segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Voltei a ser livreiro, virtual e real


Estava sentindo saudades desse meu cantinho, de entrar em contato comigo mesmo, de me olhar no espelho. Fiquem tranqüilos, não é esta à hora de retocar a maquiagem, ou verificar, se a minha barriga, está mais saliente. Já não tenho muita surpresa com que vejo diante de mim. A imagem que tenho me convence de que sou eu mesmo, sob os efeitos do tempo em seus registros de mudança. Sou o que está ali, com os efeitos colaterais da idade.

Sou, vamos dizer o primeiro leitor do que escrevo, no mais, acrescento, os desavisados leitores que aparecem nesse espaço, que com o recurso de uma máquina de calcular, consigo, estimar em mais dois leitores. Aqui, algumas vezes toma as feições de um espelho. Do outro lado do espelho – aliás, título de um romance de Sidney Sheldon, autor bem procurado pelo público feminino - fico rascunhando, escrevendo o que der na telha. Passo algumas horas diante do espelho, mas confesso, não se tratar de nenhum sintoma de narcisismo. Fico apenas o tempo necessário para escrever, reescrever o que pretendo narrar para você, meu caro leitor.

Ausente por estar vivenciando uma nova fase profissional, e para quem não sabe voltei a trabalhar com livros, desta vez, com livros usados. Custei a tomar esta decisão, assim que tomei, foi para ficar. Agora trabalho na rua, “daqui não saio, daqui ninguém me tira “, e na internet., ou seja, casa e rua.

Tenho produzido melhor pela internet, minha oferta de livros é bem maior e alcanço mais gente, atinjo o nosso país de ponta a ponta. A clientela da rua, é mais dispersa são passantes em sua maioria em direção a casa e ao trabalho, sempre com pressa, poucos, são os que param para apreciar os livros expostos. Quando leitores, o consumo de romance, é o de maior incidência. Pretendo aos poucos dar um novo desenho ao espaço e na parte que me cabe neste minifúndio, dar um perfil na área de ciências humanas, fazendo diversificações para atender o público passante. Procuro sempre diversificar o máximo com oferta de livros na faixa de preços de 5 reais; tenho na verdade um mínimo espaço cedido pelo livreiro Alberto Pereira, o Filósofo, em troca tomo conta, ou seja vendo os livros dele e os meus, de modo que, Alberto esteja liberado para fazer as coisas que necessita. Assim vou me virando como posso, no momento “pago” para trabalhar, resultado das despesas que são concretizadas ao ir trabalhar na rua.. A compensação, está nos contatos, na captação de livros, no encontro com pessoas amigas, colegas e professores do IFCS e novos amigos. Na última 5ª feira, recebi um convite para ser colunista do site Supervasco., embora seja um colaborador, contribuindo com comentários e ter sido publicado algumas vezes, agora virou convite oficial Como a maioria sabe, sou vascaíno, aliás, declaração anunciada em meu perfil de blogueiro, não é novidade, novidade é para mim, é encarar uma coluna semanal, ainda não enviei nada, espero produzir algum texto nos próximos dias. Não deixei de avisar que estava envolvido com a venda pela internet e o trabalho de rua, no momento em que tivesse liberado, iria dar o pontapé inicial e começar a produzir textos, crônicas sobre o Vasco.

Tentei, digo tentei, por não me posicionar de modo definitivo como livreiro virtual de um novo site de venda de livros, vinil e cd. Para isto, estou em fase de experiência, se os resultados forem positivos, abrirei um novo canal de vendas, desta vez, nomeei de Esquinas do Tempo .O espaço é para realizar vendas de outros produtos culturais, no caso, iniciamos, eu e Marilene inserindo cds. Interrompemos por ficarmos rondando com a dúvida, se realizarmos vendas, não seríamos surpreendidos com supostos “arranhões” alegados pelos possíveis compradores, o produto dá margem a estas suposições. Preferimos no momento, suspender , não colocando cds,.lps ou mesmo livros, estes são menos afetados, pois, detectaríamos de imediato, qualquer sinal de modificação de seus aspectos formais, assinalando manchas, oxidação, manuseio e os desgastes naturais produzidos pelo tempo. Bom, fico por aqui, o texto, foi se alongando e tornando cansativo, volto o mais rápido possível. Até breve!

Um comentário:

Jorge Alberto disse...

Salve!

É muito bom saber que você ainda está ligado ao livro de alguma forma. Também fico contente por suas palavras em relação aos meus escritos e mal traçadas.

O livro, como eu sempre disse, é uma cachaça retangular. Não dá pra largar.

Um grande abraço.