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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dinamite: A bola está sob os seus pés. Exploda! Mudança já!












Não li a mensagem do dirigente, a mim fosse remetida, o destino, seria sem dúvida a lata de lixo da história. Sua conduta para com os vascaínos sempre foi de desprezo, os que atuavam no campo da oposição eram tratados por chibatadas verbais, aplicava penalidades sem dó. Não se deve portanto, neste momento, encaminhar nenhuma proposta de entendimento, com os vencidos, colaboração ou qualquer outra forma. Dinamite você como político profissional deve por obrigação consultar a base, não é assim que vocês dizem, seria bom saber se ainda são receptivos a sua esdrúxula idéia de preservar a título, quem sabe no futuro, um culto a imagem. do jogador ou do dirigente. Posso adiantar, os vascaínos repeliriam, se com inseticida, não sei. O dirigente causou muitos estragos para a imagem do Vasco, criou uma áurea negativa, uma urucubaca, um estigma ao torcedor vascaíno e ao clube, tanto que o aumento de novos torcedores, mirins ou não, deve ser ínfimo. Acho mesmo, se você veio como imaginamos e desejamos, para encarnar os novos tempos, ou se quiser fazer, faça, se muito, fotos para serem estampadas no Museu. O momento é de dinamitar o que representa esta estátua, não faça nenhum arranjo de composição a pretexto de enaltecer a figura do jogador que simbolizou quer queira ou não um ciclo, que foi rejeitado pelos vascaínos, os tantos que o aprovaram nas urnas, você como o candidato desta mudança, implica de imediato afastar a possibilidade de decepção. Caso contrário pelo que li hoje pela manhã no jornal O Dia, em matéria "Reforço, agora, está difícil", vocês sabiam se não totalmente, pelo menos em parte da penúria financeira do clube.
Neste primeiro momento estou contaminado como vascaíno pela vitória da oposição, que aproveito para parabenizar pela conquista. Há tempos que fiz uma opção pelo não engajamento ao movimento de oposição, participei em tempos passados de algumas reuniões em clubes portugueses na Tijuca, para mim bastou; ultimamente preferi correr em faixa própria, escrever neste espaço, o que me permitiria com mais liberdade me posicionar com maior autonomia, de modo critico, ora, fazendo restrições ao encaminhamento conciliador, e submisso da conduta de Dinamite ao dirigente, que me parecia de endeusamento e de gratidão eterna. Projetava uma imagem distante e cerimoniosa, o tratamento dispensado me parecia com o intuito de não causar nenhum transtorno ao dirigente.
No meu entendimento, Dinamite assume em todos os aspectos uma postura conservadora, de mudar para continuar tudo igual.Cuidado! seu adversário é extremamente agressivo, até o último instante, fez demonstrações sem nenhum pudor; atos que nem gostaria de pensar podem surgir Um novo conceito de mudança tem de fazer parte de seu projeto de administração. Não se deve pensar em conciliação com quem em nenhum momento pensou em conciliação, nem reviu sua postura, pois seu delírio pelo poder, não permitiria tal façanha. Tudo era feito pelo dirigente e por sua camarilha era para ampliar os podres poderes de sua forma de administrar e se perpetuar no clube. O que o homem lutou de modo aguerrido para não largar o osso, não foi brincadeira, tentou e tentou até as últimas conseqüências e atrelado em todas as esferas jurídicas, permanecer, tentou mas não levou.
Dizem que a justiça dos homens tarda, mas não falha, no entanto, se falhasse a divina com certeza, daria um jeito, claro que a nosso favor, daqueles que por diversas formas clamaram por melhores dias e que a esperança fosse o caminho e que a qualquer hora chegaria ao fim esta administração, que estava além da conta, extremamente saturada, nem ele conseguiu levar até o fim. Liberdade, ainda que tardia, chegou para ficar, para abalar e destruir os ranços de uma administração obscura e viciada na mesmice. Não posso deixar de falar sobre o meu clube sem mencionar a gestão do dirigente, ou a sua "simpática" figura.
Um dos grandes equívocos do dirigente foi "aposentar" a camisa 11, em homenagem "eterna" com vínculos de gratidão ao homenageado, esta postura me levou por várias vezes desaprovar tal intento; para piorar concretizou o seu sonho maior de bajulação ao erigir uma estátua a um jogador que por não ter sangue cruzmaltino, não mereceria homenagem desta grandeza. Recebeu uma bela resposta, que acredito que até hoje, aguarda um comunicado do jogador para a despedida. Convenhamos àquela situação em que vivenciou passou para a imprensa a imagem patética do dirigente que muito decepcionado, frustrado apelava para o retorno do "amigo" para a última homenagem, que nem bola passava para o dirigente que sabia mais de qualuqer um sobre o Vasco, sabe tanto que nem percebeu o que o jogador aprontou com ele, ou ele aprontou com o jogador, quem vai saber? O resultado final, deu no que deu. Para mim foi hilária e que foi reforçada pelas previsões ridículas apontadas.
O dirigente no alto de sua sabedoria , nem consultou a torcida, fazia e desfazia com bem entendia, tudo em prol dos "interesses" do Vasco.. O dirigente apenas ouvia a si próprio, quando muito, sua família e os conselheiros que sustentavam esta política, que pelo visto ultimamente em nada beneficiou o Vasco.
Como deputado, ainda bem que não foi reeleito, nunca, pelo menos eu, não consegui traduzir quais e que benefícios, e melhorias trouxe para o clube na tão propalada defesa dos interesses do Vasco, que até outro dia parecia lutar com unhas e dentes para preservar o modelo aplicado ao Vasco, retrógrado, diga-se de passagem. Bastava olhar para os lados, que poderia conclamar os vascaínos que estariam, acredito dispostos a cooperar com o dirigente, em prol da grandeza, da imagem de um clube vitorioso, ligado historicamente a vários segmentos sociais, aliás, o seu olhar, a sua cegueira, apenas enxergava o próprio umbigo.
Gente deste tipo, Caro Roberto Dinamite, nosso honrado presidente, deve se manter à distância, quanto mais longe melhor. Não tem de conciliar com este passado de quem trouxe tanto dissabores. Aquele passado do dirigente, com o apoio de Calçada, teve momentos de glória, mesmo que eu seja critico em relação ao dirigente, reconheço sua contribuição; hoje, encerra apenas uma referência histórica, objeto de pesquisadores dispostos a entenderem o que se passou no Vasco, que muitos vascaínos, parecem nem querer lembrar. Não importa, ele faz parte da história do clube, com acertos e desacertos. Você verá mais adiante com quem e com quantos contará para ajudar nesta tarefa, que deve ser árdua, mas que deve tomar o rumo de desvendar algo se obscuro houver, mostrar a face de São Januário, devemos como vascaínos ter ciência, qual é a verdadeira situação do clube. A transparência deve ser escancarada, mostrar claramente , os interesses defendidos pelo dirigente em nome do Vasco.
Quero lembrar ao meu ídolo, que a sua luta foi pelo poder, por mudança de uma gestão autoritária, retrógrada, extremamente conservadora e controlada a mão de ferro, por uma em que circula novos ares, modernidade, com base na comunhão de vascaínos, estruturada na concepção democrática de poder. Deve se contar, claro, com os vascaínos remanescentes da gestão do dirigente, mas requer cuidados especiais para perceber se alguns foram contaminados pelo vírus. Você como político e o grupo que o sustenta não são ingênuos, não sou favorável uma caça às bruxas, mas se elas existem todo cuidado é pouco. Aproveita use as vassouras para fazer uma assepsia, uma faxina geral. Embora, faça parte de seu discurso conciliador, ser presidente de um clube, não implica em ser bajulador eterno do dirigente, enaltecendo os feitos do passado, sua gratidão que parece ser eterna, o que lhe permitiria mais adiante um convite para o seu "dirigente", assim como quem não quer nada, contar com a prestimosa ajuda, continuando assim, penso, se assim me permite, que a mudança, tão anunciada mudança será abortada em nome da "união" dos vascínos de todas as matizes. Não quero ensinar padre a rezar missa, lembre-se de que alguns vascaínos foram os seus adversários, de modo que, tem muito pouco a acrescentar em sua gestão.
Há pedras no meio do caminho, o técnico atual, representa pelas características sempre anunciadas e enaltecidas como um fraterno e leal amigo do dirigente. Segundo a imprensa, embora, esteja no seu direitos de reivindicar o que lhe cabe neste latifúndio, o técnico, como das outras vezes, anunciadas, trabalharia de graça para o dirigente, não deixou transparecer nenhuma reivindicação trabalhista e agora segundo a imprensa, se dispensado, aliás, acho que deve ser, pois representa a face da antiga direção.
Gosto de Antonio Lopes, no entanto tenho restrições, sei que é um técnico vitorioso, mas infelizmente o vínculo com a administração retrógrada, seria sem dúvida a encarnação do dirigente. Se for o caso, Lopes seja contemplado com o que reivindica, para não gerar no futuro uma reclamação trabalhista, basta as que ocorrem em várias instâncias
Como exercício da democracia, a opinião é livre, como forma de expressar, penso que os entulhos autoritários incrustados no interior de São Januário devem ser retirados, nem devem ser protelados. Enfim, a vitória final chegou, que São Januário receba novos ares, se contar com ajuda de Moraes para saber e identificar qual será a dose de oxigênio administrada, acho que vale a pena. Reclamou que precisa respirar novos ares, e o de São Januário, estava poluído, viciado, contaminando o ambiente. As pessoas tinham uma imagem carrancuda, reproduziam inconscientemente o poderoso da Colina que gostava de anunciar esta singularidade.
O certo é que o Vasco respira e o que o vento que chega até aqui, assopra no sentido de que, agora poderemos ser campeões. A primeira vitória foi conquistada, a próxima, será a faixa de algum campeonato, a bola está sob os seus pés. Aliás, de um artilheiro, Dinamite conhece tudo dentro das quatros linhas, o cheiro de vitória nos campeonatos vai começar... Hoje a festa é nossa, da imensa torcida, e da oposição.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Roberto Dinamite : um candidato que decepciona.


Em diversos comentários, apontei que Dinamite não seria o candidato ideal para presidente do nosso querido Vasco da Gama. Um grande jogador, para mim, um craque, um dos grandes artilheiros do nosso futebol e do nosso clube Sempre concordo com qualquer atribuição de melhor jogador, o nosso maior ídolo, para me afastar quando entro na seara de seu papel como candidato de oposição para concorrer com o dirigente. Acho que ele pode aspirar à condição de presidente do clube, a concorrer a qualquer cargo eletivo, no entanto, não me inspira confiança, pois daqui o vejo como um candidato claudicante, logo, de imediato suas atitudes são transformadas em mais uma decepção.

Para nós que desejamos mudanças algumas delas provavelmente radicais; a imagem que projeta para o público, como ausência em uma manifestação, confirma para mim, que não dividiria o mesmo espaço com o dirigente, o que quer evitar, pois estaria sujeito a passar vexame e ser enxotado pelo autoritário dirigente. Atos desta natureza o transformam logo em um sujeito que teme qualquer confronto. Foge da luta para se esconder em alguma desculpa se esfarrapada, não sei. Dinamite quer ficar bem com Deus e com o diabo. Quer preservar a imagem de ídolo. Quer os votos dos vascaínos em uma próxima eleição do legislativo. No fundo sente dificuldades em trajar uma vestimenta de “opositor”, não tem cacoete. É produto gerado nas entranhas do movimento de oposição vascaína. Até a vitória final.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Vasco - Minha paixão







Pois é, o nosso clube depois do último jogo, realmente é o time da virada, da virada para trás. Não almeja vitórias, vive em total apatia, sem perspectivas, se deixa abater. Os melhores jogadores que elegemos como torcedores, podem a qualquer momento virarem as costas para o clube. Nem seria diferente, pois com a política salarial implementada pelo dirigente mor do clube, não corresponde com as novas possibilidades que eles podem encontrar nos clubes interessados neles. Obviamente ganhariam mais, acredito que ficaria muito difícil algum deles renunciar a perspectiva de melhora de vida para ficar e atender o apelo do dirigente, aliás, afiançou que um deles, o jogador Leandro Amaral não sairia do clube. É ver para crer. Como uma figura desgastada nem sei se mereceria crédito. Para lembrar nem empresas confiam em sua administração, daí o Renato Gaúcho apontar na direção certa. Foi o caso do BMG, passou por ali por intermédio de Romário, findou o prazo, pulou fora.

O nosso maior dirigente que elege o confronto entre Vasco e Flamengo como uma disputa à parte, em um campeonato que, diga-se de passagem, até nisto estamos em desvantagem, trata-se de uma bobagem com intuito de iludir os torcedores. Para mim, alcançaria uma dimensão maior se, os times disputassem entre si, títulos de um campeonato oficial. É com esta perspectiva que estamos mal. Um dirigente que reduz a participação de nosso time a um campeonato a parte e se dá por satisfeito com uma eventual vitória de nosso time. O que ele poderia dizer da ascensão do rival no atual campeonato e uma torcida que encontra eco na mídia? Apenas viramos alvo e espectadores em campeonatos, que com a graça de Deus não passamos por coisa pior.

Desde que assumiu o clube sua política tem sido nefasta para o Vasco. Conquistamos muitas derrotas e em vários níveis, o que tem nos deixado decepcionados, iludidos, frustrados como torcedores, e no meu caso também bastante céptico em relação ao desfecho do espúrio presidente do nosso clube. Não aponto o dirigente como o único culpado pela conduta do clube chegar nesta situação. Tão pior quanto ele, é o grupo de sustentação que não consegue, por interesses do próprio grupo, destituir o dirigente. O grupo espelha a mentalidade conservadora da estrutura de poder no clube, deletando qualquer voz discordante. Não admite qualquer conturbação no ambiente do clube, ali à nau tem que navegar em mares tranqüilos, soberana. Preserva este status a qualquer custo. Entende que torcida apenas serve para torcer, não necessariamente sofrer.

O dirigente não é nenhum ingênuo, se apoderou do clube por que as pessoas que o cercam permitiram e entendem que pode ser uma arma eficaz no combate contra a intromissão de “estrangeiros” e assumam o poder em São Januário, temos que considerar que o clube, é um “clube de colônia”.

Criaram uma serpente, alimentaram sua vaidade, abriram caminhos para ostentação de seu luxo, enaltecem a figura como o maior dirigente que o futebol jamais viu. Aquele que qualquer clube desejaria; um dirigente personalista, na verdade vascaínos de toda grandeza sentiam envaidecidos, orgulhosos por contar com a perspicácia, com a esperteza, a malandragem, daquele que detém a verdade, o homem que combate e trata a imprensa dentro dos rigores da lei da Colina, o que sabe mais, que trata nossos ídolos com desprezo, daquele que mandava com o seu prestigio na federação a época em que o “homem do chuvisco” presidia a entidade, aquele que foi para o congresso lutar unicamente a favor dos interesses do clube e possivelmente deve ter defendido, de que, realmente não sei. Fiquei pasmo com a noticia de que o Benfica trocaria experiências de gestão com o nosso clube. Deve ter algum sujeito bem lúcido que consegue enxergar que uma administração que se perpetua por um bom tempo e não foi capaz de conseguir patrocinadores, armar um time competitivo seja modelo e cópia para um time europeu, por mais que tenha afinidades de origens.

È lamentável como vascaíno ser testemunha da situação em que nosso clube vivência, qualquer resultado de uma partida é válido, faz parte do jogo, mas tem sido diferente o resultado de nossos confrontos com outros adversários, conquistamos com muito sacrifício derrotas, mas quem tem sido vitorioso é o dirigente. Não podemos reclamar, faz jus ao que ele sempre propagou, mesmo que as nossas custas.

Até a vitória final.

* O texto em exposição no blog foi também publicado no site Supervasco

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Uma vitória sobre a estrêla solitária


Até que enfim, conseguimos uma vitória sobre o Botafogo no último domingo. A coisa tava ficando preta. Tem sido um sufoco os nossos jogos, a apreensão e a inquietação tomam conta de mim neste período. É verdade que penso em certos momentos de apelar para rezas de todos os tipos, para Todos os Santos e aos Deuses do futebol. Até mesmo para os craques que não estão mais aqui, para que encarne em algum perna-de-pau; sei que alguns amigos, chamariam a minha atenção, alertando que seria no plural a referência de jogadores nesta condição em nosso time. Que assim seja, são muitos, mas com certeza, livraria a cara de alguns, como Conca e Leandro Amaral. Com boa vontade incluiria o Perdigão como um bom jogador. O resto é o resto. Romário ia até esquecendo está mais para estátua do que jogador atuante. Não passa para nós nem a certeza de que vai jogar. É um grande craque que atrai mais o dim dim e o brilho dos holofotes do que a bola. Creio que o caminho que está vislumbrando e com certeza em outro espaço conseguirá com brilhantismo desempenhar novas conquistas. O homem é bom em quase tudo que faz. Não embarca em furada.

Não assisti ao jogo, não comprei a assinatura do pay per view. A grana está curta. Há muito que não vou aos estádios, desde que morei em frente ao Maracanã, nas imediações do portão 18. Ficava apavorado com as cenas de violência que presenciava da janela do apartamento ou mesmo quando transitava na rua, rumo ao estádio, tais acontecimentos me ajudaram a decidir que para preservar a minha família o melhor seria mesmo assumir a condição de ouvinte ou quando possível assistir pela televisão. Maracanã ou São Januário só quando mudar a situação política, econômica e social do país, e por tabela o poder instalado na Colina, deste jeito, penso que tão cedo não irei a um estádio exercer o meu direito de torcer pelo meu time.

O Vasco ultimamente mudou para pior, pois há muito tempo, quando havia um confronto contra o time da estrela solitária , eu já aguardava confiante uma vitória, diria sem nenhum exagero são nossos fregueses, o meu sorriso tomava 98% da minha face, o resto ficava por conta das adversidades. Hoje se dá justamente o contrário. Os três resultados de uma partida o nosso Vascão por razões explicadas talvez pelos dirigentes, o time apenas insiste em privilegiar a derrota. Resultado é muito desconfortante para o torcedor vascaíno, sujeito ao deboche e outras brincaderinhas promovidas pelos adversários. Lembro com ares de preocupação não estamos livres, qualquer deslize pode ser fatal.

O momento vascaíno pode ter fortes vínculos com a situação que vivencia o nosso time, uma incerteza quanto à legitimidade do exercício da presidência pelo dirigente vascaíno. O time me parece reflexo real do que acontece no espaço de São Januário. Se tivéssemos uma direção mais democrática, receptiva, antenada com a modernidade, creio que teríamos mais torcedores vascaínos. A mídia maltrata muito o nosso clube. Continuamos refratários na aproximação de anunciantes, fechados para entrevistas, jogadores esquivam-se da imprensa, com esta postura a tendência é cada vez distanciarmos de futuros torcedores e patrocinadores. Precisamos de visibilidade.

O vascaíno hoje mesmo conseguindo vitórias, continua sendo derrotado. Até a vitória final.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Escritos de um cruzmaltino.


Não tem jeito! É mesmo um time medíocre, conduzido por um técnico da mesma grandeza, porém, acho que a diretoria deve dividir os louros desta fama. Celso Roth tem demonstrado sua verdadeira capacidade de fazer o nosso time, um time vitorioso, conquistador das mais espetaculares derrotas, todas fundamentais para se chegar com brilho a onde estamos. A mídia nitidamente urubulina, em orgasmo, agradece.
O que assistimos no último confronto com um time argentino, foi o preclaro “professor”, muito lúcido analisar a partida, credenciado por inúmeras derrotas alcançadas e sob uma retórica que por conveniência, omite uma irregularidade cometida por um dos nossos melhores craques, que é o genial craque Roberto Lopes. O outro Roberto pode estar em depressão por constatar que neste time há mais craques do que ele. Peço desculpas à torcida vascaína por não citar outros talentosos e inigualáveis craques que infestam o time da colina. Aliás, nosso prezado “professor” está certo, deve apontar fatores externos que contribuíram para este estado de coisas. Daí a diretoria sempre antenada com os anseios da torcida, declara a permanência do "professor". O time do Vasco que é bom, assim entende a diretoria, os outros times que são ruins. Segue firme, com garbo e com a cuidadosa preocupação de evitar maiores estragos, mesmo que seja em queda livre, rumo aos objetivos traçados, ou seja, de ir triunfante para a zona de rebaixamento, fato se alcançado, não manchará sem dúvida a nossa gloriosa história, pois o que supostamente pretende nunca foi realizado. Será que este momento se aproxima?
Imagino sinceramente que este time, reúne condições para tal. Não é muito difícil e parecem dispostos a vivenciar uma possível passagem para a segundona, craques é verdade, nós temos em excesso, vontade coletiva e acredito que seja desejo de muitos de nossos jogadores, passarem por esta experiência, salvo os possuidores de DNA cruzmaltino, que rejeitariam qualquer sedutora proposta vinda do estrangeiro,de pés juntos jurariam eterna fidelidade ao clube. Devemos considerar, se o Flamengo passou ou passa por isso, ou seja conviver por um tempo na zona de rebaixamento, por que o Vasco, não haveria de ter este privilégio de perseguir o time da mulambada neste intento? Temos dirigentes, técnico e elencos prontos pra realizar tal tarefa. Um campeonato a parte, para iludir a torcida, incentivado pelo mandante do clube da Colina estaria em evidência, obteria altos lucros, empresas se ofereceriam para patrocinar o nosso time. Quer coisa melhor? A demonstração do maior Vascaíno de todos os tempos com muito esforço contratou o talentoso “professor”, de carreira vitoriosa, apto e submisso aos ditames do ditador. Sabemos todos que o clube “vitorioso”, freqüentador da mídia, eleito por 10 em cada 11 brasileiros, como o time mais popular do Brasil, serve de modelo para o nobre dirigente vascaíno, daí sempre contarmos em nossas fileiras com algum importante jogador com passagens pela urubolândia. O homem possui uma compulsão para gerar um afago em nosso maior adversário. Para alguns ingênuos torcedores trata-se de uma estreita visão de um dos dirigentes mais inteligentes, jamais visto em nossa pátria de chuteiras, para produzir uma competição circunscrita a um único competidor e jogar para a galera, a importância a nível internacional de uma simples disputa entre os rivais.
O sábio dirigente, dono de um discurso revestido de sua forma mais arrogante, autoritária que tem o objetivo de conquistar e colecionar vitoriosas derrotas, segue inabalável, imutável diante de todos, em especial da torcida que por ela tem o maior apreço e consideração. Sempre ouvida, raramente enxotada. Não sejamos cúmplices desta diretoria, cabe apenas aplaudir, se esta fatídica situação acontecer, pois aos olhos desta singular gestão que está acima de todos, são mais vascaínos do que os vascaínos, nos ofereçam este título, que pode ser o primeiro e único em nossa história a conquista da segundona se formos derrotados e passarmos para a etapa seguinte, com certeza, não será culpa de Eurico, o genial dirigente vascaíno.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Vasco: Um time medíocre.


Depois de um longo tempo como blogueiro e identificado como vascaíno em meus blogs, resolvi pela primeira vez, fazer um comentário sobre o meu time neste espaço, pois, vez por outra escrevo ou narro meu protesto pela situação do clube em sites vascaínos. O que está exposto nesta Esquina, foi publicado pela manhã no site Supervasco.

A situação pela qual passa o meu time, tem estimulado a minha inquietação, indignação, que traduziria mesmo por uma revolta quanto ao modo de gerenciar/administrar o Vasco. Desde que o "dono do clube" assumiu as rédeas do comando da Colina que a coisa degringolou em ritmo célere. Parece que temos conquistado derrotas com muita vontade, brilhantismo e esmero incomum.

Tem sido corrente entre os vascaínos o reconhecimento do time pela sua condição de medíocre, sem valor, sem garra, propenso a conquistar derrotas ou empates na mesma grandeza de uma eventual vitória. O elenco do Vasco atual provoca no torcedor uma grande desconfiança, sintomas de delírio e a certeza de que a qualquer momento passaremos por graves dissabores. Prefiro agora deixar os meus três leitores o texto que escrevi para apreciação.

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Time medíocre, não há intenção de vitória. Creio que o objetivo do treinador é levar o nosso time para a segundona. Com certeza será uma vitória. A segundona, a eliminação da copa ou de qualquer outra disputa que o Vasco participe está fadada ao fracasso. Imagino que os jogadores estejam sem receber, tal a inércia em campo, claro, além da ruindade. Uma gestão retrógrada, autoritária comandada por Eurico só poderia espelhar o que acontece em campo. A que ponto chegamos! A oposição é movida por almoços, não conseguem neutralizar os desmandos do Eurico. Oposição desgastada, assim como a imagem de nosso eterno ídolo. Não esboçam reação. O treinador com graves sinais de insanidade, que pode ser percebido no modo de armar o time. Há uma enormidade de erros de passes. É vergonhoso. Enfim, o "professsor" tem conseguido conquistar derrotas, o que não deixa de ser um grande mérito. O nosso sabor de vitória, de alegria está muito difícil de acontecer, pois a administração euriquiana se prevalece das formas mais espúrias para se eternizar no poder, ocupada em várias áreas de São Januário. Todo jogo que assisto me leva a certeza da derrota, não há empenho, interesse, garra dos nossos craques, excepcionalmente, ou em casos isolados, por destaque de Leandro Amaral ou Conca, que nos promove apenas uma ilusão passageira. Estou cético, não vejo nada de imediato para que possa despejar esta turma que envergonha o Vasco. Pelo jeito teremos que aprender a conviver por mais algum tempo com quem denegri, emporcalha, envergonha, avilta e nos trás dissabor. O nosso dirigente consegue ficar refratário com tudo a que estamos assistindo. Vascão, até a vitória final.

Ps: Em próxima oportunidade pretendo publicar a conclusão do conto.