mágoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesta nova fase do Vasco, onde o aliado principal do dirigente alçou a condição de jogador-técnico me deixou preocupado. Sua atuação em principio é uma incógnita como “professor”, há por parte de Romário restrições quanto a sua prática e condução no exercício de técnico, mas que assim seja. Torço como vascaino para que obtenha sucesso. O que me deixa encafifado, é a situação do jogador Edmundo em um possível retorno ao clube que o projetou e que tem por ele fortes vínculos afetivos. Pelo recente noticiário as chances de retorno parecem rondar São Januário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Importante registrar que Romário, nosso atual técnico-jogador ou jogador e técnico, nem sei direito, apontou na direção do elenco para qualificar como o pior dentre os quatros clubes; indo na contramão da elite dirigente do clube, não sei se ficaram chateados com esta declaração, embora, ele pelo status que possui na Colina, tenha feito algumas indicações e nem deixaria de passar pelo seu crivo a escolha do elenco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que para nós vascaínos seria um presentão e uma compensação pelos altos e baixos da campanha do clube nestes últimos anos, o retorno do nosso grande craque. Sei que alguns dos nossos amigos vascaínos fazem restrições ao jogador Edmundo, imputando a idade como fator de dificuldades para o empenho de jogador nas quatro linhas do campo. Mas o nosso craque exerce uma vibração própria de quem corre pelas artérias o sangue cruzmaltino, almeja encerrar a carreira no clube que o projetou e com todo direito de assim fazer; diferente para mim, como por exemplo a imagem que tenho  do atual técnico que exerce a maior identificação com o dirigente,  em vez das cores gloriosas do clube, além de preferir se manifestar de modo aparentemente silencioso ao torcer para outro clube, que evita a todo custo declarar. Entendo até ser um direito dele ou de qualquer outro. Hoje também compreendo que a opção por um clube faz parte de algum jeito como parte integrante da identidade de alguém para algumas situações. Com este critério, faço sempre uma opção por Edmundo que sempre levou ao mundo a sua predileção clubística.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se aceitar a proposta do Vasco pelo que passou e pelo tratamento dispensado na convivência com o maior dirigente sem similar na história do clube, aflora nele um ser totalmente Vascaíno, e merece de imediato pensar em esculpir uma estátua como um dos maiores vascaínos a transitar por São Januário. Está indo como posso dizer para o sacrifício, ao abrir mão de alguns dos seus direitos para retornar a sua pátria. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não acho que a sua contratação lhe dará a condição messiânica de nos levar as grandes conquistas e ser salvação para todos os problemas. Mas sou um dos seus admiradores, gosto muito das respostas inteligentes e irônicas que oferece a imprensa, que de alguma forma não admite que jogador seja um ser pensante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aliás, por problemas, identifiquei um como preocupante, em uma partida amistosa no final do ano, entre o time dos dois atletas, a postura sisuda de Romário, de ficar na dele, de não conceder nenhuma palavra sobre Edmundo. Imagino que Romário desenhou com algumas pinceladas o ambiente de recepção que terá na Colina, pois nem um simples cumprimento foram capazes de esboçar. No entanto, no dia seguinte em entrevista, desculpe a intimidade - o "Professor Baixola" - identificação de Washington Rodrigues ao jogador Romário, foi aclarado para a imprensa com maior nitidez, para anunciar que Edmundo teria  recebido o sinal verde de sua parte para ser contratado. Deste modo, poderia vislumbrar que a convivência dos dois dentro do mesmo espaço e em curto ou longo prazo, produzirá polêmicas e desavenças. Acho que o jogador e craque Edmundo teria de pagar todas as penitências, e em dobro para alcançar um equilíbrio se porventura, vier a ser sacado de algum jogo pelo “professor”, ou perder um penalti, e sair sem reclamar. Edmundo pode voltar para  um espaço que sempre foi bem acolhido pela imensa torcida vascaína, mas onde um dia declarou existir uma relação bem definida entre  os papéis de rei e de príncipe, que representam na Corte de alguma forma o poder;  para logo em seguida nomeá-los ao ser entrevistado, mas coube ao antigo parceiro Romário  o entendimento do cenário com a espirituosa frase:"  é isso aí agora a corte está toda feliz...O Rei, o Príncipe e o Bobo!"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste momento Romário poderá delinear claramente o território de poder, mesmo porque a condição de técnico lhe confere este mando. A ultima palavra é sempre a dele. Em qualquer situação o discurso do poder está em Romário e no seu aliado. Vamos aguardar nada melhor do que dar tempo ao tempo para o desenvolvimento do amadurecimento desta relação, se por acaso, se concretizarem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2161791358423239069?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2161791358423239069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2161791358423239069' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2161791358423239069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2161791358423239069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/01/possvel-volta-de-edmundo-um-craque.html' title='A  Possível Volta de Edmundo: Um Craque Vascaíno'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R4CyycexNII/AAAAAAAAAOM/Ky59p9ee72o/s72-c/vasco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4036059169962098285</id><published>2008-01-02T09:29:00.000-08:00</published><updated>2008-01-02T04:03:12.849-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Dia de Folga de Batoré, o Jacaré</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3kK3cexNHI/AAAAAAAAAOE/g-Nlvi7WhWo/s1600-h/72.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3kK3cexNHI/AAAAAAAAAOE/g-Nlvi7WhWo/s320/72.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150159596529202290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Batoré, o Jacaré, aproveitou o fim de semana que estava de folga do batente para visitar os amigos que moram à beira da Lagoa das Garças. Quase não aproveitava o dia de folga, há muito tempo não desfrutava os momentos de lazer, pois sempre a sua companheira arrumava uns servicinhos para fazer em casa, mudar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ou remendar uma cerca, varrer o quintal, pegar na enxada ou trocar uma lâmpada. No entanto jogar conversa fora, era mesmo o que mais gostava. Levava papos e mais papos, no final do dia, de tanto conversar ficava de papo amarelo de tão cansado. Dormia pregado na rede, com os olhos abertos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Dos numerosos filhotes – havia no momento cinco, dois machos e três fêmeas que ficavam sob os cuidados de Bela, a sua última companheira – que bagunçavam a casa, espalhando brinquedos, moluscos e farelos. O dia inteiro varrendo e educando os filhotes. Um trabalho dobrado. Pior que nenhum deles, obedecia. É falar por um ouvido e sair pelo outro. Pingo o mais levado, adorava mergulhar no rio cheio de piranhas, nadar de costas e surfar. Depois ia tomar banho de sol. Mindinho o mais novo engatinhava mexendo em tudo de sua casa e das casas dos vizinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Batoré neste dia levantou cedo, mal clareou o dia arrumou o farnel em uma marmita, a prancha, colocou os óculos escuros. Morava no distante lugarejo de Caminhos do Brejal. Há dez quadras dali, morava o amigo Coatá, antigo sindicalista, habitante de um tronco abandonado à beira da Estrada do Patola. Haviam combinado, se a folga coincidisse, os dois reencontrariam com os antigos companheiros de aventura e de labuta. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Chegou então este dia. Coatá estava muito ligado e entusiasmado com esta folga. Levantou muito cedo, pegou o radinho de pilha, pencas de banana e óleo de bronzear, colocou tudo dentro de uma mochila. Deu beijos na macaca sua mãe e nos filhos, bateu a porta, estava em cima da hora. Batoré e Coatá marcaram um encontro no boteco do Javali, na verdade uma birosca bem na curva da estrada da Cascavel, dali depois de dar uns goles em uma birita, partiram cantando rumo ao ponto final da carroça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A carroça passava de 40 em 40 minutos, quando aparecia no ponto, era uma enorme confusão, muitos queriam furar a fila que estava do tamanho de um bonde. Uma pisada de elefante tirou do sério uma tanajura, que no momento estava aos beijos e abraços com o coelho. O coelho pegou a cartola no bolso viu que a coisa poderia pintar alguma sujeira, aproveitou um momento de distração que a tanajura chorava de dor, sumiu. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Que aos gritos de dor e de xingamento recheadas de impropérios eram dirigidas ao enorme e obeso paquiderme. Do alto olhou com desdém. Fechou uma tromba. - Vai te catar! Vá procurar a sua turma! Vá ver se estou lá na esquina. O elefante muito suado, continuou na fila, desta vez, trombando com um veadinho que aguardava o momento de subir na carroça. O veadinho irritado com aquela situação chamou aos gritos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pelo vigilante Lobo, para colocar ordem na fila. - Olha aí amizade! Uivou o Lobo bem alto. Vê se manera! Entra logo na fila. Largou maior bronca para cima de uma mosca, que zumbia enlouquecida na fila. Não bagunça o coreto, se bobear meto logo o cacete. Vou apelar para a ingnorança! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mandou logo aos empurrões um furão para o final da fila. Enfiou a mão em uma cobra que ficava se enroscando na fila, sem andar. Tudo nos conformes só então foi liberada a carroça completamente lotada para seguir viagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;As reclamações eram muitas, havia algumas vezes, superlotação. O carroceiro não era o mesmo, desta vez veio uma besta. Por ser nova no oficio não sabia direito o trajeto. Em vez de seguir o trajeto habitual, achou que ao entrar pelo atalho, chegaria mais rápido, estava muito atrasada, mas deu com os burros n´água, foi dar em um beco sem saída. Algum espírito de porco trocou as setas que sinalizava os lugares. Assim que adentrou a comunidade, bandos de ratos saíram do porão e pularam dentro da carroça tomando tudo de todos; levaram pranchas, rádios, tudo que estava no interior da carroça. A tanajura abriu o maior berreiro, desta vez, levaram os anéis que um besouro, seu último namorado deu de presente. O veadinho que estava cochilando em um canto da carroça, foi encostado um trabuco perto do seu coração e teve de entregar tudo que iria levar para a praia. Arruinado começou também a chorar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O líder do bando tomou as jóias de uma coroa sentada em um banco lateral, da mosca levaram os doces que trazia escondido no fundo da bolsa. De duas mariposas levaram os últimos trocados conseguidos com muito suor e sacrifício em seu trabalho noturno. São ratos escrotos, um deles teve a cara de pau de passar a mão em minhas asas. Vai ter volta, comentou entre elas, assim que eu encontrar com o amigo da onça, vou mandar o recado para Raposão. Vamos acertar as contas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Surrupiaram a bolsa da besta, com o movimento do dia, cheia de patacas e tostões. Três ratos menores que viviam nos esgotos, tiraram o couro e a marmita de Batoré; de Coatá carregaram a mochila. Dos dois restou apenas a amizade para voltarem para casa. O maior mico que relaxava sentado ao chão, na maior lona ao lado de uma bela perua, carregou a roupa de circo e da perua uma coleção de perucas, de pinga e uma caixa de costuras. Depois que fizeram a grande limpa, se mandaram. Dom Ratón o líder da facção dos Amigos dos Amigos do Mouse da Zona Leste da Baixada, percebeu a presença da puliçada e deu no pé, avisando aos demais companheiros. Um gato e dois porcos malocados à distância davam cobertura para o grupo de ratos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Todos foram parar na delegacia para prestar queixa. Doutor Big Queixada delegado titular da Delegacia de Achados e Perdidos não queria uma muvuca em seu ambiente de trabalho, mandou logo as favas aquela turma, vão se queixar para o bispo; bateu com a porta na cara do abelhudo que acabara de entrar, que muito zangado queria prestar queixas sobre a sua mulher, dona Abelha que levou os filhos e sumiu da colméia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.perve.org.pt/Galeria/images/compras/shikhani/72.jpg"&gt;Shikhani &lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.perve.org.pt/Galeria/images/compras/shikhani/72.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4036059169962098285?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4036059169962098285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4036059169962098285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4036059169962098285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4036059169962098285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2008/01/o-dia-de-folga-de-bator-o-jacar.html' title='O Dia de Folga de Batoré, o Jacaré'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R3kK3cexNHI/AAAAAAAAAOE/g-Nlvi7WhWo/s72-c/72.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1003689336364173099</id><published>2007-12-20T10:05:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T00:57:01.379-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Time do Sapo                Ficção Animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R2pbCcexM3I/AAAAAAAAAMA/yvSAIsk5ICg/s1600-h/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R2pbCcexM3I/AAAAAAAAAMA/yvSAIsk5ICg/s320/sapos-del-ecuador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146025621787325298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pelos tortuosos labirintos do Palácio, vinha o Sapo suando em bicas e abraçado com Ararajuba, um ex-sindicalista, técnico de pelada nas horas vagas e recém nomeado como conselheiro para assuntos genéricos e palpitantes do Palácio. Ar circunspeto, o Sapo não dava bola pra ninguém, ouvia ao pé do ouvido atento às confidências do velho camarada. Com a barba por fazer, de muletas por causa de uma pisada na bola no final do primeiro tempo, levou um tombo, por pouco não quebra a perna. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Foi uma partida muito disputada que rolou com muita garra na Granja Ovo Torto, teve no desenrolar do jogo até um cavalo que deu uma entrada mais forte, derrubando o Sapo. Pangaré apenas recebeu cartão amarelo. O Burro soprador de apito em entrevista tumultuada concedida a Radio Papagaio considerou uma das melhores atuações que participou neste campeonato, graças também a prestimosa ajuda de Asno Louro, bandeirinha que o acompanha por mais de uma década. Houve de tudo na partida, inclusive expulsão de lado a lado. A conversa era interrompida a todo instante para reclamar da derrota e das dores que sentia na cabeça e na perna esquerda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O adversário, o vitorioso time do Currupaco Papaco, da comunidade de Cinta Encarnada situada na periferia do palácio, famosa na criação de tamancos, desta vez entrou para vencer e pelo placar de três a um, com dois gols de Espoleta, um dos gols marcado do meio da rua o goleiro comeu um frango; o segundo após uma cobrança de falta, a bola resvalou no lateral Cabeça Chata, sobrou para Espoleta que emendou de voleio; o terceiro gol do atacante Baixola foi de bicicleta &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;depois de seguidas pedaladas no adversário, passou a redonda para Bozó Diamante, que em seguida devolveu para ele no alto, matou no peito e com categoria mandou para o fundo da rede. &lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;O veterano time do palácio todos considerados como peixinhos estavam inconformados pela derrota. No vestiário foram ouvidas palavras e palavrões. Pelo time do Palácio o gol foi marcado pelo zagueiro Besta Quadrada em posição duvidosa, segundo Gaguinho que proibido de entrar no estádio transmitia a peleja de cima de um telhado, apontou repetidas vezes gritando que o zagueiro estava mergulhado na banheira. Irado um jacaré de papo amarelo jogou um radinho de pilha em uma avestruz que em cima do lance gritava o nome do artilheiro Espoleta. Por pouco não arruma um quiprocó. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O publico da geral, predominante de torcedores do time da casa revoltados atiraram garrafas e bolinhas de papel no Burro que arbitrava a partida. No encerramento do jogo uma estrondosa vaia foi ouvida à distância. Um bando de ferozes policiais desconfiados que no meio da galera encontrassem diversos tucanos infiltrados na torcida, foram averiguar, farejando quem estivesse na arquibancada e na geral. Geraldinos e arquibaldos puseram a enfrentar a violência canina, com mordidas e pedradas. &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Ao descer para o vestiário duas hienas soltaram&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cobras e lagartos contra o técnico reclamaram que não tiveram oportunidade de mostrar as habilidades, se estivessem em campo, o resultado da partida seria outro.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Um macaco de macaquice sentado em um caixote levou os primeiros catiripapos assim que escorregou na banana e foi pisar logo no pé do Cotó, chefe da segurança. Saiu dali para ver o sol quadrado. Fumaça e Trovão, os lideres rebeldes das torcidas durante o jogo trocavam socos e pontapés, com a aproximação dos policiais, botaram sebo nas canelas e fugiram. Um língua de tamanduá entregou os dois, policiais armados foram ao seu encalço. Presos pela gola, acabaram sendo encanados no primeiro distrito da comunidade.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;O Sapo dono da bola e do time desta vez custou a entender como um elenco de estrelas escolhido a dedo por ele, apenas composto por craques pernas de paus não conseguiu vencer o adversário, o ultimo colocado da Liga. O Sapo chamou apenas os amigos íntimos; mas sentiu muito, comentou com Maritaca, o famoso porta-voz do Palácio. Sapo Barbudo confidenciou ao amigo que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;foi &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com muito pesar barrar uma das lideranças femininas, uma das mais atuantes do movimento sindical, apesar de estar batendo um bolão. Contrariada a sereia teve de assistir de camarote, ao lado da primeira-dama, que assim que viu foi reclamar com o segurança, pois desconfiava que ela não passasse de uma penetra ou que tinha acabado de dar uma carteirada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O que rolava no gramado do Palácio era de arrepiar. Um camundongo massagista insinuou que o velho Malaquias rondava o gramado, oferecendo uma mala preta repleta de patacas e tostões. Cotó ouviu a conversa atrás da porta e foi a seu encalço. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enquanto no vestiário do time visitante sapos cartolas reunidos coaxavam e contavam a grana arrecadada. O Sapo Gordo andava ávido por uns trocados, o clube andava na maior pindaíba, sem patrocínio, com isto teve uma brilhante idéia. O Sapo Gordo olhou para um lado e para o outro, viu que ninguém olhava, aproveitou, meteu a mão no primeiro bolo de patacas que viu, distribui a maior parte em todos os bolsos da bermuda, deixou alguns poucos trocados para o girino, um terço do terço foi repartido com dois membros do conselho consultivo do clube que são os seus auxiliares para assuntos jurídicos. Com a vitória sua cabeça e os auxiliares imediatos tiveram as geniais idéias de jerico, acharam por bem desfazer de um dos craques do time, nem que tivesse de desagradar a torcida. Aí daquele que reclamar! Esbravejou o dirigente em alto e bom som, dizendo proibir de freqüentar o clube, expulsarei qualquer um, darei um inesquecível chute no traseiro.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;O time adversário quase não vencia, com esta sina, acabava no final das partidas nem eram entrevistados, a imprensa ignorava solenemente, mas desta vez o técnico Lambari ia dar uma coletiva para  Bola Murcha, durante a entrevista bombástica à Cacatua, o repórter tagarela conseguiu saber que os salários do clube estavam atrasados por mais de dois meses. Sapo Gordo partiu pra cima do repórter querendo saber quem deu com a língua nos dentes, contrariado, determinou que a partir de agora nenhum jogador dará entrevista ou falará qualquer coisa, mesmo que seja apenas bobagens cabeludas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Com o estádio do Palácio fechado, a maioria dos assessores foram embora, o publico que assistia pulou fora e o Sapo Barbudo, deprimido com a derrota foi fazer uma sauna para relaxar, mais tarde programara um pagode na casa da Vovó Bibi, uma lagartixa, uma ex-comunista que virou proprietária de casas de shows, na Vila dos Tostões ao lado de uma casinha de sapê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Imagem do &lt;a href="http://www.terraecuador.net/revista%2033/sapos-del-ecuador.jpg"&gt;Sapo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1003689336364173099?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1003689336364173099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1003689336364173099' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1003689336364173099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1003689336364173099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/12/o-time-do-sapo-fico-animal.html' title='O Time do Sapo                Ficção Animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R2pbCcexM3I/AAAAAAAAAMA/yvSAIsk5ICg/s72-c/sapos-del-ecuador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-5144696969561787926</id><published>2007-12-08T07:07:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T02:04:30.412-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>Hoje tem espetáculo: Vai começar a brincadeira. Ficção Animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1pol1MIFfI/AAAAAAAAALw/ZNIsk89Mu6s/s1600-h/circo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1pol1MIFfI/AAAAAAAAALw/ZNIsk89Mu6s/s320/circo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141536923739231730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dr. Coelho espalhava que fazia tudo e sempre em prol da comunidade do Rato Malhado tinha um carinho especial por estes moradores da periferia. Certo dia, Coelho pulou da cama bem cedo, beijou muito entusiasmado sua Coelhinha na testa, deu uns beliscões em uma das partes do corpo de sua companheira e saiu plantando bananeiras. Como exercício mental e matinal desviou das cercas e grades instaladas em sua toca; cumprimentou com um chute um cachorro doido que tocava viola encostado a um poste, espantou um morcego assobiando bem alto. Correu atrás de uma velha galinha, achando que ela ainda dava um bom caldo. Chutou baldes e canecas que estavam espalhados em seu caminho, pulou com maestria um despacho, posto na esquina e seguiu célere dando sonoras gargalhadas e socos no ar para alegria dos passantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Além da cenoura, comeu muito capim, quando voltou da corrida em volta de si, olhando apenas para o espelho. Treze minutos depois, começou a malhar no ferro e no velocípede. Ingeriu vitaminas e folhas. Alongou as pernas e as orelhas. Como hábito do oficio adquiriu uma mania de cumprimentar todo mundo, este vicio surgiu durante a campanha política que fazia ao disputar o cargo de prefeito. Outro vicio criado em sua trajetória como candidato era ao avistar qualquer filhote, tinha a qualquer custo pegar no colo e tirar fotos para a posteridade. Depois de eleito nem lembrava dos eleitores nem de tais gestos de afago. No entanto, não esquecia, aparecia sempre nos veículos de comunicação, para preservar a sua imagem de um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;bom&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;prefeito; empolgado mandou imprimir várias fotos coloridas em 3x4, ao lado de um papagaio de pirata e enviou para as rádios mostrarem aos seus ouvintes. Fotos autografadas e com os dizeres: Um coelho louco pela comunidade e sempre ao lado dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Assim foi levando na conversa vários animais. Para obter votos fazia o possível e o impossível. Até nadar de costas em um rio cheio de jacarés e piranhas. Dr. Coelho de posse de uma prancha se exibia, fazendo estripulias, conseguiu sem muito esforço uma enxurrada de votos e foi eleito. Era comum ouvir declarações de votos: Tô com o Coelho e não abro! Coelho lá e eu aqui! Uma borboletinha, muito bonitinha, toda arrumadinha cantarolava para alegria de sua mãe e da multidão ensandecida: ”Coelhinho, se eu fosse como tu, tirava a mão do bolso e enfiava a mão no... “ &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um grupo de animais endinheirados, filhotes dos proprietários das melhores e maiores estrebarias, inventaram uma brincadeira muito divertida, que consistia em acertar a cabeça oca do prefeito com ovos podres, toda vez que passeava pelo calçadão; aquele que acertava era considerado por muitos da tribo como um verdadeiro craque. Dois exímios jumentos foram os ganhadores da competição, cada um deles acertou com cinqüenta ovos a orelha e a cabeça oca do prefeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Assim que chegou por volta das dez horas em seu gabinete, bastante cansado, aproveitou para descansar e ficar olhando para o teto. Só então começou a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;enrolar o mais que pode os fios de ovos e de arames espalhados em sua mesa; jogou os diversos papéis na caçamba, montou um castelo de cartas, só então percebeu que uma bala dulcora espatifou na vidraça de seu gabinete. Gritou pelo segurança, que não respondia, estava ausente; uma zebra que passava na hora, lembrou que o doberman, funcionário exemplar entrara de férias e a secretária abelhuda estava providenciando um substituto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Deu bom dia ao cavalo, que foi indicado para substituir o doberman. Consultou sua agenda e passou a convocar o seu secretariado para uma reunião em seu gabinete com seus auxiliares diretos e indiretos, dentre eles uma anta, dois camundongos, uma coelhinha assistente em assuntos genéricos, um papagaio, duas capivaras, cinco arapongas e um porco. Pensaram e repensaram em fazer uma homenagem aos torcedores fanáticos da comunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Dois dias depois sob a calada da noite e de modo sigiloso, resolveram elaborar um minucioso plano e fazer uma surpresa aos torcedores abutres, anunciando sem mais nem menos, que doravante, esta fiel torcida de abutres, será tombada como bem cultural da Terra de Santa Cruz da Bicholândia. O esperto Coelho Cri Cri, ao lado do urubu malandro, convocou a imprensa para uma coletiva. Com os holofotes acessos, com as atenções voltadas para ele, aproveitou o momento, entrou no picadeiro, subiu em um engradado de cervejas e iniciou o seu discurso oficial embaixo de uma lona remendada: Senhoras e Senhores! Respeitável Público! Vamos dar inicio a mais um grandioso espetáculo do crescimento da comunidade. Nossa administração municipal tem muito a ver com o circo. É inegável nossa semelhança. O que seria de nós se não houvesse palhaçadas. Somos palhaços das perdidas ilusões. Pisamos neste chão de estrelas, em que a estrela maior, sem dúvida são vocês, meus queridos eleitores. A partir de hoje daremos pão e circo. Pérolas aos porcos e milhos para os galináceos. Os animais que quiserem poderão viver na corda bamba. Quero ver o circo pegar fogo, gritou um gambá prá lá de bêbado interrompendo o evento. A guarda municipal pegou o gambá pelo cangote, deu duas pancadas no lombo, uma rasteira e pôs para correr com o bicho para fora do recinto. O espetáculo mal tinha iniciado e apareceu logo um gambá para fazer graça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  * Imagem extraída deste interessante &lt;a href="http://saladamaejoana.files.wordpress.com/2007/09/circo.jpg"&gt;blog&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://saladamaejoana.wordpress.com"&gt;Sala da Mãe Joana&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-5144696969561787926?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/5144696969561787926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=5144696969561787926' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5144696969561787926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/5144696969561787926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/12/hoje-tem-espetculo-vai-comear.html' title='Hoje tem espetáculo: Vai começar a brincadeira. Ficção Animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1pol1MIFfI/AAAAAAAAALw/ZNIsk89Mu6s/s72-c/circo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-560647130754579032</id><published>2007-12-06T01:56:00.001-08:00</published><updated>2007-12-06T02:48:36.758-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poluição Sonora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><title type='text'>Durma com um barulho destes.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1fHh1MIFcI/AAAAAAAAALY/VwTrWzCIc-o/s1600-h/pintura_chagal_mario_+Cesariny.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140796883694261698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1fHh1MIFcI/AAAAAAAAALY/VwTrWzCIc-o/s320/pintura_chagal_mario_+Cesariny.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O barulho que sinto aqui em casa parece ser infernal, muito irritante dada propagação de sons das mais variadas emissões e distâncias. Tenho impressão que vivo cercado de sons por todos os lados em qualquer hora e dia da semana. Latidos e buzinas são alguns dos participantes ativos desta louca orquestração. No meio deste caos, o canto de um pássaro se faz presente. Um sabiá, um Bem-Te-Vi ou mesmo o chiado de um pardal, é um alivio temporário para os nossos ouvidos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os sons invasivos, ruídos que ficam incorporados ao meu dia a dia, elevando minha irritação. Vivemos no gozo de uma alta poluição sonora. Há um permanente barulho de obras nos condomínios e como fazem obras. O agradável som das britadeiras está presente em meu cotidiano. Alguém pode gritar para mim e dizer que isto é o som do progresso das cidades, dos bairros, das ruas. Com desordem e barulho vamos progredindo e modificando a paisagem urbana. A cidade está em movimento e o barulho é a prova contundente de que há transformação do cenário urbano. Aos poucos não sei se vamos habituando com os barulhos que são incorporados nos espaços da cidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Uma das que colabora seriamente para este estado de coisas é o barulho que faz a vizinha do andar superior, ao andar, ao descer as escadas, arrastar móveis em qualquer horário do dia, latidos de seu cachorro, portas batendo, tudo que faça barulho de modo estridente, como a limpeza de louças e talheres ou mesmo as batidas dadas nas carnes no preparo de sua comida, ela sabe fazer e faz bem alto. Para atender ao telefone sempre corre de um lugar a outro, mas outro dia, gerou uma dúvida em mim, se ela trotava ou corria como ela não pertence ao mundo dos animais, fiquei convencido de que ela realmente corria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Copacabana é um bairro por excelência muito barulhento, seja na rua, nos bares ou nas residências. Na parte da noite, durante a coleta de lixo, é o momento de se configurar a impaciência, a intolerância com a obstrução temporária da rua pelo caminhão quando é abastecido dos lixos residenciais. Há dias em que as buzinas e os xingamentos são as armas preferidas para serem lançadas contra os trabalhadores da limpeza urbana. É bom registrar que o barulho produzido pelo caminhão ao processar o lixo, é de endoidecer, parece que a manutenção é precária, daí os ruídos. Estes motoristas só pensam neles, não se importam se há moradores em suas casas ou pessoas transitando pelas ruas, querem é buzinar de modo insistente para demonstrar o quanto são importantes e estão sendo incomodados pelo caminhão da limpeza. Não suportam a presença grupo de trabalhadores, ainda mais estão em seus ofícios hierarquizados socialmente de modo depreciativo. Não reconhecem a importância da coleta de lixo. Muitos motoristas impacientes exteriorizam verbalmente este distanciamento social.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;São tão boçais estes motoristas em seus carros que demonstram verdadeiramente uma violência contra o que está atrapalhando a passagem destes educados motoristas. São incapazes de perceber a necessidade da coleta de lixo e o melhor horário teria de ser noturno; quando havia recolhimento do lixo na parte da manhã ou tarde era o mesmo tipo de resposta, buzinas e xingamentos. Alguns mais exaltados partem para cima dos trabalhadores, desafiando-os.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em alguns lugares do bairro podemos escutar barulhos de intensos tiroteios nos morros da cidade, ou melhor, como preferem atualmente chamar de modo eufônico de comunidades. Trocas de tiros regem um dos sons da cidade. Pior que atinge uma platéia que não está disposta a participar destes eventos belicosos. Somos alvos preferenciais das balas perdidas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tudo contribui para o nosso ensurdecimento, o barulho do transito caótico, as eternas obras destas concessionárias, o apito do guarda, nem sei quantos decibéis são produzidos e permitidos. Mesmo se eu soubesse de nada adiantaria o barulho não ia deixar de existir pelo simples fato de ter ciência dele. Um dos sérios contribuintes para perturbar o sono, é o zumbido dos pernilongos e outros insetos. Sinais de garagem são incomodativos. Já tive cachorro e sei que incomoda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um dos sons que ouço com prazer quer dizer o barulho é da alegria contagiante que fazem meus netos, é nitroglicerina pura de felicidade. Ricardo tem se mostrado mais vibrante, grita com mais estardalhaço do que o irmão, quando aparecem em nossa casa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na minha rua aparecem estranhas figuras transitando pelas calçadas, um deles é um que está convencido de que é um cantor e abre o bico bem alto, cantando música de cantores populares. Seu maior hit é a música de Leonardo “Pense em mim”. Esta exibição acontece pelas manhãs.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Enfim, durma-se com um barulho destes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;* Imagem: &lt;a href="http://www.avpb.olga.kapatti.nom.br/images_literatura/pintura_chagal_mario_%20Cesariny.jpg"&gt;Mário Cesariny&lt;/a&gt; - Pintor e Poeta, considerado por muitos como o maior representante do surrealismo português. Nasceu em Lisboa em 9 de agosto de 1923 e faleceu em Lisboa em 26 de novembro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-560647130754579032?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/560647130754579032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=560647130754579032' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/560647130754579032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/560647130754579032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/12/durma-com-um-barulho-destes.html' title='Durma com um barulho destes.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1fHh1MIFcI/AAAAAAAAALY/VwTrWzCIc-o/s72-c/pintura_chagal_mario_+Cesariny.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4502386252157636180</id><published>2007-12-05T08:01:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T01:11:59.430-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>A Galinha Dondoca e sua amiga Zuzu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1Z2E4YNC1I/AAAAAAAAALQ/hCWAOyNPU5o/s1600-h/Os+animais+29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1Z2E4YNC1I/AAAAAAAAALQ/hCWAOyNPU5o/s320/Os+animais+29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140425850915457874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A galinha Dondoca vestida sempre de branco, estava tomando conta de um dos filhos de sua amiga de longa data, que teve de sair de madrugada com urgência em busca de emprego. Estava ficando difícil para a sua amiga, ainda mais que tinha separado recentemente. Seu companheiro abandonou o lar, a merreca que conseguia, era lavando as charretes, depois levava para gastar no bar da Tia Coruja. Todo dia chegava bêbado e cada vez mais quando se aproximava o final do mês piorava em muito a vida dentro de casa, com uma briga atrás da outra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Uma noite de lua cheia, chegou tarde, espoletado, mais bêbado do que seu amigo gambá, que acabara de deixar o velho amigo na porta de casa. Dudu mal conseguia acender a luz, tropeçou em um brinquedo e por pouco não caiu. Com raiva achou que a culpa era de Zuzu que não cuidava da casa, deixava tudo espalhado. Deu um chute na porta trancada, pegou uma peixeira que estava escondida e foi em direção da companheira e dos filhotes, foi uma confusão total, penas para todos os lados; chegaram os vizinhos acompanhados por dois pastores policiais e um sargento cavalo, que estavam de plantão nas cabines, que por sorte patrulhavam o local. Solícitos partiram correndo atrás do velho peru, conhecido biscateiro da comunidade do Rato Malhado, vizinha do Buraco do Boi de um lado e do outro com o Morro do Pinto e o Caminho da Lacraia. Passou uns dias em cana, assim que saiu, ninguém sabe, ninguém viu. Um mês depois aparece em casa todo serelepe, como se nada tivesse acontecido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Assim deste jeito o amor foi acabando, as crias crescendo e a distância entre eles aumentando. Não se cumprimentavam mais, os pintos quando o viam chegar; assustados corriam para debaixo das caixas de papelão. De manhã para não ver Zuzu, ele cismava de olhar para o chão, ignorando a presença de sua companheira, a galinha Zuzu. A vida naquele galinheiro estava chegando ao fim, cada um para o seu lado. Um belo dia saiu para comprar cigarros e não voltou mais. Deixou os filhotes e despesas para a sua companheira, que sem tostão e sem pataca, acabou por pedir emprestado aos amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A boa vida que a sua amiga Dondoca levava, não leva mais, agora como aposentada, perdeu várias regalias, mas tinha um coração sempre aberto para ajudar as amigas necessitadas. Zuzu uma galinha caipira era uma de suas melhores amigas de infância. Sua vida era de sacrifícios, cheia de pés de galinha, sem alguns dentes, sem nenhum cuidado. Houve um dia, lembra Dondoca que ao sair em busca mais uma vez de emprego, acabou conhecendo um gavião, todo emplumado, todo prosa, acabaram se juntando e foram morar na roça, lá pelos lados do Matão. Dois galos que cantavam em praça pública, avistaram Zuzu na companhia de dois pintinhos, toda elegante, desfilando e nem parecia aquela que morou na comunidade do Rato Malhado. Toda diferente com as penas douradas e sapatos bico fino prateado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Zuzu deixara os filhotes, na casa das amigas, nunca mais voltara para saber deles ou fazer uma visita as suas amigas. Zuzu vivia uma nova vida ao lado do gavião, político militante do partido do Sapo, dono de bancas de jogo do bicho. Mandava no pedaço, contratou até uma raposa, para ser segurança de Zuzu; meses depois de viver desfrutando do bem bom, uma nova vida; em uma nebulosa manhã, não resistiu ao sofrer vários golpes na cabeça, ser depenada com truculência, seu corpo foi abandonado em um hospital abandonado distante da comunidade do Rato Malhado. Suspeitas de tamanha violência pode ser uma raposa que foi contratada para sua proteção e encontra-se foragida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4502386252157636180?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4502386252157636180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4502386252157636180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4502386252157636180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4502386252157636180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/12/galinha-dondoca-e-sua-amiga-zuzu.html' title='A Galinha Dondoca e sua amiga Zuzu'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R1Z2E4YNC1I/AAAAAAAAALQ/hCWAOyNPU5o/s72-c/Os+animais+29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8431289496866100656</id><published>2007-11-28T09:23:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T03:23:49.750-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Polvo na rua. Ficção Animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R01PfP1QOKI/AAAAAAAAAK4/FmLMgMrYAp4/s1600-h/polvo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R01PfP1QOKI/AAAAAAAAAK4/FmLMgMrYAp4/s320/polvo.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137850148144036002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fizeram de tudo para botar o polvo na rua. Dois assessores do Sapo chegaram a empurrar com violência o polvo, pois tiveram muita dificuldade por estar com os oito pés agarrados na janela. Se precisar dê uma mordida no dedo mindinho dele, gritou um gorila, segurança do ministro. Mas com um golpe de sorte, o polvo acabou facilitando sua saída para o meio da rua. Seu gesto foi aplaudido por Lula Lelé, ministro do governo popular do Sapo, que era um dos que do lado de fora ajudava a enganar o polvo, dizendo que estava naquele momento oferecendo uma isca e corrigindo uma injustiça, que o polvo tinha no poder, seu verdadeiro representante. Polvo você precisa ver para crer. Polvos de minha terra vocês, podem confiar! Polvo unido jamais será vencido. O polvo participará de nosso governo, não só olhando a maré e sim, nadando contra ela. O polvo não precisará ficar escondido evitando os predadores. Colocaremos burros em pé para manter a segurança pública. Nenhum bombom ou bala perdida deixarão de ser encontradas, acharemos todas e distribuiremos para a população ordeira e feliz com este governo popular. Mesmo que para isto tenhamos que subir colinas, descer ladeiras e escalar montanhas. A partir de hoje guloseimas destas espécies prometo, jamais faltará no lar de vocês. Esbravejou o ministro para em seguida aplaudir a si mesmo. Uma hiena escondida, não conseguia parar de gargalhar. Polvo de minha terra. Vejam! A hiena é feliz, acreditou neste governo. O polvo não é bobo e a hiena também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Algum insatisfeito, se existe, deve ser um educado tucano que espalhou aos sete mares, que nossos rios, lagos, lagoas, córregos e bacias estão poluídos. É uma mentira, tanto que acabei de jogar água fora da bacia e não vi nada. Mandamos prender os tubarões e as sardinhas que provocam desestabilidade no regime alimentar, encarecendo por demais os alimentos. Nenhum governo anterior foi capaz de fazer, botar em cana os que querem aproveitar do polvo honesto e trabalhador. Cuidaremos de nossas baleias, dando amparo na velhice, arrumaremos creches para os filhotes de golfinhos. Daremos boa vida aos cavalos marinhos oferecendo notícias frescas de nosso governo. O verdadeiro jornal do polvo. Ninguém precisará entrar em polvorosa, sem saber o que acontece de mais importante neste governo popular. Traçamos uma política de emprego para as piranhas, ofereceremos para todas sem exceção, casa, comida e roupa lavada. Daremos circo ao polvo, deixaremos o picadeiro livre para qualquer manifestação. O polvo será o convidado permanente para tomar um cafezinho com o líder genial dos povos da floresta em seu programa da Rádio Pirata com retransmissão pela Rádio Papagaio durante a madrugada. O tema desenvolvido é a organização da Copa e da cozinha. Bem amigo polvo, deixaremos para outra hora, estamos certos de que fazemos o melhor para vocês. O momento é de união dos polvos, que saem fortalecidos com o governo popular. Não deixaremos o polvo na rua. Não serão excluídos de nossas decisões unilaterais, só este polvo humilde e trabalhador reconhece o verdadeiro governo popular do Sapo. Estamos de olhos abertos, resmungou um crocodilo escondido em uma mata devastada.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8431289496866100656?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8431289496866100656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8431289496866100656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8431289496866100656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8431289496866100656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-polvo-na-rua-fico-animal.html' title='O Polvo na rua. Ficção Animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R01PfP1QOKI/AAAAAAAAAK4/FmLMgMrYAp4/s72-c/polvo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-1233372059609182564</id><published>2007-11-27T07:19:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T01:38:12.824-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Passeio do Leão Léo - Ficção Animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0vg2v1QOJI/AAAAAAAAAKw/T2Rwlca_Oh0/s1600-h/061028_durante-casamento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0vg2v1QOJI/AAAAAAAAAKw/T2Rwlca_Oh0/s320/061028_durante-casamento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137447031103568018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O Leão Léo, fugiu do circo e da receita. Cansado desta vida, resolveu a bel prazer, dar uns bordejos pelos arredores do Palácio. Fazia calor, um sol a pino, véspera de feriado; caminhava todo contente, no entanto, parou encafifado diante de um ambulante que vendia mate. Olha o mate! Mate Leão! Mate Leão! Mate Limão! Um pouco surdo, por causa da idade, surpreendeu-se com o vendedor que gritava, esbravejava: Mate! Mate! Mate! Pensou em rugir bem alto, para mostrar com quem ele estava falando. O vendedor teria de parar de gritar Mate Leão! Afinal, ele estava diante do Rei da Selva, é do conhecimento de todos, que lá na selva, eu sou o Rei. Sou o Rei e ponto final. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Aqui, não tenho tanta certeza. Como pensar, morre apenas um burro. Léo pensou e acreditou piamente que ainda continuava a ser o Rei, pois, estava na Selva da Cidade. Uma selva de pedra, como costumava dizer para os amigos ursos. Depois, de muito matutar, filosofar, concluiu que o ambulante, não falava diretamente com ele. E seguiu a sua longa caminhada pela cidade. Animais e pessoas quando encontravam com ele, fingiam que não existia, que era um leão de pelúcia, tamanho GG.&lt;br /&gt;Mais adiante, ao atravessar a quadra, conheceu dois garotos, um chamado Ramom, o outro de nome Ricardo.Escutou Ramom  pedir ao avô, para comprar um mate: - &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Vô, compra um mate Leão ? O avô comprou, pagando dois copos. Léo ficou assustado, mas não ameaçou o garoto. Ramom, inicialmente ficou apavorado ao ver aquela fera a dois palmos do seu nariz. Léo gostou tanto dele que queria dar uma lambida, um abraço no garoto, desistiu, pensando que poderia ficar com medo. A sede de Ramom era tanta, que ao tomar o mate, matou a sede. Léo imitou aquele pinguinho de gente, pediu um natural e o outro de limão. Meu neto pode ficar tranqüilo, senta que o leão é manso. Léo deu duas rugidas, despediu do garoto e foi em frente na sua caminhada. Olhou para o céu e os monumentos, os prédios enormes e gradeados, lembrou do tempo em que ficava enjaulado; estradas esburacadas, viadutos mal conservados. Não deu muita bola para aquele lago diante do palácio, apenas olhou sua imagem no espelho d`água. Ajeitou a juba e foi &lt;st1:personname productid="em frente. Passou" st="on"&gt;em frente. Passou&lt;/st1:personname&gt; por um velho conhecido, leão-de-chácara e cumprimentou efusivamente. Saudações Leoninas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Andava distraído , quando cruzou em seu caminho uma camaleoa, com uma pele um pouco enrugada, talvez por ficar muito tempo ao sol e de rabo grande. Léo fingiu que não viu, olhou de canto do olho, atravessou a quadra. Disse para si, um bonito rabo. Perto de um poste, ouviu dois homens, um em pé e o outro sentado, sem nenhuma cerimônia, falavam para cercar o leão pelos lados. Ouviu e não gostou, por pouco, não mostrou as garras para eles. Como faz o seu caminho ao caminhar, resolveu dobrar a esquerda. Passou uma grande dificuldade, acho que era a idade, bastava dar uma virada. Maior flexibilidade. O jeito foi mudar de posição, mas o suficiente para ver uma leoa com os filhotes, em uma imensa fila no posto de atendimento médico. Observou em silêncio  e prosseguiu a  caminhada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Brincava ao sol com os seus irmãos, um leãozinho. Gosto muito de te ver leãozinho, um filhote de leão no meu caminho. Gosto de te ver ao sol leãozinho. Que juventude, com a sua juba em pé, saltitante, mostrando as garras. O mico leão dourado quando me viu passar, tirou o chapéu e fez grandes elogios, lembrou de minhas atuações no circo, como acrobata. Na verdade, o circo estava cheio de palhaços, muitos me faziam ficar em situação periclitante, trabalhar em dobro sem receber um vintém por isso. Os palhaços sempre tinham dinheiro e todas as facilidades. Eu que fazia a alegria da garotada, vivia na maior pindaíba, sem osso e sem pataca. Por pouco não morria a mingua. Deixei o respeitável público na platéia, que estava lotada, todos animados, gostavam do espetáculo circense, a comunidade de animais, sem muita diversão, precisava de pão e circo. Eu de rua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Leu em uma banca de jornal, em destaque, que o Leão ia atacar os seus próximos adversários: um urubu, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;uma macaca, um porco, um peixe e traçar um suculento bacalhau. Antes o Leão, de peito estufado, tinha dito que papou um gavião e um jacaré. Na verdade, nunca experimentei este variado farnel. Leão mais esquisito, para mim, basta aquele meu primo lá do norte. Por falar em parentes, lembro de um bem distante, que fez bastante sucesso nas telas de cinema. Coitado, desde 1928, que pegou um trabalho extra na MGM; entrava em cena, para dar uns rugidos e nada mais, adornado por um circulo, com as palavras esquisitas: Ars Gratia Artis, que segundo me falaram, quer dizer: Arte pela Arte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;A Republica dos Bichos mudou muito, uma confusão de posição, na hora do rush, você, nem sabe se vai pela esquerda ou se encontra mais adiante uma via pela direita, ou dá uma parada pelo centro. São tantas setas, que confundem. Saí daquele circo, estava saturado de tanto palhaço chegando sem parar, todos enriquecidos com sais minerais. Cada um, mais engraçado do que o outro. Anões malabaristas circulam pelo circo, candidatos ao picadeiro. O espetáculo não podia parar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Respeitável público! Queremos informar que todo dia, é dia de show, para aqueles que desejarem saborear uma suntuosa pizza, favor entrar na fila. Calma Excelência! Quero também o meu pedaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, antes de entrar no picadeiro, falei para o amigo urso, o meu ex-domador, um careca chato, barrigudo, diga-se de passagem, falava com o Mágico de Oz, sobre o dvd Born Free, o filme narra à vida de Elsa, uma leoa órfã, trazida da selva africana. Lembrei do filme exibido nos anos 60 e da canção premiada do filme. Gostei tanto, que cheguei a ficar apaixonado por Elsa. Só em lembrar as lágrimas percorrem a minha cara. Uma linda música. Das poucas vezes que fui ao cinema, outro filme que assisti, com dificuldades e dobrando a língua para falar que era “The Lion King” do leão Mufasa e do filhote Simba. Cheguei a dançar ao tocar a trilha, enquanto assistia ao filme. No escurinho do cinema, eu paquerava uma tigresa que comia pipocas, estava em companhia de um senhor leopardo, tava na cara que era um turista. A tigresa tinha um corpinho de uma gata selvagem, unhas negras e íris cor de mel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Estava ficando tarde, tinha de retornar para casa, antes de Léa, virar uma onça. Andei muito pela cidade, fiquei com alguns calos, escutei boatos, barulhos e até tiros eu ouvi. Bati em retirada, muito apressado. Até com os amigos da onça, cheguei a conversar, bebericamos garrafas de jurubeba no boteco da Tia Coruja. A cidade está um caos, um circo cheio de palhaços, que cada vez, aumenta mais. As luzes das cidades continuam acesas. Vejo, ao passar diante de um prédio, um embrulho no lixo embrulhado por um jornal da semana passada, com a seguinte manchete: Está desaparecido, destino ignorado, quem souber o paradeiro, favor avisar: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Bode Ludovico, figura proeminente da Republica dos Bichos, sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Logo ele, aquele Bode, que vivia no maior bode, com todas as mordomias. Líder do partido dos animais trabalhadores Estranho, muito estranho. Coloquei a minha juba de molho, a coisa aqui tá preta.Vou voltar para a  Floresta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste texto, foram &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;inseridas passagens de duas músicas de Caetano Veloso: Leãozinho e Tigresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-1233372059609182564?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/1233372059609182564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=1233372059609182564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1233372059609182564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/1233372059609182564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-passeio-do-leo-lo-fico-animal.html' title='O Passeio do Leão Léo - Ficção Animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0vg2v1QOJI/AAAAAAAAAKw/T2Rwlca_Oh0/s72-c/061028_durante-casamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8659227005520872517</id><published>2007-11-26T02:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T03:30:19.799-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>O Desfile da Perereca - Ficção Animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0qj1f1QOII/AAAAAAAAAKo/DfqvLuQiKD0/s1600-h/BXK18780_perereca800.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0qj1f1QOII/AAAAAAAAAKo/DfqvLuQiKD0/s320/BXK18780_perereca800.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137098464442726530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um amigo da onça espalhou que a companheira de muitos anos do líder genial dos povos da floresta, faria um desfile, para angariar donativos para um dos fundos perdidos do partido. A imprensa escrita, falada e mal falada, estavam eufóricas dando tudo para a melhor cobertura, o melhor ângulo em busca de novos anunciantes e leitores. Cartazes e retratos da perereca foram espalhados pelos postes e viadutos nas imediações do palácio. Todos os passantes paravam para apreciar a perereca, admirar sua beleza e o último vestido de grife, comprado na principal galeria da cidade das luzes, seus sapatos feitos em couro de jacaré, assim como a sua bolsa, tudo da melhor qualidade e vindos do exterior foram utilizados para as fotos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Na roda dos apreciadores da beleza e simpatia da perereca houve uma pequena discussão para saber se o couro da bolsa e do sapato era de jacaré ou crocodilo. As opiniões estavam divididas, uma gata entendida em modas, dona da Maison Couro de Gato instalada no lado norte da Avenida do Palácio, freqüentado por animais endinheirados miou para quem quisesse ouvir, era realmente um genuíno Alligatoridae; um alce dono da butique Alce Sempre Feliz, localizada na distante periferia, muito freqüentado por todas as espécies de animais enriquecidos com vitaminas ou não, garantiu de pés juntos, era uma verdadeira Crocodylidae, uma fêmea, habitante do sudoeste das margens dos rios da República dos Animais. O alce era o idealizador da estética da periferia. O clima esquentou que por pouco não chegam às vias de fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A festa anunciada em nota oficial foi realizada nos Jardins do Palácio, todo ornamentado, para agradar a gregos e troianos, em um sábado. Um dos maiores colunistas da Voz da Floresta, em uma notinha, destacava que a perereca da vizinha que estava presa na gaiola conseguiu fugir para assistir ao desfile da comadre. Um pavão misterioso apareceu no evento promovido pela perereca, ninguém sabia quem era, mas conseguiu entrar sem muita dificuldade. Uma tribo de girinos foi dar a maior força para a tia na passarela. Um pequeno grupo de passarinhas magrinhas do movimento socialista da baixada, de maria-chiquinhas no cabelo, corriam atrás dos canarinhos cantores, eram fãs do vocalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um esperto abelhudo que sobrevoava a festa, para saber das novidades espalhou aos quatro ventos, insinuando que o Pavão, era um alto representante da classe dirigente de uma república vizinha, que apontou o Sapo, como um verdadeiro magnata. O cardeal não pode comparecer mandou uma rolinha como seu representante, as potrancas negras vieram com um grupo de turistas. O tucano Nando apareceu com o filho. Um enorme grupo de caramujos africanos vindos da zona oeste compareceu ao evento para prestigiar a dona Perereca; um casal de porquinhos da Índia; duas tartarugas que chegavam animadas, vestidas de ninjas, ficaram embaixo da passarela. Porcos skatistas insistiam em descer a passarela e a rampa do Palácio. Um gavião olhava atento o ambiente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Era início da festa, na passarela armada, uma piranha engraçou-se com o bode, chegou a puxar a sua barbicha quando caminhava ao se deslocar para o salão nobre em companhia da cabrita, conduzindo uma sacola para recolher os donativos. Entardecia, o dinheiro rolava nas sacolas, o Sapo era informado do montante. Toda vez que aumentava os donativos, o Sapo pulava e espirrava ao mesmo tempo em que uma coceira inoportuna na sola dos pés o deixava muito inquieto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Leões de chácara estavam a postos, vigilantes pediam credenciais para quem chegasse perto do portão. Leão Marinho e Lobo Guará os mestres de cerimônias esquentavam a garganta tomando um goró, para dar início à transmissão do evento. Um bando de alucinados pernilongos beliscavam as orelhas dos peles grossas, o hipopótamo abocanhou pelo menos uma dezena de muriçocas e outros insetos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Uma delegação de tigres asiáticos com intento de fazer negócios, baixou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na área reservada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Pontualmente às quinze horas e dois minutos, é anunciada a presença da perereca, muito risonha. Inicia o desfile num megapalco. Antes de entrar milhares de fãs, adoradores de perereca, começam uma salva de palmas. Agradecia e acenava para a multidão de animais que circulavam naquele espaço. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Perereca Maravilhosa, Linda! Divina!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Perereca Gostosa! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Perereca Cheirosa! Linda!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Que lábios, miou uma gatinha dengosa, um show com este batom vermelho berrante, comentou com a porquinha e uma cabritinha sentadas em um tronco de árvore. Para esta apresentação a perereca gastou toda a merreca que o Sapo lhe dava a cada quinze dias, com uma lipoaspiração, depilação, natação, malhação e saltos em corrimão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Uma nova perereca estava surgindo diante dos olhos dos animais.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Seu rosto tinha recebido uma aplicação de colágeno, na medida em que desfilava saltitando, as vacas babavam próximas à passarela com a nova silhueta da perereca. A perereca nunca teve medo de ser feliz, comentou a vaca louca, que nutria maior babação pelos anfíbios. O buchicho rolava solto. A primeira dama desfilava exibindo um corte de cabelo assimétrico, mas um espírito de porco notou que os quadris estavam marcadíssimos e era sem duvida uma das atrações do desfile.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;No lugar reservado para as autoridades do governo, não mediram esforços, foram distribuídos: chá verde, chá de cogumelo, farelo de trigo, capim limão, florais, biscoitinhos e pizza. Um camelo fotografou as bolsas e o vestido para mostrar aos amigos, que comercializam novidades nas bancas dos ambulantes do bairro central do Palácio. O jabuti maior controlador de bancas de importados da praça da República &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;sempre com &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;exclusividade, gosta de receber em primeira mão. O bode estava ao lado, recolhendo mais patacas, disse para alguém que havia espaço bastante em sua cueca para continuar recebendo donativos.Não parem! Não parem de recolher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um lince em companhia com uma onça pintada, percebeu que a meia que a Perereca usava, uma meia furada, mas não comprometia a coleção de verão, poderia continuar desfilando. Um gato preto com coleiras douradas assoviou quando a perereca passou por ele. Trajando um casaqunho verde menta, um amarelo suco de laranja, uma calçola muito justa com destaque para o verde da mata. Atrás da perereca, vinha a forte presença de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;macaquinhos, aliás, aplaudidíssimos, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e o grupo da moda Coruja Folk. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Final do dia houve por bem contabilizar os altos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ganhos, &lt;st1:personname productid="em patacas. Chamado" st="on"&gt;em patacas. Chamado&lt;/st1:personname&gt; o Sapo, preferiu arrumar uma desculpa, dizendo que tinha dado uma saída para catar algumas moscas e voltava mais tarde. O macaco chinês pendurado em um galho, disse que quebrava no momento outros galhos para o partido. A zebra, secretaria e militante sindical pelos princípios do centralismo democrático decidiu que a tarefa de contabilizar a grana, era dela na ausência de dois ou três companheiros da direção partidária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ninguém duvidava do sucesso, com lucro alcançado vendendo inclusive rifas e bingos. De uma hora para outra o tempo fechou, uma nuvem negra estacionou no espaço presidencial, as folhas das árvores balançaram, uma torrencial chuva inundou parte do gramado da residência oficial do Sapo. A multidão presente dispersa tomou o rumo de casa.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8659227005520872517?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8659227005520872517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8659227005520872517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8659227005520872517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8659227005520872517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-desfile-da-perereca-fico-animal.html' title='O Desfile da Perereca - Ficção Animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0qj1f1QOII/AAAAAAAAAKo/DfqvLuQiKD0/s72-c/BXK18780_perereca800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-148402623187043186</id><published>2007-11-22T10:42:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T04:57:59.604-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Animal'/><title type='text'>No bar da Tia Coruja - ficção animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0V1-v1QOCI/AAAAAAAAAJ0/VIyESoh5jYM/s1600-h/pantera.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0V1-v1QOCI/AAAAAAAAAJ0/VIyESoh5jYM/s320/pantera.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135640670938085410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A pantera negra estava orgulhosa de sua negritude, desfilava pela avenida em direção ao animado grupo, pela manhã havia participado de um ato de protesto na avenida perto do palácio do Sapo. Neste mês estava sempre atuante, uma militante presente em várias caminhadas. Um gato negro do outro lado descia do telhado para engrossar a roda de samba que rolava na porta de entrada do bar da Tia Coruja. "Vai rolar a festa, vai rolar", foi à música que uma jaguatirica solitária cantava encostada ao balcão, enquanto bebericava. O velho Falcão Negro acabava de chegar, em sua luxuosa charrete conduzindo duas elegantes graúnas. O Gato Felix pintou na parada, trazendo violões, dois pandeiros, cinco tamborins; além de reco-reco para o marreco e sanfona para o melro. Uma batucada foi iniciada, o som estava alto, que do alto de um prédio, uma araponga martelava bem alto, pedindo para abaixar o som, pois acorda cedo para trabalhar. Recebeu uma sonora vaia dos presentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era um clima de festa. Animais de todas as espécies apareciam naquele novo point. Um grupo ia para o bar do Juaquim e outro para a Tia Coruja. Os dois pingüins que trabalhavam como garçons nas horas vagas estavam exaustos de tanto servir, pratos e mais pratos de amendoim salgadinho para o elefante, velho freguês, no momento estava desempregado, com a tromba baixa, por causa da nova lei do circo; eram as suas últimas patacas, que retirou do banco da praça. Hoje não vai ter gorjeta! Ao levantar e ir ao banheiro por pouco não dá uma pisada em uma passarinha, que esperta, abriu as asas e não perdeu a oportunidade em dar uma bicada bem na orelha do paquiderme orelhudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O urubu malandro, usando uma cartola com a sua ginga toda especial acabava de encostar a bicicleta na parede do lado de fora do bar. Cumprimentou um por um dos presentes, demorou um pouco mais ao se engraçar para uma lebre, perguntando inclusive por sua mãe e os filhos dela. Um gavião um pouco grogue entrou no bar acompanhado de um louro, sentaram na última mesa, pediram uma bem gelada, pegaram duas caixas de fósforos e deram de batucar. Batatinha um gato de madame da zona sul da Bicholândia, costumava aparecer nos dois bares, era amigo de muitos, evitava ficar próximo de cachorros, dizia sempre que não falavam a mesma língua. Não gostava de lembrar, mesmo que tenha morado por pouco tempo com uma cachorra que conheceu em um baile funk. Como brigavam como cão e gato, acharam por bem morarem cada um em sua casa, quer dizer, ele para velha poltrona da casa de madame; ela para a rua, embaixo de uma marquise, no entanto, com o tempo a relação foi esfriando, que acabaram por separar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O cisne negro cantor e segurança nas horas vagas, que achou por bem telefonar do celular, informando do atraso, pois estava na avenida, quando uma joaninha em alta velocidade colidiu com um besouro, deixando ferido este ultimo, com sério ferimento em uma de suas asas e sua acompanhante uma mosca morta estatelada ao chão. Não respeitaram nem o pardal nem o sinal. O trânsito que estava sempre engarrafado piorou de vez. Na Rádio Pirata não foi dada nenhuma noticia a respeito da batida, pois era naquele momento à Hora da Bicholândia, uma versão oficial e semelhante a que rolava entre os humanos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todo dia a mesma chatice, a mesma lengalenga. A locutora era a mesma arara, que ficava toda vermelha ao ler as mesmas noticias, mesmo que a audiência fosse apenas de um traço. Noticiou em uma nota torta, lida as pressas que houve sem mais nem menos, mais uma sessão de tapas e beijos no congresso. Um amigo urso se engalfinhava com um amigo da onça, por pura falta de intimidade com a matemática, com os percentuais, não chegando a um acordo, ora menos para um, ora mais para outro. Mas para a felicidade da nação acabou que um tucano apareceu para separar os beligerantes e convidar para comer uma pizza no bar do Juaquim, por conta da casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era por volta das nove horas, uma carroça lotada com uma turma da velha guarda, antigas cobras criadas no subúrbio da central, bairro distante, celeiro de bambas, cerca de &lt;st1:metricconverter productid="20 km" st="on"&gt;20 km&lt;/st1:metricconverter&gt; do palácio do Sapo. Aparecem sempre vestidos com azul e branco, estampando o tradicional símbolo da águia, foram engrossar a roda de samba, cantando: “Eu nunca vi coisa mais bela, quando ela pisa na passarela e vai entrando na avenida”. Uma onça que segurava uma mangueira que comprara na banca do jabuti, muito mais barato, reagiu rugindo ao ouvir a música. Não liga não Tião, espantado arregalou os olhos, é provocação, disse a macaca toda enfeitada, dando um beijo nele e pedindo para descer mais uma, desta vez, bem gelada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Começava a ficar na maior muvuca, mas um jaburu inquieto olhando a todo instante o relógio, parecia não participar do acontecimento, estava triste sem a companhia da fêmea, que fazia hora extra no trabalho. Não olhou, nem reparou para uma tanajura que passava entre as mesas, distribuindo beijinhos e propaganda de candidatos para a próxima eleição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em uma animada mesa do lado de fora, recém chegados da floresta, ficaram sentados dois jacarés, um crocodilo, uma paca, duas cutias amigas inseparáveis, um sagüi bigodeiro, um casal de bugio preto e um mutum, este enquanto comia um brotinho, ficava calado, apenas escutava, o que sua mãe sempre dizia ao telefone, não fale de boca cheia e até hoje permanece com este hábito; rolava uma conversava sobre ecologia, papo da moda nos bares da Bicholândia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tia Coruja cansada de tanto trabalho começou a piar, que estava na hora de fechar, a turma começou a sair, apenas um gambá bêbado insistiu em cantar: “Ninguém é de ninguém, na vida tudo passa, ninguém é de ninguém, até de quem nos abraça”. Acabou por levar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;dois ou três petelecos, uns catiripapos que acabou nos braços do amigo tamanduá. Tia Coruja apagou a luz, baixou as portas e voou para bem longe, onde morava, lá onde a coruja dorme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-148402623187043186?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/148402623187043186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=148402623187043186' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/148402623187043186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/148402623187043186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/no-bar-da-tia-coruja-fico-animal.html' title='No bar da Tia Coruja - ficção animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0V1-v1QOCI/AAAAAAAAAJ0/VIyESoh5jYM/s72-c/pantera.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-7432512625696790477</id><published>2007-11-21T09:38:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T04:22:55.039-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><title type='text'>O Deus Brasileiro do Sapo: ficção animal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                                                                  No final de sem&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0QcnP1QOBI/AAAAAAAAAJs/8FEtdrc1WQo/s1600-h/sapo.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0QcnP1QOBI/AAAAAAAAAJs/8FEtdrc1WQo/s320/sapo.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135260935699576850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ana o líder genial dos animais dos povos da floresta foi ao cinema. Ali, no escurinho do cinema, agarrado em sua perereca para assistir Deus é brasileiro. Muito atento ao filme o Sapo, deu apenas um beijinho carinhoso em sua perereca. Quis mostrar para os tucanos, que ele prestigiava a cultura nacional, assistia aos filmes, às diversas peças de teatro, aos shows; o que era verdadeiro, embora, algumas vezes negada, não gostava nenhum pouco de ler. Os poucos livros de sua biblioteca, eram os álbuns de figurinhas de artistas e jogadores. As figurinhas guardadas em uma caixinha, era as que ele jogava bafo-bafo, antes de ser eleito, na porta do sindicato com os amigos. Achava os livros muito chatos, enfadonhos, além disto, tinham muitas letras, muitas páginas e com a vista cansada, aí que não lia. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estava ansioso para assistir aquele filme, pediu silencio a platéia. Durante a exibição do filme ficou convencido da existência dele, chegou por duas vezes, levantar da poltrona para de modo entusiasmado aplaudir freneticamente as cenas em que aparecia Deus. A perereca, companheira para todas as horas, solidária, dava o maior apoio para o parceiro, sorrindo e acenando para o público. Um pirilampo pendurado em um lustre fotografou a cena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sapo deu uma assobiada para chamar o seu auxiliar imediato, para cochichar ao pé de sua orelha, bem baixo para o bode Ludovico, que de imediato coçou a barbicha de tanta alegria. Confidenciou ao amigo que realmente tinha acabado de ver Deus. É verdade que tinha algumas dúvidas, mas foram dissipadas, depois de ter assistido ao filme, disse caminhando abraçado ao bode, dentro do gabinete. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dos farejadores que montava a segurança do palácio; descobriu através de complicadas investigações que um misterioso ser com aspectos de uma espécie de bicho e descrito por vários animais, veio realmente morar na Terra de Santa Cruz da Bicholândia, em um hotel de luxo à beira da estrada menos esburacada que liga por tortuosos caminhos a via principal de acesso ao palácio.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na parte da tarde chegou esbaforido em seu gabinete para traçar alguns planos e projetos para receber o ilustre visitante. Temos de enfeitar com bandeirolas verde-amarelas, as avenidas, parques, vielas e pinguelas. Foi por uma questão de ordem, a ordem do dia. Decretaria feriado prolongado. Enviaria convites para os cientistas de terras distantes e próximas; para registrar o acontecimento de tal grandeza. Liberou geral para a mídia. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Finalmente tinha provado por A + B + C e D e por elaborados e confusos cálculos aritméticos, com auxilio da verdadeira prova dos nove fora, provas periciais e testemunhais, além do envio por e-mail foi confirmada a presença dele entre nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Sapo a partir daí, ficou eufórico, muito feliz, mais que os muitos animais presentes no palácio, mais feliz do que pinto no lixo. A residência oficial do sapo estava em festa, muito iluminada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia seguinte o palco estava armado, os holofotes posicionados para o brilho dos presentes, microfones testados, bancos e escadas arrumadas; caixotes envernizados, tudo pronto para a cerimônia de entrega do Medalhão de Cidadão das Terras de Santa Cruz da Bicholândia, uma honraria concedida aos amigos do palácio, realizada anualmente. Um grilo falante se posicionou para dar inicio a cerimônia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O tumulto àquela hora era imenso. As focas frilas queriam furar o cordão de puxa-sacos que atrapalhavam os seus trabalhos, impedindo a imprensa ter livre trânsito nas dependências do palácio, para conseguir uma entrevista com o Sapo.Um coral de cobras, regido por uma cigarra, ensaiavam os últimos acordes do hino oficial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O Sapo subiu com um pouco de dificuldade o palanque por estar com um pé enfaixado, devido a uma pancada que recebeu em jogo realizado na granja. Foi muito aplaudido ao aproximar-se dos microfones. Peço a atenção de todas as comunidades e um minuto precioso do tempo de vocês, para ficarem em pé em posição de sentido e em silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Atenção! Atenção! Aqui o povo animal é muito feliz! Graças ao bom Deus, posso afirmar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ao Povo animal que votou em mim e os que não votaram também, tenho a honra e o orgulho de anunciar a confirmação da existência de Deus! Deus existe e está morando entre nós. Cada povo deste planeta diz que Deus pertence a eles. É uma deslavada mentira. Deus é nosso e ninguém tasca! É interrompido por uma salva de palmas e um foguetório.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus está aqui! Vi com estes olhos que a terra há de comer! Deus é Dez!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus é brasileiro e com ele não há quem possa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Viva, Deus! Viva! Viva!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus é brasileiro! Ninguém pode negar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus é brasileiro, deste modo, repetido ao som do hino, inúmeras vezes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus é brasileiro! Meninos sapecas, eu vi! Meninas sapecas, eu vi! Delirava o sapo, com a boca espumando, desmaiado conduzido por uma junta médica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Macacos do lado de fora davam uma banana para o Sapo, ainda vaiavam o líder popular, acredite quem quiser. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A noticia espalhada, informava que sapo acabou internado com um grave distúrbio nervoso e por alguns dias ficará de licença médica. Um louva-deus acabava de pousar na janela do quarto do Sapo. Moradores e visitantes do palácio, ainda ouviram o ultimo coaxar. Deus! É ele! Deus é brasileiro! Está ali do lado de fora.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Ps: A imagem do sapo em exposição no blog foi encontrada &lt;a href="http://patriciaepedro.com/pedro/blog/wp-content/uploads/2006/03/sapo.png"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-7432512625696790477?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/7432512625696790477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=7432512625696790477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7432512625696790477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7432512625696790477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-deus-brasileiro-do-sapo-fico.html' title='O Deus Brasileiro do Sapo: ficção animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/R0QcnP1QOBI/AAAAAAAAAJs/8FEtdrc1WQo/s72-c/sapo.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-891667270694100458</id><published>2007-11-20T07:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T06:21:34.369-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><title type='text'>A Revolta dos Porcos - Ficção animal</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9bff1QN-I/AAAAAAAAAJU/vAKd1uaMjD0/s1600-h/5big.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133922696904587234" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9bff1QN-I/AAAAAAAAAJU/vAKd1uaMjD0/s320/5big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muitos porcos ficaram revoltados interromperam o trânsito nas cercanias do Palácio do Sapo Barbudo. Liderados por um porco gordo, sindicalista portando um megafone que ia a frente da manifestação grunhindo irritado com a situação dos velhos chiqueiros localizados ao norte do Palácio e ao oeste da Terra de Santa Cruz da Bicholândia. Cinco focas presentes registravam em seus blocos o tamanho da porcalhada. Uma foca distraída avaliou a presença de muitos porcos, além disto foi testemunha ocular de que viu alguns deles com asas, estimava, segundo suas anotações em meia dúzia, que ela caracterizou como uns selvagens. São porcos mesmos, pela imundice que espalham pela avenida, registrou em seu bloco de papelão. Uma foca recém admitida no jornal avaliou que milhares de porcos tomam de assalto às avenidas, vielas e becos da proximidade do palácio. Fuçam tudo que vêem pela frente. Não liga não disse um leitão &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;as focas são sempre imprecisas nas estatísticas, argumentava com uma porquinha durante a caminhada em prol das melhorias de vida dos porcos moradores na periferia do palácio. Era a primeira vez que participava de passeatas, estava muito empolgada. Fora com as mordomias! Bacorejou com estardalhaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O porco gordo militante pelo sindicato dos trabalhadores em lavagem, conseguiu trazer outros porcos para a manifestação pacifica e ordeira. Cansados de reclamar da inoperância do administrador do bairro, que o povo da cidade espalhava ser um gato gatuno, dono de imensa fortuna e experiente felino na arte de administrar a prefeitura. Um grupelho de gatos pingados miava dizendo, que ele rouba, mas faz. Isto é um serviço de porco, só pode ser um deles, miou uma gataça que passava pelo calçadão, sob os olhares dos passantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Queixavam os moradores, porcos ou não que cães policiais treinados em morder de modo raivoso, perseguiam os porcos trabalhadores; em vez de gatos e ratos que roubam nossa gente, nos assaltam em pleno dia. Estamos abandonados, entregues a própria sorte, jogados em nossos chiqueiros. Somos filhos de Deus, queremos que a limpeza pública faça o serviço, levando as tralhas que impedem as águas nos córregos e rios de chegar até as nossas bicas. Que apareça mais abelhas e formigas para a limpeza. Somos carentes em serviços de transporte público, a vez é das kombis e carroças luxuosas. Queremos carroças, triciclos, velocípedes a nossa disposição durante a noite. Abaixo com as lanchonetes que usam e abusam de nossas lingüiças sem pagar uma pataca sequer. Não queremos morrer a mingua. Não podemos viver na maior pindaíba. Queremos comprar comida para os nossos familiares. Não queremos mistura de farelos em nosso leite que comprometa com a saúde de nossos leitões. Está ouvindo sapo? A gente não quer só comida, nós porcos queremos comida, diversão e arte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Onde está &lt;st1:personname productid="em esse Sapo" st="on"&gt; este Sapo&lt;/st1:personname&gt; que não vê o que acontece com o nosso povo? Deve estar viajando! Grunhiu um pequeno suíno carregando mochila e alguns livros. Um outro que roncava na beira da calçada, despertou e saiu em disparada carreira, muito assustado com o que estava vendo. Um dos lideres, primo do famoso Rabicó, tomou emprestado o microfone e clamou por novas melhorias. Abaixo esta porcaria de governo! Que nada faz para os porcos. Oferece para nós apenas pérolas. Acorda Sapo! Levanta, sacode a poeira e chegue-se aos bons! Onde está o seu passado de antigo líder operário do brejo? Que vá morar na Bahia de los Cochinos! Sapo enganador! Recomendava do alto de uma carroça do sindicato, dona porca e os seus três porquinhos! Um deles usando ainda uma chupeta. Queremos latas e mais latas de leite em pó!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A imprensa reclama que não gostamos de tomar banho, como tomar se não há água oxigenada em nossos chiqueiros e nas ruas de acesso. Água mineral é muito rara, pinga em algumas bicas, apenas em chiqueiros com ar condicionado. Nós que moramos no Morro Alto somos espoliados em nosso direito de tomar banho. Queremos vala limpa! Queremos vala limpa! Que levem a sujeira daqui! Queremos trabalhos para os suínos! Precisamos de hospitais limpos e não com esta sujeira, com os detritos espalhados pelos corredores. Abaixo com as mordomias que nos emporcalham. Fora com a bandidagem e com os gatunos. Onde está você Sapo que não responde aos nossos anseios. Onde está o nosso líder, senão escondido grudado na perereca com medo de nós, os porcos. Comentava o velho porco aposentado. Queremos salários e não migalhas ou pérolas que não valem nada. Cadeia para os fraudadores! Queremos torcer para o Verdão sem brigar com galos, raposas e urubus. Cadeia para os arruaceiros!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que porcos não enfrentem filas para pegar senhas para ir ao veterinário. Melhor atendimento para os porcos idosos. Nossa lama é a nossa lama, nosso banho. Não queremos que ela se espalhe pelo Palácio e arredores do poder. Faça a reforma já! Porcos unidos, jamais serão vencidos! O chiqueiro é nosso! Queremos nossos leitões sem medo de atravessar as avenidas sem levar tiros no lombo. E ficar para lombinho ou bacon.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de horas protestando, atrapalhando o trânsito os porcos tomaram o caminho de volta, cada um para o seu chiqueiro, cada um para a sua vala. Três porquinhos mais espertos do alto de um viaduto inacabado, cheio de infiltrações, perceberam que o sapo continuava grudado em sua perereca, mas com todas as luzes do palácio acesas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;* Gerardo de Sousa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-891667270694100458?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/891667270694100458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=891667270694100458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/891667270694100458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/891667270694100458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/revolta-dos-porcos.html' title='A Revolta dos Porcos - Ficção animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rz9bff1QN-I/AAAAAAAAAJU/vAKd1uaMjD0/s72-c/5big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4566724634694016950</id><published>2007-11-17T04:11:00.001-08:00</published><updated>2007-11-22T06:22:11.333-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><title type='text'>O Passeio do Bode Ludovico  -  Primeira Parte - Ficção animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rz8cqf1QN9I/AAAAAAAAAJM/VB0lQdE9Ui8/s1600-h/BodeRei05062005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rz8cqf1QN9I/AAAAAAAAAJM/VB0lQdE9Ui8/s320/BodeRei05062005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133853616650598354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bode Ludovico estava de licença, mas acordou disposto para sair disfarçado de cabra-macho, para butucar quem andava falando mal do Sapo. Na véspera comprou uma peruca ruiva, tingiu a barbicha de vermelho, calçou botas pretas,vestiu uma camisa amarela e saiu por aí. Os óculos escuros importado comprou na banca do jabuti. Imaginava, assim, que ninguém iria reconhecer, mesmo tendo a companhia da inseparável mala preta, grudada ao corpo. Com trânsito livre pelas cercanias do Palácio, continuou sua caminhada, apesar da hora. Atravessou a praça vazia, de um lado ao outro. Viu alguns gatos pingados e vira-latas dormindo nos bancos. Passou pelo compadre Francisco Orelana  em conversa com a Graúna e a Onça Glorinha, que acabou por não reparar quem tinha acabado de passar por eles. Ufa! Que alívio, respirou Ludovico. Logo, o meu compadre. Olhou para o céu além&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;das estrelas viu apenas, um solitário condor de mala e cuia indo em direção ao sul, certificou-se, de que não era uma araponga desgarrada. Caso contrário teria de reclamar com seu amigo e irmão camarada que estava sendo vigiado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Acendeu um cachimbo, pois, bodes, às vezes, gostam de cachimbos. Cumprimentou uma raposa, que acabara de sair da toca. Enxotou um galo que na calçada, pedia alguns milhões para o leite dos pintinhos. Passou em frente da sede do sindicato dos condutores de carroça e viu do lado de fora, seu antigo companheiro Casé, o jacaré que anda em pé, também amigo do Novaes, lendo O Quiabo Comunista. Pelo visto não fazia nada, apenas lia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Olhou para uma bonita perereca do brejo, que saltitava a sua frente e uma rebolativa gata siamesa, que ao lado de uma coelhinha, chamavam atenção dos passantes. Acabavam de sair de um baile funk, foram em direção ao terminal das carroças. Passaram por dois pangarés que estavam entretido em um conversa sem fim, que nem notaram as beldades passando, nem ligariam, quando conversam não costumam prestar atenção em outros animais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da calçada, reconheceu o primo de Cândido Urubu, descendo de um Land Rover Defender, atrás dele, um ganso portando um laptop, acompanhava os seus passos; adentraram pela porta dos fundos da entidade de classe, que estava em completa escuridão. Abriram as janelas dos fundos, que dava para a igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ludovico, neste instante tivera a certeza de não ser reconhecido; o disfarce estava perfeito. Duas ratazanas passaram por ele, foram ex-seguranças de um dos maiores sindicatos da região, lançaram cobras e lagartos no ar, que ele ficou desconfiado ao escutar, o possível envolvimento do chefe da casa, quer dizer do partido. Ficou encafifado. Deixou de lado, tinha tarefas mais importantes para cumprir. Chegou à conclusão de não passar de insinuações pequeno-burguesas, daquele grupo de animais dissidentes, que gostam de ficar livres tomando ar fresco e sol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Uma repentina tosse tomou conta de Ludovico, tossia sem parar. O espirro do bode, chegou a assustar uma barata tonta que transitava calmamente, em direção ao bar do Juaquim.&lt;br /&gt;De longe, avistou o Sapo Barbudo,  segurando um copo, perto de uma roda de samba, levando animado papo com uma cobra, assistente de um parlamentar do partido dos animais da selva. Um pouco mais atrás, embaixo de uma árvore, o famoso pintassilgo, ocupante de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;um alto cargo no governo do sapo, interrompeu o samba para cantar, pegou o violão: “Se eu quiser falar com” o Sapo, foi logo interrompido por longos e entusiasmados aplausos. Não teve nem condições de prosseguir cantando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Silenciaram quando perceberam, assim que o dia clareou uma manifestação de grilos falantes, seguiam em passeata, tendo a frente, um elefante aposentado, três micos dourados, cinco camundongos e um veado-campeiro, distribuindo panfletos. Cães policiais estavam a postos, prontos para entrar em ação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Algumas garças e diversas araras, estavam cantando uma música do Yuka em um carro de som “ a minha alma está armada e apontada a cara pro sossego, pois paz sem voz não é paz, é medo”&lt;br /&gt;Ludovico quando assistiu aquela circense cena, caiu na gargalhada e não notou que Dom Ratón, antigo agente da Ilhota, passou por ele e o reconheceu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Desde que assumiu o poder ao lado do sapo, que o bode ria à toa, o que muitos achavam que ele estava rico. Um mosquito que voava por lugares distantes, assoprou na orelha da abelha, que soube através de um marreco que namorava uma galinha poedeira que trabalhava na granja, que tinha certeza absoluta de que o irmão do bode, e ele eram os verdadeiros proprietários de uma rede de lanchonetes, localizadas no sertão, especializadas em vender sanduíches de carne de bode, buchada, leite de cabra e outras coisas.&lt;br /&gt;Um dos sócios, que ninguém conhece, parece que foi o ganhador do concurso do cabrito maior. Uma velha raposa, jornalista nas horas vagas da revista Olha, descobriu, mas não tinha certeza, quem era o sócio incógnito, e dono de uma fortuna em dólares. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Balançar a pança, uma de suas características. Por sua longa experiência, Dom Ratón, percebeu que se tratava de um disfarce por demais conhecido. Não havia mais dúvidas, aquele estranho ser de peruca ruiva, pertencia ao mundo dos herbívoros ruminantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;* O &lt;a href="http://www.paraiba.com.br/paraiba-noticias/jsp/noticias/images/temp/BodeRei05062005.jpg"&gt;Bode&lt;/a&gt; estampado neste espaço, eu recolhi na internet, trata-se de  um sósia do Bode Ludovico, personagem de meus contos. Como a "foto" do bode deu o maior bode, que acabei por optar pelo sósia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ps: O texto que publiquei foi apenas a primeira parte do conto, a segunda parte será publicada em próxima postagem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4566724634694016950?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4566724634694016950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4566724634694016950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4566724634694016950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4566724634694016950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-passeio-do-bode-ludovico-fico.html' title='O Passeio do Bode Ludovico  -  Primeira Parte - Ficção animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rz8cqf1QN9I/AAAAAAAAAJM/VB0lQdE9Ui8/s72-c/BodeRei05062005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4332256629730383310</id><published>2007-11-16T12:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T06:23:01.943-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Brasileiros'/><title type='text'>A Folga do Sapo Barbudo - Ficção animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RznStJjc4QI/AAAAAAAAAIA/CLd2igIAdtM/s1600-h/amadeo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132364923465949442" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RznStJjc4QI/AAAAAAAAAIA/CLd2igIAdtM/s320/amadeo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De madrugada o galo cantou, a galinha cacarejou, o pinto piou na Granja do Palácio. O sol começou a tomar conta do palácio. O sapo recolhido em seus aposentos despertou logo, abriu um olho, esfregou o nariz, esticou pernas e braços. O relógio cuco da suíte presidencial sinalizou quatro horas da manhã. Agora com os dois abertos, estampou um sorriso que há muito tempo não fazia. Deu dois tapas na perereca que dormia a sono solto ao seu lado, e a empurrou para fora da cama. Estatelada ao chão em uma posição desconfortável ficou sem entender a tamanha alegria do Sapo, que pulava e fazia acrobacias com se jovem fosse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dali fez um convite para a pererequinha, sua companheira, para abrir as pernas e fazer exercícios de alongamentos. Ande, levante! Um, dois, três, quatro comida no prato, cantava a perereca empolgada, seguindo o sapo em seus exercícios. Cansados de tanto exercícios de malhação, ficaram muito exaustos caindo um pra cada lado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De um pulo só, o sapo mandou a perereca se lavar, queria hoje aproveitar o momento de lazer, de folga. Avisou aos filhos, aos numerosos irmãos e outros agregados, que havia um recado para ser lido no quadro negro que recomendava passear no bosque, enquanto o lobo bobo não aparecia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi saltitante em direção da piscina, deu mergulhos, boiou e nadou. Deixou a perereca tomando sol e foi passear nos jardins do palácio com o seu auxiliar direto, o bode Ludovico, que exalava um odor não muito agradável, pois também malhou muito nos morros em torno do palácio e não deu tempo de tomar banho. Para atender ao pedido do amigo, foi deste jeito, suando bastante, nem o cavanhaque pode aparar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sapo foi logo avisando que não queria saber de nada, pois nada queria fazer. Fez um convite para o bode, se queria jogar bola de gude, no que foi recusado de imediato, alegou que estava com tendinite. De cabra-cega foi outra proposta, mais uma recusada. Pensou em outra, que tal de barquinho a beira da lagoa, perguntou entusiasmado. Podemos pular corda, seria muito bom, lembraria do tempo em que fui militante do sindicato. Putz! Sapo esquece esta vida de sindicalista, agora e espero para sempre ficarmos no bem bom, deixando a vida nos levar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pelo que entendi o companheiro bode está se deliciando com a vida, vamos dizer assim e que ninguém nos ouça, uma vida burguesa. O bode sorriu maroto. Verdade que chegamos bode, enfim ao paraíso. Não é mais uma ficção daquele italiano, Elio Petri que dirigiu aquele filme que assistimos uma vez no salão do sindicato, lembra que a mula do Didi levou para passar no sindicato. Acho que o personagem tinha o nome de Lula ou Lulu, não lembro bem, era um metalúrgico igual ao meu primo por parte de pai, que perdeu um dedo em um acidente de trabalho. Esquece sapo, o passado serve apenas para museu e colecionador. Meu carrinho de rolimã feito por mim ainda garoto, acabei de emprestar a vizinha lagartixa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que tal uma disputa de cara ou coroa? Quem ganhar pode correr em volta do gramado, ficar aquecendo para uma partida de futebol. Vai nessa? Uma boa idéia, embora não seja uma 51. Estou pensando em fazer uma viagem na próxima semana, destas inesquecíveis, a perereca vai adorar. Vou liberar meu cartão e os milhões da conta para atender minha adorável perereca em suas despesas, com o vestuário intimo. Desta vez espero que compre uma coleção de sapatos, das maiores grifes européias e latino-americanas. Afinal como bem disse o outro líder, &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;sou um magnata e não fica bem minha perereca andar maltrapilha, esculachada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Montarei com sua ajuda uma grande comitiva. Comprarei um novo avião, dispensarei pela urgência e da extrema necessidade qualquer licitação, não suporto estes tramites burocráticos deixarei de viajar nas asas da Borboleta Air, ultrapassada, sem autonomia de vôo. Trocarei por um Airbus LILS Espacial. Agora sim vão dizer que vivo no mundo da lua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aqueles que estiverem interessados em viajar, que façam filas, pois terão que comer em minhas mãos limpas. As avestruzes como exercem cargos de confiança, poderão obter o maior numero de convites. Papagaios, periquitos e maritacas estão garantidos em suas cotas. Há espaços reservados para as renas, os alces e veadinhos catingueiros e seus respectivos acompanhantes. Macacos pregos, micos, chimpanzés podem ficar espalhados no interior da aeronave. Carneiros, ovelhas, cabritos estão convidados. Corujas e gaivotas sindicalizadas e representantes de suas respectivas categorias, ganharam passe livre para viajar. Os cães farejadores montarão a segurança. Porcos, urubus e ratos foram contemplados nesta viagem. Os amigos da onça fiquem a vontade. As últimas poltronas estão disponibilizadas para os tucanos. O bode Ludovico puxou o sapo pelo braço, escuta sapo, onde estão os burros nesta comitiva, afinal eles são importantes, fazem parte do povo. Então bode, mande avisar este povo burro, para aguardar o retorno da minha viajem ao redor do mundo em oitenta dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amadeo_de_Souza-Cardoso"&gt;Amadeu de Sousa Cardoso&lt;/a&gt; - Artista português, nascido em Amarante, em 14 de novembro de 1887 e faleceu em Espinho, aos 38 anos, vitima de pneumonia. em 25 de outubro de 1918. Precursor da arte moderna em seu país. Recusava qualquer rótulo para indentificá-lo como impressionista, cubista, futurista ou mesmo expressionista. De familia rica, desistiu de estudar Direito para iniciar os estudos em um curso de Arquitetura na Academia de Belas Artes de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4332256629730383310?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4332256629730383310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4332256629730383310' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4332256629730383310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4332256629730383310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/folga-do-sapo.html' title='A Folga do Sapo Barbudo - Ficção animal'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RznStJjc4QI/AAAAAAAAAIA/CLd2igIAdtM/s72-c/amadeo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-4243035463923812136</id><published>2007-11-15T03:42:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T01:32:09.082-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América Futebol Clube'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tijuca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Um Morador da Tijuca - sócio do América (Memórias)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzwxQf1QN8I/AAAAAAAAAI8/hqhJ1-8lbVY/s1600-h/escudos.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133031834788050882" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzwxQf1QN8I/AAAAAAAAAI8/hqhJ1-8lbVY/s320/escudos.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Li ontem no Globoesporte.com que poderá no dia 22 deste mês, ser a decisão do América Futebol Clube para vender a sua sede, localizada à Rua Campos Sales, 118, na Tijuca, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. A decisão é motivada pelo acúmulo de dividas contraídas pelo clube, a proposta é para transformá-lo em shopping. É pela segunda vez que o segmento de construção de shoppings fica atraído pelos espaços do clube.&lt;br /&gt;O primeiro foi o seu antigo estádio, cujo nome, era uma homenagem ao antigo presidente do clube, Wolney Braune e posteriormente vendido tempos atrás para a construção do Shopping Iguatemi, em Vila Isabel, bairro também da zona norte de nossa cidade. Quando li a noticia de que a sede do clube teria possibilidade de ser vendida; bateu em mim, de imediato o tempo em que eu freqüentava o América Futebol Clube.&lt;br /&gt;O América, cuja sede foi totalmente descaracterizada ao dividir o seu espaço com um conjunto de prédios residenciais, na parte onde ficava a antiga piscina. A piscina, ou melhor, o parque aquático ocupou o espaço onde era o gramado do estádio.&lt;br /&gt;Não tenho envolvimento com o América enquanto torcedor, pois sou vascaíno, talvez possa com boa vontade ser incluído naquela suposta torcida de que o clube, é o segundo no coração da torcida carioca, deste modo, revelo minha simpatia pelo clube da Tijuca.&lt;br /&gt;Não poderia ser diferente para o clube que eu freqüentava desde garoto, primeiro por morar em frente ao América, na Rua Campos Sales, 81. Fui sócio do clube pouco tempo depois que mudei para esta rua, no final do ano de 59, com 10 anos; mudei da Tijuca no inicio dos anos 70 e fui para a zona sul. Ainda como morador fui ver a queda de um vão do elevado Paulo de Frontin. Vivi muito dentro do América, ora reunido ao redor da piscina, do novo parque aquático, da recordação de um amigo que por brincadeira, ficou preso no ralo da piscina, afetou parte do braço e ombro, não esqueci que ele tinha o apelido de Touro. No campo de futebol, na arquibancada assistindo alguns jogos, assistindo arco e flecha. Brincando ou jogando nas quadras cobertas do ginásio do clube, na escolhinha de futebol de salão e de basquete. Do lanche oferecido aos “atletas”, ganhávamos um vale para ser consumido no bar do clube. Eu curtia beber Grapette, mas alternava com Caçulinha ou Crush.&lt;br /&gt;O jogo de vôlei feminino era apreciado e muito comentado principalmente os saques e o desempenho das moças na quadra. Minha memória parece ser boa que lembro da cantora Doris Monteiro freqüentando a quadra do clube para assistir as atividades esportivas, acho que basquete. Do desfile da Portela que gravou definitivamente minha preferência pela escola de samba. Eu recusava escolher a Mangueira, que era preferida por alguns amigos. O América tinha várias quadras, também um salão social em que rolava os bailes e shows. Lembro de Barbosa, um senhor que chefiava a portaria do clube, quebrava nosso galho e deixava passar pela roleta, quando havia um ligeiro atraso na mensalidade do clube.&lt;br /&gt;Também lembro de José Trajano, na época já era jornalista, pertencia ao nosso grupo e nos reuníamos na Praça Afonso Pena. Trajano grande torcedor do América e morava na Mariz e Barros, no edifico da Confeitaria Regina, esquina de Campos Sales, com Ibituruna. Eu transitava pelos diversos grupos de esquinas. Lembro de Pedro Paulo de Senna Madureira e seu irmão Nelson, Pedro Paulo não freqüentava muito o grupo e sim o irmão que me emprestava os livros da Editorial Vitória.&lt;br /&gt;Haviam grupos politizados era com este grupo que eu mais identificava; grupo alienado, um grupo que se interessava por carros, havia de tudo. Por volta de 66/67 deixei de freqüentar o clube, passei a entender a minha realidade de outra maneira. Minhas leituras foram modificadas e passei a ser leitor também da editora Civilização Brasileira que publicava os livros que me interessava, das minhas visitas às feiras do livro, principalmente as que foram realizadas na Saens Peña, passava pela livraria Eldorado Tijuca, na galeria da Conde de Bonfim, 422 e depois na Entrelivos, localizada na Carlos de Vasconcelos, era a minha rotina no bairro. Lembro dos bonde, os seus números e de alguns ônibus.&lt;br /&gt;Não comemorei, mas fiquei contente quando o clube sagrou-se campeão carioca em 1960. Lembro de alguns jogadores, principalmente do meio-campo Amaro que passou a morar com a família no mesmo prédio em que eu morava. Via os jogadores indo para a concentração em uma casa na Gonçalves Crespo, vizinha ao clube. Lembro da figura do presidente do clube, Wolney Braune. Lembro também do símbolo do Quarto Centenário da Cidade gravado na parte lateral do clube, aliás, havia uma boa extensão a área do clube, ocupava todo um quarteirão, que compreendia as ruas Campos Sales, Gonçalves Crespo e Martins Pena.&lt;br /&gt;Eu estava sempre ali, conheci os amigos e amigas, freqüentei os bailes, as orquestras, conjuntos, desfile de fantasias. Não me interessava por praia. O clube tinha intensa atividade social. Pra mim o América respirava vida, alegria e prazer. De minhas tentativas em jogar boliche assim que foi montado no andar de cima da entrada social, fiquei convencido que o mais certo seria desistir de jogar e foi o que eu fiz. Criamos blocos e a cada ano escolhíamos uma fantasia para sair; reuníamos muita gente em nosso grupo, como Zezé Polessa e as irmãs; não lembro bem se José Gomes Temporão participava deste grupo carnavalesco. Assisti muito nos finais de semana ensaios do Bloco Bafo da Onça, com o cantor Oswaldo Nunes. Lembro das músicas que finalizavam os bailes de carnaval, cantávamos o hino da cidade e do América.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta época havia algumas briguinhas em finais de bailes ou eram por disputas entre colégios, como alguém do Colégio Militar ou Pedro II ou de ruas, o pessoal da Rua Professor Gabiso, , com o da Campos Sales, ou Afonso Pena, algumas delas envolvidas por namoradas. Nesta minha fase de Tijuca, o América, o Instituto de Educação, o Orsina da Fonseca, o Instituto Lafayette, o curso Diplomados e a Praça Afonso Pena, marcaram e registraram muito minha passagem como tijucano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-4243035463923812136?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/4243035463923812136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=4243035463923812136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4243035463923812136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/4243035463923812136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/um-morador-da-tijuca-scio-do-amrica.html' title='Um Morador da Tijuca - sócio do América (Memórias)'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzwxQf1QN8I/AAAAAAAAAI8/hqhJ1-8lbVY/s72-c/escudos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-9087902670010591343</id><published>2007-11-14T04:04:00.000-08:00</published><updated>2007-11-14T04:25:22.778-08:00</updated><title type='text'>O Vasco sob o olhar de Luiz Penido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzrktWOYSlI/AAAAAAAAAIk/GHLZ0kh1U7c/s1600-h/P_VascoBR.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzrktWOYSlI/AAAAAAAAAIk/GHLZ0kh1U7c/s320/P_VascoBR.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132666193053239890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Torço muito para o que Luiz Alberto Penido propalou ganhe aspecto de veracidade, caso contrário, me parece uma bobagem, pois no meu entendimento está revestida e arrumada simplesmente como enaltecimento da figura do dirigente vascaíno e de sua política clubística. Para quem lê trata-se de uma peça jornalística para distrair e divertir os torcedores vascaínos. Quando li a transcrição, imaginei e desculpe a intimidade, Penidaço em sua hora de folga se transformasse em mago e de posse de uma bola de cristal, dado o caráter das previsões, que foram projetadas para o nosso clube, permitiu assim este modo de pensar. Por outro lado, desejo mesmo e torço para que novos fluidos, novos ares estejam presentes em nosso clube; seja o ano de 2008, uma nova era, geradora de alegria e vibração para nós torcedores do clube da Colina histórica como você costuma dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para quem ouve Penido e no meu caso tenho deixado de ouvir, a impressão que me passa é de quem quer ficar de bem com todos os dirigentes. Não reprovo como ouvinte sua atitude, mas em alguns casos, cheira a puxa-saquismo. Por falar em puxa-saco, lembrei que este estado era elevado ao extremo quando Kléber Leite, além de colega de rádio (tinha saído da Rádio Globo, comandava um programa de debate esportivo), se transformou em empresário, e junto a um grupo, assumiram &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o antigo Cine Imperator no Méier, inauguraram uma casa de diversão. Acho que havia disputa de quem bajulava mais, olha que eu passava por todas emissoras nos diversos horários que tinham programas esportivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muitos radialistas enalteciam a figura colega a todo instante, era citado como exemplo de um grande empresário, vencedor, no entanto, um tempo depois, o mesmo empresário entra em colapso, estes mesmos colegas deixaram de citá-lo como um grande empresário, ficaram em silêncio tumular.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gosto do Penido é um sujeito competente, mas algumas falhas cometidas nas narrações das partidas, de uns tempos pra cá, tem sido costumeiras, como errar nomes e induzir o ouvinte para situações narradas de modo equivocado, descreve coisas inexistentes, ou melhor, dentro de sua ótica quer que aconteça e se encaixe sempre com intuito de agradar o torcedor. As falhas, no entanto, são sempre socorridas por um dos membros da equipe. Compreendo que falhas sejam naturais, mas há o insistente e elevado tom de voz, produzido com a falsa emoção de que pode contaminar o torcedor. Entendo que seja um recurso e marca do radialista, e isto lhe confere para uma grande camada de ouvintes, a condição de melhor locutor do país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por falar em erro de narração esportiva, não é um privilégio de Penido, tem sido acometido por outros narradores; o locutor da Tv Bandeirantes, é uma prova total da ignorância, o que é mais grave no que diz respeito ao futebol carioca, derivando também como falta de respeito ao torcedor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A fala de Penido protege, dá respaldo e legitima as possibilidades que possam surgir &lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio" st="on"&gt;em São Januário&lt;/st1:personname&gt;, nos deixa confortados e nem uma dúvida sequer de que não serão concretizadas. Ele pelo menos está convencido e comprometido com a informação e lança um olhar em direção de novas melhorias que o clube vai passar. Uma fala com destino certo, o torcedor vascaíno. Com isto ficamos cientes de que a fila de jogadores com reclamações trabalhistas acabou, mas existia fila com este propósito? Engraçado nem parecia, o aspecto do clube é que ali, reinava uma tranqüilidade absoluta. Agradeço muito pela revelação, ainda bem que nós vascaínos contamos com estas informações de primeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Penido aventa a hipótese de troca de treinador e que será um trabalhador, jovem e comprometido com a modernidade. Caro Penido é muito melhor alguém com um bom transito no jornal Lance, avisar para não publicar nada antes do tempo, caso contrário, poderá ficar sem este modelo ideal de treinador. Seria uma enorme frustração para nós, não contar com um profissional com este perfil. Nem ouso falar do ótimo elenco que está sendo elaborado, com profissionais do naipe que você imagina; imaginamos também, se me permita este prazer, não passaremos por mais dissabores, foi jogada para escanteio a negra fase que passamos. Aleluia!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acredita quem quiser no que foi falado e eu acredito e agradeço ao profissional Luiz Penido por estas alvíssaras. Com fé, eu agradeço a Deus e rezo bastante para tudo que seja prejudicial ao nosso clube, se distancie cada vez mais e os nossos adversários consigam em dobro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até a vitória final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;* O texto publicado foi reproduzido no site &lt;a href="http://www.supervasco.com"&gt;Supervasco.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-9087902670010591343?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/9087902670010591343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=9087902670010591343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/9087902670010591343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/9087902670010591343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-vasco-sob-o-olhar-de-luiz-penido.html' title='O Vasco sob o olhar de Luiz Penido'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzrktWOYSlI/AAAAAAAAAIk/GHLZ0kh1U7c/s72-c/P_VascoBR.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-3853651478618238701</id><published>2007-11-13T14:42:00.000-08:00</published><updated>2007-11-13T08:46:24.965-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcedor vascaino'/><title type='text'>Vasco - Minha paixão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RznTQ5jc4RI/AAAAAAAAAII/90kDLVh4Zto/s1600-h/br-vasco.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RznTQ5jc4RI/AAAAAAAAAII/90kDLVh4Zto/s320/br-vasco.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132365537646272786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois é, o nosso clube depois do último jogo, realmente é o time da virada, da virada para trás. Não almeja vitórias, vive em total apatia, sem perspectivas, se deixa abater. Os melhores jogadores que elegemos como torcedores, podem a qualquer momento virarem as costas para o clube. Nem seria diferente, pois com a política salarial implementada pelo dirigente mor do clube, não corresponde com as novas possibilidades que eles podem encontrar nos clubes interessados neles. Obviamente ganhariam mais, acredito que ficaria muito difícil algum deles renunciar a perspectiva de melhora de vida para ficar e atender o apelo do dirigente, aliás, afiançou que um deles, o jogador Leandro Amaral não sairia do clube. É ver para crer. Como uma figura desgastada nem sei se mereceria crédito. Para lembrar nem empresas confiam em sua administração, daí o Renato Gaúcho apontar na direção certa. Foi o caso do BMG, passou por ali por intermédio de Romário, findou o prazo, pulou fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O nosso maior dirigente que elege o confronto entre Vasco e Flamengo como uma disputa à parte, em um campeonato que, diga-se de passagem, até nisto estamos em desvantagem, trata-se de uma bobagem com intuito de iludir os torcedores. Para mim, alcançaria uma dimensão maior se, os times disputassem entre si, títulos de um campeonato oficial. É com esta perspectiva que estamos mal. Um dirigente que reduz a participação de nosso time a um campeonato a parte e se dá por satisfeito com uma eventual vitória de nosso time. O que ele poderia dizer da ascensão do rival no atual campeonato e uma torcida que encontra eco na mídia? Apenas viramos alvo e espectadores em campeonatos, que com a graça de Deus não passamos por coisa pior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde que assumiu o clube sua política tem sido nefasta para o Vasco. Conquistamos muitas derrotas e em vários níveis, o que tem nos deixado decepcionados, iludidos, frustrados como torcedores, e no meu caso também bastante céptico em relação ao desfecho do espúrio presidente do nosso clube. Não aponto o dirigente como o único culpado pela conduta do clube chegar nesta situação. Tão pior quanto ele, é o grupo de sustentação que não consegue, por interesses do próprio grupo, destituir o dirigente. O grupo espelha a mentalidade conservadora da estrutura de poder no clube, deletando qualquer voz discordante. Não admite qualquer conturbação no ambiente do clube, ali à nau tem que navegar em mares tranqüilos, soberana. Preserva este status a qualquer custo. Entende que torcida apenas serve para torcer, não necessariamente sofrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O dirigente não é nenhum ingênuo, se apoderou do clube por que as pessoas que o cercam permitiram e entendem que pode ser uma arma eficaz no combate contra a intromissão de “estrangeiros” e assumam o poder &lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio" st="on"&gt;em São Januário&lt;/st1:personname&gt;, temos que considerar que o clube, é um “clube de colônia”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Criaram uma serpente, alimentaram sua vaidade, abriram caminhos para ostentação de seu luxo, enaltecem a figura como o maior dirigente que o futebol jamais viu. Aquele que qualquer clube desejaria; um dirigente personalista, na verdade vascaínos de toda grandeza sentiam envaidecidos, orgulhosos por contar com a perspicácia, com a esperteza, a malandragem, daquele que detém a verdade, o homem que combate e trata a imprensa dentro dos rigores da lei da Colina, o que sabe mais, que trata nossos ídolos com desprezo, daquele que mandava com o seu prestigio na federação a época em que o “homem do chuvisco” presidia a entidade, aquele que foi para o congresso lutar unicamente a favor dos interesses do clube e possivelmente deve ter defendido, de que, realmente não sei. Fiquei pasmo com a noticia de que o Benfica trocaria experiências de gestão com o nosso clube. Deve ter algum sujeito bem lúcido que consegue enxergar que uma administração que se perpetua por um bom tempo e não foi capaz de conseguir patrocinadores, armar um time competitivo seja modelo e cópia para um time europeu, por mais que tenha afinidades de origens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;È lamentável como vascaíno ser testemunha da situação em que nosso clube vivência, qualquer resultado de uma partida é válido, faz parte do jogo, mas tem sido diferente o resultado de nossos confrontos com outros adversários, conquistamos com muito sacrifício derrotas, mas quem tem sido vitorioso é o dirigente. Não podemos reclamar, faz jus ao que ele sempre propagou, mesmo que as nossas custas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até a vitória final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  * O texto em exposição no blog foi também publicado no site&lt;a href="http://www.supervasco.com/"&gt; Supervasco&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-3853651478618238701?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/3853651478618238701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=3853651478618238701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3853651478618238701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/3853651478618238701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/vasco-minha-paixo.html' title='Vasco - Minha paixão'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RznTQ5jc4RI/AAAAAAAAAII/90kDLVh4Zto/s72-c/br-vasco.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-7227205604859012248</id><published>2007-11-11T09:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T01:21:21.858-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>No Reino da Bicholândia: o discurso do Sapo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzH5CF46whI/AAAAAAAAAH4/L4kfcv-kJOc/s1600-h/girls_windmill.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzH5CF46whI/AAAAAAAAAH4/L4kfcv-kJOc/s320/girls_windmill.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130155264887669266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Patativa veio de Assaré, resolveu sair do brejo de onde morava para conhecer o Reino da Bicholândia.  Tinha lido em um jornal velho que o vento lhe trouxe; noticias do líder que presidia a Bicholândia,  em uma entrevista bomba feita pelo Velho Papagaio; o Sapo em seu coaxar diário na varanda do palácio andava reclamando das aves agourentas e dos tucanos que se queixavam por qualquer coisa que o seu governo popular e democrático realizava. Estava cansado, cheio destes animais irracionais, que não compreendiam que a Bicholândia caminhava firme com o propósito de chegar rápido em um estágio de desenvolvimento jamais visto em qualquer mundo, seja ele dos vivos ou dos mortos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Sapo andava irritado e deste modo, desencadeava coisas em seu discurso que eram incompreensíveis para o seu eleitor, a grande maioria dos habitantes da Bicholândia. Já não dizia cré com lé, lé com cré. Uma barata cascuda, sua eleitora de outras eleições, ficou revoltada, sem compreender o que falava o magnata Sapo Barbudo, acabou saindo do local completamente tonta, sem saber que rumo a tomar. Um vira-lata biscateiro que recolhia latas e garrafas importadas no jardim do palácio, também por não entender nada colocou sebo nas canelas e foi embora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Da varanda o líder magnata lançou um olhar de esguelha e viu a mula jornalista, acompanhada por uma anta, que participaram de sua ultima coletiva, eram as mesmas que espalhavam notícias no jornalão que o governo reeleito, ia de mal a pior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Um assessor, o melhor amigo do sapo de longa data, sindicalista como ele, tomou as dores pra si e começou a rosnar e querer abocanhar a perna da mula. A anta que acompanhava a mula começou a espernear. Surge não se sabe como, quatro macacos que faziam à segurança do palácio diante delas. É para convidar a anta e a mula se retirarem do local o mais rápido possível, latiu o policial alemão. São ordens! O macaco mais alto conseguiu dar uns catiripapos e sacolejões na mula, que acabou dando o pinote. A anta apavorada levou uma rasteira, correu e não conseguiu pegar o celular e telefonar para o jornal. Deu de correr pela estrada afora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Patativa pensou que ia sobrar para ela, acabou por ficar escondida no galho mais alto da árvore, dali viu uma carroça de turismo estacionar na calçada e mariposas voarem em direção ao líder da Bicholândia. Viva o Sapo! Viva! Uma verdadeira algazarra feita por besouros que acompanhavam as mariposas. Minutos depois chega o canário do reino, pedalando um velocípede, fazia parte da comitiva, era o cantor de um grupo de pagode convidado para cantar nos eventos do palácio. Um galo cantor também compareceu, acompanhado de oito gatas sambistas. A Rádio Papagaio montou um estúdio móvel. Pirilampos a postos, fotografavam tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por volta das 15 horas e dois minutos, muitos animais sorridentes e os poucos humanos estavam em um tremendo alvoroço aguardando o pronunciamento do Sapo, que antes de começar foi interrompido por uma queima de fogos. Uma cadela ministra interina, ex-militante, sempre com cara de poucos amigos, acabava de chegar, aproximando-se do grupo. O Sapo assim que viu a ministra deu uma piscadela para ela. A perereca sua companheira, flagrou o sinal e deu um beliscão no braço do sapo e uma pisada no dedo mindinho de seu pé. Reclamando deu de pular de dor. Enquanto pulava, os animais presentes, os asnos e jumentos que estavam mais próximos ovacionavam o líder, imitando a seguir com pulos e coices a torto  e a direito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era chegada à hora, faltavam poucos minutos, o Sapo de onde estava e de um pulo só, foi direto para a tribuna. Agora como magnata achou por bem colocar uma gravata, antes abandonada, enlaçou com dois nós e pegou o microfone. A perereca entusiasmada com o novo discurso aplaudiu freneticamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Começou o discurso improvisado: Não vou me transformar de  Sapo em príncipe. Aqui nesta terra, que  me desculpem os ecologistas e a numerosa família de ofídios, mato a cobra e  mostro o pau.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Habitantes da Bicholândia seja do mar, da terra ou do ar quero dizer para vocês que nunca, jamais houve na história deste reino uma preocupação com o bem estar de vocês e com o progresso. Pela primeira vez e digo isto com orgulho de um Sapo, que morou em brejos secos, em beira de lagoas, que passou as maiores necessidades, um misere danado. O nosso governo popular conseguiu com muito esforço igualar aos humanos a sua verdadeira condição de animais e aos animais a sua verdadeira e real condição. Fizemos a verdadeira revolução da espécie,  os animais,  a pedido de vocês, permanecerão como estão e os  homens a pedido deles foram transformados em verdadeiros animais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para não dizer que não falei, os hospitais públicos continuarão como estão, pois alcançamos um nível de atendimento inigualável com poças, sem higiene e imundice por todos os lados; infiltrações e lixo para todos sem distinção de raça. Os homens de brancos a partir de hoje tratarão rigorosamente vocês como animais, com um atendimento ímpar. Nossa gestão nos hospitais, jamais vista, conseguimos com muito custo e com fortunas gastas na manutenção das precariedades, atendendo exclusivamente o desejo de vocês. Não vejo motivo de diminuir as filas no atendimento, se vocês só gostam de enormes filas. Se não gostassem de filas não precisariam,  madrugar nas filas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O povo animal adora visitar os hospitais repletos de animais doentes para ficarem internados, por puro instinto de imitação, para isso providenciamos a falta total de médicos. Construímos diversos berçários para as cegonhas, que nenhum outro governo ousou fazer. É verdade que há muito tempo, não passo por uma destas unidades que reformamos. E nem quero passar. Fui informado por dos meus ministros de minha inteira confiança que foi feita um reforma para continuar tudo como está. Neste dia, encontrei uma infinidade de burros na fila do hospital, pior que recusaram a minha sugestão de líder para voltarem para casa e retornarem ao hospital daqui a doze meses. Os burros, meu povo,  são teimosos empacam por qualquer coisa, ficam engrossando a fila. Não admito sob hipótese alguma  que o nosso povo animalesco por natureza seja equiparado aos humanos .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vejam só! Construímos para o nosso orgulho e atendendo as reivindicações dos sindicatos da classe, diversos caminhos nas estradas, mantivemos os buracos maiores ou menores para os que gostam de viver em buracos, como os tatus-mulitas, que insistem em desaparecer deste verdadeiro reino encantado; as vias vicinais enlameadas para os burros-sem-rabo; deixei o mar, lagoa, rios e lagos a disposição permanente dos camelos em caravana ou não. Aumentamos o número de pousadas  para os pássaros e seus filhotes. Ampliamos  em duas  o número de escolas em todos os graus de ensino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De hoje em diante nenhum mamífero morrerá atropelado nas estradas, colocaremos placas com avisos. Não corram! Perigo! Animais racionais ao volante! Cuidado! Sinalizações serão suficientes, morrerá agora quem quiser. Aos tamanduás enfeitaremos com a cor do pavilhão suas bandeiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meu governo popular construiu milhares de casas para qualquer joão-de-barro que se filiar ao programa da casa própria. Diversas e confortáveis tocas com ar refrigerado para as raposas. Casulos com beliche para os solitários e ninhos para os urubus. Oferecemos gratuitamente diversas vespas para as vespas como meio de transporte e sobrevivência, podendo fazer lotadas. Daremos pérolas aos porcos. Serviço odontológico para os peixes. Pastos verdejantes para boi dormir. Serviço de primeira para aparar jubas de leões e barbichas de bode, com financiamento da caixa do reino. Dois mil leitos para girafas e dromedários. Cinco mil paus de arara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colônias de férias para toda e qualquer espécie de animal. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Daremos uma bolsa de meia pataca como ajuda para tratamento de saúde mental animal aos que necessitam principalmente aos cachorros e gatos de madames, que reclamaram deprimidos com o estado em que vivem; basta um telefonema para agendar e assinarem com um x em concordância, as meias patacas estarão creditadas em menos de cinco segundos em suas contas bancárias. Isto é uma prova da alta tecnologia que o governo popular implantou. Aos aposentados e pensionistas bípedes ou não, passarão a ganhar muito menos para evitar desperdício na compra de rações e futilidades. Com a poupança saberão investir na bolsa e poderão financiar pacotes de turismo. Um governo com a cara do povo e trabalhando como principal preocupação com a saúde animal e a sua sobrevivência. Um governo popular igual a este está para nascer. Quero me despedir dos animais que votam e me apóiam, mas digo também para aqueles que por razões que só o coração desconhece não conseguiram votar em mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixo para vocês um recado. Não adianta insistir não quero mais ser reeleito. Silêncio tumular nenhum zumbido foi ouvido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.camjap.gulbenkian.pt/l1/ar%7BD2B27546-03B0-4185-A5F8-0B5ACC3E203C%7D/c%7Ba2f23309-d39a-4109-a43b-9c4d785ffdfc%7D/m1/T1.aspx"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Paula &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Figueiroa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;a href="http://www.camjap.gulbenkian.pt/l1/ar%7BD2B27546-03B0-4185-A5F8-0B5ACC3E203C%7D/c%7Ba2f23309-d39a-4109-a43b-9c4d785ffdfc%7D/m1/T1.aspx"&gt; Rego&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;: Artista portuguesa, oriunda de uma família burguesa, nascida em Lisboa em 1935. Sua familia muda-se  para o Estoril em 1938. Vive em Londres desde de 1976.  Nos anos 60 participou de diversas exposições coletivas na Inglaterra. Considerada na Inglaterra  como uma dos quatro melhores  pintores vivos do &lt;a href="http://www.rtp.pt/gdesport/?article=98&amp;amp;visual=3&amp;amp;topic=1"&gt;mundo&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-7227205604859012248?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/7227205604859012248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=7227205604859012248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7227205604859012248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/7227205604859012248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/no-reino-da-bicholndia-o-discurso-do.html' title='No Reino da Bicholândia: o discurso do Sapo.'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RzH5CF46whI/AAAAAAAAAH4/L4kfcv-kJOc/s72-c/girls_windmill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2908965117365455372</id><published>2007-11-07T07:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T01:00:34.179-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Celso Githay'/><title type='text'>O Pato e a Galinha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Ryg73V46waI/AAAAAAAAAG4/6bJOnv_AT_U/s1600-h/celso_gitahy400.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127413997716029858" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Ryg73V46waI/AAAAAAAAAG4/6bJOnv_AT_U/s320/celso_gitahy400.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi um escândalo o Pato surrou a Galinha, que andava aprontando e ciscando no terreiro alheio, acabou sobrando para o marreco que fazia companhia na hora em que chegavam tarde da noite, vindos de um passeio. Há muito tempo que o pato andava desconfiado. Onde você foi? Com quem estava? Um espiríto de  porco falou para mim que você estava cacarejando com uma capivara na beira da lagoa. A galinha soluçando pediu desculpas pelo atraso, pois estava sem condução e pediu uma carona ao marreco, que prontamente atendeu. Somos amigos de infância,cacarejou bem alto. Um gavião espreitava à distancia, pois sondava o terreno. Estava doido para meter o bico e a colher nas &lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;brigas do casal; queria apenas dizer que: galinha que acompanha pato, morre afogada!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cada vez o Pato ficava mais grilado. Era dia sim, dia não. Resolveu caminhar e em conversa com o gato, manifestou sua preocupação. Escute só meu velho amigo, espalham aos quatro ventos que minha companheira de longa data é uma verdadeira galinha. Não acredito! Não acredito! Grasnava irritado. O gato soltou uma gargalhada. Deixa disto pato, a sua companheira, realmente é uma galinha. Sem graça pela reação do gato, esboçou um leve sorriso e saiu de fininho sem entender o motivo da gargalhada do gato. O Pato cabisbaixo foi direto para a lagoa, precisava relaxar e nadar. O ganso que descansava de papo pro ar na grama, quando viu o Pato, foi logo perguntando pela galinha, sua companheira, ainda continua com ela? O Pato encucado respondeu com uma voz rouca. Ora ganso! Trata de sua vida, pois minha companheira continua sendo galinha e ninguém tem nada com isso. Vivo com quem eu quero! Não é por ser um pato que eu não posso namorar uma galinha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Do alto de uma árvore o macaco sentado em um galho logo disse: Olha macacada espia quem vem andando? Vem lá o pato pateta, coçando a cabeça. Será que a dona galinha abandonou o pato? Escuta pato! Bom dia! O pato passou lentamente com o seu gingado e fingiu não escutar o chamado. Psiu! Psiu! Virando-se colocou uma das asas na cintura e indagou? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Quem me chamou e o que quer? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Sou eu, seu pato, daqui de cima do galho respondeu o macaco. Gostaria de saber, prendendo o riso. Como vai aquela galinha, sua namorada? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você conhece a minha namorada? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Claro seu pato, e quem não conhece. Pode perguntar a qualquer um, ela é muito conhecida. Ela é muito dada. A risada foi geral entre a macacada. O Pato começou a ficar irritado. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Escute aqui seu macaco de uma figa! Chegou a dar dois empurrões no macaco peludo, que estava a sua frente, zombando dele Uma confusão foi armada. Me solta, me solta grasnava o pato, enquanto era segurado por dois papagaios e um galo que passavam na hora da confusão. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Me larga! Vou dar patadas e bicadas naquele macaco intrometido. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Calma! Amigo Pato! O macaco perguntou pela galinha que anda com você, apenas, isto. Aquele macacão lá de trás disse que ela era uma galinha. Mas não é a galinha sua namorada? Sim, há muito tempo que ela é minha namorada. Os dois papagaios e o galo se despediram do pato. Tchau!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É verdade, pensou com os seus botões, a galinha é a minha namorada. Desistiu de continuar com a caminhada e voltou para casa. Pegou a chave no bolso, abriu a porta e foi logo perguntado pela galinha. Onde está você? Olhou para o poleiro, estava vazio. Não houve resposta, nenhum cacarejo. Tarde da noite o pato desperta com as batidas na porta. Quem é? Sou eu, a sua namorada, a galinha. Abriu a porta e entrou, deu dois beijos no pato e foi dormir. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Dedico o texto em exposição aos meus netos, Ramom e Ricardo e a minha companheira Marilene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.stencilbrasil.com.br/celsogitahy/artista.htm"&gt;Celso Githay&lt;/a&gt;: Artista plástico, grafiteiro com premiações internacionais e nacionais. Nascido em São Paulo, em 1968. Herdeiro da sensibilidade artísticas dos pais, João e Jurema. Celso nos anos 80, manifestou interesse pelo movimento Punk, estabelecendo contatos com as bandas Psycoses e Estado de Coma. Formado em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Aproxima de vários artistas paulistanos que usam o graffiti como linguagem de comunicação nas áreas urbanas da cidade de São Paulo. Criou o projeto "Graffiti é legal, junto com o professor de ciências Hernani Facundo e o apoio da Secretaria Municipal de Educação. visando oferecer informações sobre a arte do pichador. Celso é bem atuante, produz textos, cursos, palestras e imagens para diversos suportes. Seu trabalho pode ser visto pela internet e em exposições espalhadas em nosso país e em páginas que acolhem artistas que trabalham com&lt;a href="http://www.graffiti.org.br/27diadograffiti/celsogitahy/index.html%20-%2017k%20-"&gt; graffiti.&lt;/a&gt; Vale a pena conferir, é da melhor qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2908965117365455372?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2908965117365455372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2908965117365455372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2908965117365455372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2908965117365455372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-pato-e-galinha.html' title='O Pato e a Galinha'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Ryg73V46waI/AAAAAAAAAG4/6bJOnv_AT_U/s72-c/celso_gitahy400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8347876162303585155</id><published>2007-11-03T05:42:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T14:39:27.684-07:00</updated><title type='text'>A Gargalhada da Hiena: Uma história de ficção</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rygw8F46wYI/AAAAAAAAAGo/Dg27mOqgtdk/s1600-h/cult1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127401984692502914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rygw8F46wYI/AAAAAAAAAGo/Dg27mOqgtdk/s320/cult1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O tigre de bengala estava sempre em grupinhos jogando conversa fora em pé, diante do Café e Bar do Juaquim. O ambiente descontraído do Juaquim era o ponto preferido de encontro dos diversos animais da Bicholândia. Por volta das oito da noite, surgem os primeiros grupos de animais. Dois gambás abraçados sempre bêbados acabavam de chegar. O mais velho naquele momento já trocava as pernas. Sentaram na primeira mesa vazia e começaram a chiar pela demora no atendimento. Um burro com ares de intelectual, desembrulhava um dicionário, distraído procurando palavras ficou encostado ao balcão. Uma mariposa, cansada de guerra, bebericava um drink. A hiena freguesa habitual tinha a sua mesa cativa, a última da esquerda em frente a um aparelho de televisão. Não perdia o telejornal da Floresta de jeito algum, confiava muito no noticiário apresentado pelo casal de avestruzes. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Contaram para a lontra que na sexta-feira, em um final de tarde a hiena por pouco não quebra um pau com um porco-espinho, que insistia em ficar em frente da televisão dançando com um copo na mão, atrapalhando sua visão. Precisou que um João-de-barro que estava de passagem, em companhia de um chupim, apartasse a briga. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;João-de-barro e o chupim tinham voltado da delegacia após registrar queixa de uma coruja que invadiu a sua casa. Indignados com aquela invasão não tiveram outra escolha, senão a de fazer queixa da intrusa. Que piava bem alto, pra quem quisesse ouvir: daqui não saio daqui ninguém me tira. Sem nenhuma cerimônia a coruja, que há dias sobrevoava o local corujando, se apossou de uma casa no alto de um poste instalado em uma das vias esburacadas de acesso a Floresta do Reino da Bicholândia. De imediato correu a notícia do acontecido, acabando por chegar aos ouvidos da Fuinha, a vice-presidente do órgão de assistência advocatícia situado nas proximidades do palácio. Uma anta assistente parada atrás da porta ouviu e ficou muito interessada na causa que passou logo por tambor, relatando em detalhes de &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;como uma anta calejada como ela, conhecedora de leis, inclusive das mais absurdas, ofereceria seus prestimosos serviços para entrar na justiça dos animais, com um pedido de reintegração de posse. A proposta não foi adiante, nem alegando que facilitaria o pagamento a perder de vista, em módicas parcelas que caberiam no bolso. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Sem nenhuma pataca, João-de-barro não deu muita trela.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na verdade tratava-se de Caburé, uma figura manjada, velho militante do movimento dos sem ninho (MSN) um conhecido de longa data de Honório, cão policial, delegado de plantão. O meliante tinha diversas passagens por invasão no bairro da Floresta e arredores. Ao entrar em cana houve uma ligeira resistência por parte de Caburé, negando de asas juntas, inocência. Irritado derrubou as lentes do cinegrafista e partiu para bicadas. Não adiantou foi direto pro xilindró, não sem antes de levar tapas em sua orelha e alguns cascudos. Restou ao casal retomar o imóvel.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Serenado os ânimos, o porco-espinho pediu uma porção de lingüiça para viagem e foi embora. Da porta do boteco, resmungando prometeu voltar para acertar as contas. Quando entrou acompanhado pela cutia, uma coelhinha. Silêncio no ambiente. Os que estavam em pé, os que estavam encostados no balcão, os animais das mesas, não resistiram danaram de assobiar. Um gavião fingindo que não viu a tremenda lebre, quer dizer a coelhinha, achou que bastava se aproximar que estaria no papo. Uma araponga martelava em seus ouvidos, que não era assim como o gavião guinchava, afinal estava acompanhada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A hiena colada com os olhos e ouvidos na tela da televisão pediu silêncio e não foi respeitada em sua solicitação. O telejornal da Floresta estava pra começar. Uma das avestruzes cumprimentou o distinto e respeitável público. A hiena do outro lado respondeu com Boa Noite. Começavam a noticiar o desaparecimento do Bode Ludovico e do Sapo Barbudo. Fontes fidedignas de informação adiantaram para as focas, que por mais de duas horas que o Sapo não aparece na varanda, para fazer a habitual saudação aos animais. Em destaque, um dos apresentadores noticiava que o famoso Bode Ludovico, foi visto em direção a um lugar desconhecido, carregando a mala preta. Depois do intervalo, a noticia de que foram presos no final da tarde, um bando de babuínos moradores da parte sul da Floresta fazendo algazarra, quebrando lixeira, vasos e placas de ruas. Tucanos em festas, sorridentes aparecem na tela da tv. As avestruzes se despedem com tradicional Boa Noite. No bar sem ninguém entender, a hiena gargalhou por horas a fio. Cochichou no ouvido da borboleta: Nada muda neste reino, os mesmos sempre os mesmos. Voltou a gargalhar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; .&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex Vallauri&lt;/span&gt;: (Imagem) Grafiteiro, Artista Plástico, Pintor, Gravador, Desenhista e Cenógrafo. Nasceu em Asmara, Etiópia no ano de 1949, de origem italiana, naturalizado brasileiro e faleceu em São Paulo, em 1987&lt;br /&gt;Fonte de consulta: &lt;a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&amp;amp;cd_verbete=991&amp;amp;cd_idioma=28555"&gt;Itaú Cultural&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede13/cult1.png"&gt;A Rede&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8347876162303585155?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8347876162303585155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8347876162303585155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8347876162303585155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8347876162303585155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/gargalhada-da-hiena-uma-histria-de-fico.html' title='A Gargalhada da Hiena: Uma história de ficção'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/Rygw8F46wYI/AAAAAAAAAGo/Dg27mOqgtdk/s72-c/cult1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8520581114329629650</id><published>2007-11-02T07:11:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T02:14:13.173-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábula Politica'/><title type='text'>A Passeata de Dadá</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyYgkl46wVI/AAAAAAAAAGM/lUfnzTmhgNQ/s1600-h/3macacos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126821038826111314" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyYgkl46wVI/AAAAAAAAAGM/lUfnzTmhgNQ/s320/3macacos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de longa viagem, muita cansada, hematomas nas costas, bolhas nos dedos e marcas das bordoadas no lombo, conseguiu, enfim, chegar a sua casa tarde da noite. Estava &lt;st1:personname st="on" productid="em pandarecos. Veio"&gt;em pandarecos. Veio&lt;/st1:personname&gt; de uma cansativa passeata, em que vários primatas participaram. Aconteceu no dia do aniversário do Sapo Barbudo, que escondido em uma varanda envidraçada, tomava conta de tudo. Do alto do Palácio, uma tartaruga disfarçada de jabuti, butucava com poderosas lentes qualquer movimento suspeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia 27, Dadá saiu quando o dia clareava, assim que o galo da vizinha cantou, em companhia de duas galinhas d`angola, amigas sindicalistas, que a convidou. Colocou um pouco de ruge, batom, um beijo na testa de Didi que roncava e deu os últimos retoques antes de subir na carroça terceirizada pelos sindicalistas. Foi à primeira vez de Dadá, debutava em passeatas, ficou muito empolgada, aguardava muito ansiosa tal dia. Não estava agüentando viver em tremendo misere, com tamanha pobreza e vendo o companheiro desempregado e doente. Foi à luta sem pedir licença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estou com a macaca. Viva a macacada! Repetiu mais vezes. Viva a macacada! Um bando de gorilas fardados passou correndo em disparada rumo ao lugar da manifestação, um deles aproveitou e deu um chute em um canino de camiseta que nas horas vagas e nos dias sem trabalho, vendia na rua sanduíches de queijo quente e hot dog com molho. Seu filho de uma cadela! Vai, Vai! Passa fora! Se manda! De rabo baixo entre as pernas, saiu de fininho, arreganhou os dentes, muito contrariado; conformado recolheu o que sobrou e botou sebo nas canelas.&lt;br /&gt;Um grilo, depois de conferir os companheiros, de contar um por um, percebeu que estava faltando um militante, e era o coelho. Sem graça pelo atraso, o dirigente aposentado ainda esbaforido pediu desculpas aos demais membros da caravana. Um jerico provocador infiltrado em uma das&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;caravanas cismou de colocar uma das carroças diante dos bois, arrumou maior confusão, tiveram por muito custo remover da bestial idéia.&lt;br /&gt;Foi dada à partida, em solavancos a carroça prosseguiu pela estrada afora. Contentes, iam soltando palavras e palavrões de toda ordem. O calor era imenso, mas a alegria pela atividade política de protesto era maior. Encontraram com um lobo bobo sentado no meio-fio, pedindo esmolas; uma manada de búfalos mugindo sem parar; um rebanho de carneiros balindo em ordem unida, enfileirados seguia a pé para a manifestação. Um pombo-correio solitário fez sinal para pegar carona na caravana. Pararam mais adiante o pombo pulou com ajuda de um gavião, direto para dentro da carroça, quase que perde o equilíbrio e por pouco não derruba uma bandeja de café em cima de dona raposa e de sua companheira, uma franguinha vestida em um terninho xadrez.&lt;br /&gt;Demorou muito mais, uma vez que as vias estavam intransitáveis, congestionadas. Ninguém cuida das estradas! Zurrava o animal que puxava a carroça. Uma nuvem de gafanhotos e um bando de ratos de praia começaram a agir rápido recolhendo os donativos de outras carroças: como pulseiras, patacas, anéis, bolsas e tudo que viam pela frente e que pertenciam aos participantes da passeata.&lt;br /&gt;Dois jumentos de talão em punho tomavam conta do transito e não estavam nem aí pelo que estava acontecendo diante deles. É certo que usavam antolhos como parte da vestimenta de trabalho e não conseguiriam resolver; acharam por bem multar a carroça que andava com a licença vencida. Estavam prontos para distribuir coices a torto e a direito e dar voz de prisão para os infratores.&lt;br /&gt;Cinco batráquios do outro lado tiravam fotografias como se fossem turistas aprendizes. Enfocaram caras e bocas das sindicalistas presentes na caravana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Um deles, o mais saliente, acabou fazendo uma proposta a uma cachorra para posar em uma revista de grande circulação no Reino da Bicholândia.&lt;br /&gt;Em casa seu companheiro, de boné, descansava descalço com os pés sujos esticados sobre um galho seco depois de idas e vindas em busca de um emprego. Sua labuta se fazia por mais de dois anos. Não havia vagas, as poucas que tinham foram ocupadas por muriquis mais novos, micos e sagüis. Desdentado, com pelos embranquecidos, pele enrugada pelo tempo. Trabalhou por longos anos a fio em um zoológico, foi vizinho de jaula do macaco Tião. A noite fazia biscates em um circo mambembe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eram outros tempos. Sem nenhuma pataca no bolso ou na mão, não sobrava nem para um cacho de bananas nanicas.Estava usando óculos sem uma haste. Um amigo da onça, político experiente, bom de voto e de papo furado, prometeu a ele e ao mundo para quem necessitasse de haste, que ele daria para todos. Só pediu para Didi um tempo, o suficiente para falar com um amigo proprietário de duas pequenas óticas.&lt;br /&gt;Didi um chimpanzé camarada e compreensivo, aguardava com paciência a promessa feita há mais de doze anos. Chegou até votar nele por várias vezes seguidas, acreditando sempre nas boas intenções daquela cobra criada na Floresta de Baixo. Era um lugar gostoso de morar, devido a uma enorme devastação no ambiente, passou a ser um lugar enlameado, sem luz e esgoto; distante do Palácio apenas duas horas de carroça.&lt;br /&gt;Com galhos enormes, extensa mata, arvores, rios, cachoeiras, comida em abundância, várias espécies de bananas. Banana para eles era vitamina, tinha pela fartura para dar e vender. Um dia pela manhã, sentado em um galho, coçando a cabeça, estranhou o movimento incessante de carroças, tratores, fuinhas e tatus, abrindo buracos, quebrando os galhos que viam pela frente. Chamou por Dada sua companheira, puxou um galho encostado e deu para ela sentar. Começou por perguntar se sabia dizer o que estava acontecendo. Respondeu que não sabia, mas estava muito preocupada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sei muito bem, mas desde daquela manhã cinzenta e chuvosa, com a chegada dos homens da capa preta, a nossa floresta não tem sido a mesma. Quase que ia esquecendo de contar, na passeata encontrei com a tia da Lili a que mora no alto do galho seco, na carroça dando de mamar ao seu filhote, em conversa disse que recebeu uma carta lá pelas bandas da África em uma floresta tropical escrita por um dos seus primos, muito assustado e chocado com os últimos acontecimentos. Na carta escrevia por linhas tortas que gorilas, gibões e langures amigos deles de longa data, estavam desaparecendo, tinham muito pouco. Que estavam sendo dizimados, aprisionados ou mutilados para pesquisas cientificas. Só em escutar fiquei toda arrepiada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Continua&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-8520581114329629650?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/8520581114329629650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=8520581114329629650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8520581114329629650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/8520581114329629650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/10/depois-de-longa-viagem-muita-cansada.html' title='A Passeata de Dadá'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyYgkl46wVI/AAAAAAAAAGM/lUfnzTmhgNQ/s72-c/3macacos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2617289089451561787</id><published>2007-11-01T10:33:00.000-07:00</published><updated>2007-11-01T05:53:07.028-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>O Vasco que eu quero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RymhvV46wcI/AAAAAAAAAHI/LNRrsxNRuNc/s1600-h/P_VascoBR.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127807485439820226" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RymhvV46wcI/AAAAAAAAAHI/LNRrsxNRuNc/s320/P_VascoBR.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Vasco que eu quero é o dos meus sonhos e da imensa torcida vascaína. Quero um Vasco para mim que seja um clube que dispute grandes partidas e persiga a vitória como uma das metas principais. Quero um Vasco em que meus dois netos sintam orgulho por serem vascaínos. Quero o Vasco no sorriso das crianças. Quero o Vasco como o time da virada. Quero o Vasco como time do amor. Quero um Vasco da Gama que reconheça em sua história, os jogadores que ajudaram a construir. Quero um Vasco em que a paz não seja apenas uma palavra que seja almejada entre os torcedores. Quero um Vasco em que dirigentes inescrupulosos sejam varridos de São Januário. Quero um Vasco que também seja de seus torcedores, patrimônio maior do nosso clube. Quero um Vasco que não tenha apenas um dono. Quero um Vasco soberano e respeitado pelos demais clubes. Quero um Vasco maior. Quero um Vasco que não rasgue a sua história. Quero um Vasco em todos os lugares. Quero o Vasco em uma canção. Quero a cruz de malta espalhada pelos campos construindo nosso futuro. Quero o Vasco de antigamente, com a roupagem moderna dos tempos atuais. Quero Vasco pulsando com a sua torcida ao ouvir gritar gol. Quero ver o Vasco longe da violência. Quero um Vasco longe dos escândalos. Quero um Vasco de mãos limpas. Quero o Vasco Machão da Gama. Quero um Vasco nos corações e mentes dos vascaínos. Quero um Vasco em que possa chamar de meu. Quero o Vasco presente em vários esportes. Não quero muito do Vasco, apenas o Vasco que aprendi a amar e torcer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: O texto que publico, faz parte de um comentário para o site&lt;a href="http://www.supervasco.com/"&gt; Supervasco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2617289089451561787?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2617289089451561787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2617289089451561787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2617289089451561787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2617289089451561787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/11/o-vasco-que-eu-quero.html' title='O Vasco que eu quero'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RymhvV46wcI/AAAAAAAAAHI/LNRrsxNRuNc/s72-c/P_VascoBR.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-353166480125366883</id><published>2007-10-31T00:25:00.000-07:00</published><updated>2007-11-01T10:20:39.818-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aniversário do Neto'/><title type='text'>Hoje é dia de Ricardo, O Menino dos Olhos Verdes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyoKzF46wdI/AAAAAAAAAHQ/nBPaCM1cq28/s1600-h/Ricamar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyoKzF46wdI/AAAAAAAAAHQ/nBPaCM1cq28/s320/Ricamar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127922998585246162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não poderia passar em branco, hoje é dia de festa, meu lindo neto Ricardo, comemora um ano. O amigo e companheiro do irmão Ramom. A chegada de Ricardo, o mais novo vascaíno da família foi muito curtida por todos e nem poderia ser diferente. Aliás, a bem da verdade, houve por parte do irmão, um pequeno ataque de ciúme, uma disputa pela atenção dos avós e dos pais. Mas parece ser uma página virada na convivência entres os irmãos. Claro que há recaídas, Ramom não está muito convencido de ter de dividir as atenções.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ricardo, O Menino dos Olhos Verdes é muito esperto, com alguns dentes afiados, vai experimentando as novidades e ingerindo as que são oferecidas; alegre deu os primeiros passos e tombos há pouco tempo, bem antes de completar um ano. Deste modo, até com a ajuda de quem estiver por perto, vai rumo às descobertas de seu mundo, repleto de novidades e brincadeiras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Corre de um lado ao outro, pega os brinquedos do irmão, no entanto, neste ato ingênuo e de curiosidade de Ricardo, um conflito surge e o vencedor, naturalmente, é de quem tem mais força. Em desvantagem abre o maior berreiro, fica muito sentido e quando pode e nem sempre pode, parte para o ataque distribuindo mordidas. É um Deus nos acuda. Um salve-se quem puder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ricardo faz parte de meu mundo e de Marilene. O mundo ficou mais encantado com sua presença. Acho que a criança tem esta capacidade de transformação, de alterar o nosso cotidiano. Como um avô observador percebo diferenças no comportamento, mas os mesmos se apresentam iguais na disputa pelos braços do avô. Fico no meio desta, fico com um de cada lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando engatinhava, aquele toquinho de gente vinha direto para junto de mim, segurando em minhas pernas pedindo colo. Diga-se de passagem, adora um colo. E quem não gosta? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não recuso esta aproximação de meus netos. Sou um avô muito corujão, assumidamente babão com as estripulias deles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para Ricardo, O Menino dos Olhos Verdes, desejamos eterna felicidade. Que construa os castelos de sonhos e que realize a maioria deles no decorrer de sua existência São os votos do avô, de sua avó Marilene e da bisa. Beijos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-353166480125366883?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/353166480125366883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=353166480125366883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/353166480125366883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/353166480125366883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/10/hoje-dia-de-ricardo-o-menino-dos-olhos.html' title='Hoje é dia de Ricardo, O Menino dos Olhos Verdes'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyoKzF46wdI/AAAAAAAAAHQ/nBPaCM1cq28/s72-c/Ricamar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-2175747430331330974</id><published>2007-10-29T06:13:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T13:47:54.427-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eurico Miranda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>O Vasco de Eurico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyWWLF46wUI/AAAAAAAAAGE/PAi5rJ55BdU/s1600-h/br-vasco.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126668868134814018" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyWWLF46wUI/AAAAAAAAAGE/PAi5rJ55BdU/s320/br-vasco.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é confiável a administração de Eurico Miranda, me parece desacreditada, uma vez que nem patrocinadores conseguem. Figura desgastada, com forte apego ao cargo acha que consegue bons dividendos tratando a mídia como trata, sempre a desprezando. Seu discurso está sempre revestido de mau humor, depreciando o seu interlocutor em entrevistas; está convencido que agindo assim, com rompantes de um déspota, que protege o Vasco (instituição) de jornalistas e torcedores mal intencionados. Daí o homem sai distribuindo bordoadas a torto e a direito em quem estiver pela frente. Contrariado responde de modo infantil situações em que poderia haver um tratamento, mais maduro, equilibrado, usando da sensatez para lidar com as adversidades. Se ele é mesmo vascaíno, tenho dúvidas, se for, por sua incapacidade administrativa, têm colhido bons frutos, apenas vitoriosas derrotas em seu recheado currículo. Não suporta torcedores, salvo em períodos em que necessita de voto para se eleger no poder legislativo. Há pouco tempo foi barrado no baile, não conseguiu o tão sonhado mandato popular. Votos, só os obtidos em nosso clube. Mesmo assim, são questionados por sua validade, creio que para síndico encontre dificuldades. O sábio dirigente durante este tempo no poder, consegue apenas canalizar para si, reprovação da maioria dos vascaínos. Sua conduta sempre foi esta e me parece fossilizada, deste modo ganhou respaldo para dirigir o Vasco. Há um desejo por parte do conselho que sustenta este estado de coisas, a manutenção de Eurico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Qualquer mal estar na Colina, sacam do bolso, vedando acesso à informação. Exercem a censura, coagem jogadores, inibindo a tal ponto, como deixou constrangido Leandro Amaral no final de uma partida, perguntado declarou que não poderia dar entrevistas, eram ordens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Vasco para este grupelho de apoio está muito bom, acreditam piamente que deve ficar muito melhor até o final da competição. Apostam na permanência de Eurico e possibilitam e sedimentam espaços de poder &lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio" st="on"&gt;em São Januário&lt;/st1:personname&gt;, distribuídos segundo a imprensa para a família do dono do clube. Apontam como o modelo de melhor dirigente, o mais qualificado, em um eventual embate com Dinamite, o derrotaria, deixaria Dinamite nocauteado em questões de segundo. Sabe que Dinamite não é adversário pra ele. Acho quem poderia derrotar o dirigente autoritário que tem mando na Colina, seria uma pessoa com raízes lusitanas, de prestigio no clube e na mídia, e disposta a enfrentar este estado de coisas, para começar a limpeza e remoção do entulho autoritário que permanece e pode ficar em SJ por um bom tempo. Penso que um candidato provindo de outros segmentos que não o dominante na Colina, fora da história política de São Januário, está fadado a ser alijado do processo de eleição. Forças conservadoras e mesmo a atual oposição podem se aglutinar em beneficio da tradição do clube. Dinamite mesmo que tenha vínculos com o clube, ídolo deste mesmo clube não teria condições ou não quer e não está disposto a exercer uma liderança capaz de mobilizar os descontentes &lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio. Ilustres" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio." st="on"&gt;em São Januário.&lt;/st1:personname&gt; Ilustres&lt;/st1:personname&gt; vascaínos que circulam pela mídia e são aclamados, parece que não se engajariam em fileiras da oposição, não iriam fazer passeata. O departamento jurídico do Vasco é muito capaz, articulado e assessora com presteza e dedicação o dirigente Eurico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como jogador, artilheiro e meu ídolo, nota mil, mas como condutor de movimento de oposição, é dose. A idéia que passa para mim é de estar sempre pedindo desculpas ao Eurico pelo incomodo que causa. O movimento que o apóia, não tem pretensões de sair à rua para um chamamento da massa vascaína, não é a praia da maioria dos membros de oposição, preocupados apenas na confecção do próximo cardápio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vascaínos de outros estados teimam em apontar na direção dos torcedores moradores do Rio de Janeiro, uma culpabilidade, uma omissão pelo estado em que se encontra o nosso clube. Não sei se desta maneira de nos encarar revela a ausência de uma tradição de luta oposicionista dos vascaínos. Formas de lutas existem muitas e algumas são tentadas ou mesmo as sugeridas por vascaínos de modo radical na remoção desta gestão ultrapassada e autoritária que vigora &lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio. Acredito" st="on"&gt;em São Januário. Acredito&lt;/st1:personname&gt; que um dos melhores caminhos é a via judicial ou quem sabe conseguir respaldo com o grupo de poder que sustenta o gestor autoritário &lt;st1:personname productid="em S￣o Janu￡rio" st="on"&gt;em São Januário&lt;/st1:personname&gt;, provocando uma cisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vascaínos, até a vitória final.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*********************************************&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;Uma pena que o dirigente-mor do clube da Colina, não tenha ouvido a notícia para desmentir publicamente o que provavelmente vai acontecer. Como fez recentemente ao saber que o jornal Lance havia noticiado antes dele, proclamar o técnico para o público.Acho que o jogador está correto, ele é profissional e vive do que ganha. Se surgiu proposta mais interessante, deve mesmo ir à luta. Pode ser que não esteja satisfeito com o que se passa no clube e prefira respirar novos ares. Basta ele olhar para onde o Fluminense caminha e para onde o Vasco vai .Se o nosso dirigente que defende o clube mais do que Vascaíno, até o momento não manifestou interesse em sua permanecia, acha do alto de sua sapiência que basta dizer a palavra mágica Vasco, para que qualquer jogador ou treinador estariam dispostos a pertencer ao elenco do clube, a renovar contrato, ou abdicar de melhores ganhos. Se um cara como dirigente dá um chute na bunda de verdadeiros jogadores vascaínos, imaginem se ele se importa com os torcedores. Não lembro de Eurico encampar qualquer idéia sugerida pela torcida para este ou aquele jogador. Está pouco se lixando conosco. Nosso craque Leandro Amaral pode puxar este cordão para a saída de São Januário de outros jogadores. E na visão do dirigente pode entrar um jogador e sair outro. Novo plantel estará sendo elaborado com antecedência, tudo com a prestimosa ajuda de empresários interessados em manter SJ como vitrines de seus craques. Sem dúvida, muitos deles serão recebidos, se são verdadeiros vascaínos, ainda não sei&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;Obs: Textos publicados sob forma de comentários no site &lt;a href="http://www.supervasco.com/"&gt;Supervasco.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2676326440885302172-2175747430331330974?l=esquinasdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/feeds/2175747430331330974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2676326440885302172&amp;postID=2175747430331330974' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2175747430331330974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2676326440885302172/posts/default/2175747430331330974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquinasdotempo.blogspot.com/2007/10/o-vasco-de-eurico.html' title='O Vasco de Eurico'/><author><name>Wilton Chaves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00981282427416698992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-LB6ym4ULe4/TBN4Ah0LI9I/AAAAAAAAAk8/ztllexD8Cx4/S220/esquinas+do+tempo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyWWLF46wUI/AAAAAAAAAGE/PAi5rJ55BdU/s72-c/br-vasco.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2676326440885302172.post-8045043802447874701</id><published>2007-10-27T15:53:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T09:03:17.647-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fabula politica'/><title type='text'>Reino da Bicholândia : Em dia de festa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyRCHF46wTI/AAAAAAAAAF8/Qw7tJjzq_64/s1600-h/grav18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_-LB6ym4ULe4/RyRCHF46wTI/AAAAAAAAAF8/Qw7tJjzq_64/s320/grav18.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126294965461893426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Noticias de última hora, em edição extraordinária dadas pela Anta de plantão, informando de que haveria festa no Palácio tomou conta do Reino da Bicholândia. A noticia foi espalhada como rastilho de pólvora. Uma gatinha manhosa parada diante do portão, comentou com o gatão: - Morzinho também quero ir à festa.&lt;br /&gt;Alto-falantes foram espalhados pelas redondezas, bandeirolas penduradas em galhos, postes e passarelas  decoravam o ambiente. Uma festa para nenhum amigo do peito botar defeito. Do lado de fora, um bando de tucanos fora do ninho se engalfinhou na disputa por convites para uma festa de aniversário. Deu pra ouvir de um tucano no meio da confusão, que ele não perderia de jeito nenhum a festa, dando em seguida um
